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Farmacêutico fala sobre apoio diagnóstico no Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais

Data: 28/07/2020

O Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais foi instituído pela Aliança Mundial da Hepatite (World Hepatitis Alliance) no dia 19 de maio. Porém, após a 63º Assembleia Mundial da Saúde em 2010, a data passou a ser comemorada oficialmente no dia 28 de julho, em homenagem ao médico norte-americano Baruch Samuel Barry Blumberg. Entretanto, Organizações não Governamentais (ONGs) defensoras dos direitos de portadores de hepatites virais continuam lembrando o dia 19 de maio. As duas datas são indicadas no calendário do Ministério da Saúde.

De acordo com a 17º edição do Boletim Epidemiológico do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (DCCI/ SVS/MS), o Sistema de Informação dos Agravos de Notificação (Sinan) recebeu 632.814 notificações de casos confirmados de hepatites virais entre 1999 e 2018, no Brasil. Destes, 167.108 (26,4%) são referentes aos casos de hepatite A, 233.027 (36,8%) aos de hepatite B, 228.695 (36,1%) aos de hepatite C e 3.984 (0,7%) aos de hepatite D.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 325 milhões de pessoas vivem com hepatite B e C por não ter acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento. Hoje, dia 19 de maio, data em que Organizações não Governamentais (ONGs) defensoras dos direitos de portadores de hepatites virais elegeram para conscientizar sobre a doença, o professor de Virologia Clínica do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Maringá, Dennis Armando Bertolini, foi convidado para explicar sobre a doença e falar da importância do trabalho do farmacêutico no apoio diagnóstico para a identificação dessa doença, que causa inflamação no fígado.

As hepatites virais são causadas por diferentes vírus e, por isso, são denominadas a partir das letras A, B, C, D e E. Os sinais e sintomas são semelhantes – icterícia, mal estar, náusea, vômito, anorexia, febre, hepatomegalia. Além do fato de que os sinais e sintomas demoram mais a aparecer na hepatite C (apenas 25% dos pacientes têm essas manifestações), o que diferencia os variados tipos de hepatite, é o grau de evolução clínica e suas consequências de cada um. “As hepatites virais A e E podem ser transmitidas com mais frequência por via fecal-oral, ou seja, água e alimentos contaminados com fezes humanas e, pelo contato pessoa a pessoa. Na hepatite E, a infecção também pode ocorrer de maneira vertical da mãe para o feto”, explica Dennis Bertolini.

As hepatites A e E são infecções agudas e evoluem frequentemente para a cura. Não evoluem para a forma crônica. “No entanto, as hepatites B e C podem evoluir para a forma crônica, onde a infecção permanece por mais de seis meses, sendo que, na hepatite C, a chance de cronicidade está em torno de 80-85%. A hepatite D pode permanecer na forma crônica, principalmente quando o indivíduo já é portador crônico da hepatite B. Nas hepatites B e C crônicas o paciente poderá evoluir para situações clínicas mais graves como cirrose e carcinoma hepatocelular”, afirma o farmacêutico.

A única forma para identificar o tipo de hepatite e qual a fase da doença é através do exame laboratorial. Consequentemente, o laboratório de análises clínicas é imprescindível na obtenção do diagnóstico seguro. “O exame permite entender como as hepatites virais ocorrem, as características virais e clínicas permitem fazer um bom diagnóstico e acompanhamento clínico. O Ministério da Saúde editou em 2018 o Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais com os passos necessários à realização do diagnóstico das hepatites virais. Considerando as peculiaridades de cada uma das hepatites é extremamente importante que o farmacêutico que atua em laboratórios de análises clínicas tenha as informações necessárias para a realização de um diagnóstico preciso e precoce, que é determinante para um tratamento adequado”, explica.

É importante ressaltar que existem testes rápidos para hepatites B e C disponíveis no mercado, apesar disso, não indicam diagnóstico nem determinam a fase da doença, sendo necessário a realização de mais exames com outros marcadores sorológicos e/ou exames de biologia molecular. Dennis Bertolini, pontua que o profissional farmacêutico está apto a aplicar os testes. “O Farmacêutico pode aplicar o teste desde que tenha um protocolo estabelecido contendo todos os cuidados com a biossegurança pessoal e do ambiente, ter conhecimento sobre a metodologia a ser utilizada e utilizar controle de qualidade para aferir a qualidade do teste rápido, assim como já é feito em Laboratórios de Análises Clínicas”.

Transmissão – A hepatite B é transmitida por contato com sangue e secreções corpóreas, relação sexual e materno fetal (vertical). “Como o vírus da hepatite D depende do vírus da hepatite B para infectar o indivíduo, a forma de transmissão é a mesma da hepatite B. A hepatite C é transmitida principalmente por contato com sangue, sendo, atualmente, os usuários de drogas endovenosas os de maior risco para adquirirem essa hepatite. A transmissibilidade materno-fetal ocorre, mas com menor frequência”, explica Dennis Bertolini.

Atualmente também existem vacinas para hepatites A e B, ambas são importantíssimas na prevenção contra as infecções mencionadas e compõem o calendário vacinal brasileiro. “A vacina da hepatite A está prevista no SUS para as crianças em uma dose aos 15 meses até 5 anos de idade. A vacina para hepatite B é composta de três doses, onde a segunda deve ser feita trinta dias após e a terceira dose seis meses depois, e está disponível para qualquer faixa etária. Existe vacina combinada para hepatite A e B.

A vacina da hepatite B também pode ser utilizada como um imunoprofilático importante na transmissão materno fetal. Considerando a Resolução n° 654/2018 do CFF, que resgatou para o farmacêutico essa atividade profissional, está garantido que poderá aplicar as vacinas para as hepatites A e B, além das demais previstas no calendário vacinal brasileiro”, conclui o farmacêutico, Dennis Bertolini.

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