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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Pesquisadora mineira vence prêmio internacional da área da saúde

Data: 14/07/2020

Mesmo diante de inúmeras dificuldades causadas pelos impactos da pandemia de Sars-Cov-2 a jovem farmacêutica pesquisadora, Carolina de Aguiar Ferreira, 32, que cursa pós doutorado em Boston, nos Estados Unidos (EUA) traz uma ótima notícia para o Brasil e colabora com o avanço da ciência no mundo. Isso porque no último, 12/07, ela se destacou em primeiro lugar do prêmio jovem pesquisador promovido pela Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI), localizada na cidade norte-americana de Reston.

A mineira de Belo Horizonte desenvolveu uma pesquisa sobre uma forma não invasiva de detectar de maneira precoce, efeitos colaterais no tratamento de câncer. Através do seu estudo a farmacêutica pretende disponibilizar para o mercado de negócios um exame de imagem realizado através de material radioativo. O método pode ajudar tanto paciente quanto o médico, pois capaz de identificar rapidamente sintomas indesejados tornando o tratamento menos danoso possível. Atualmente, apenas a biópsia é feita. “"A imunoterapia mudou o tratamento de câncer. Hoje em dia, 50% dos casos podem ser tratados dessa forma, só que isso gera muito efeitos colaterais, infelizmente. Desde a primeira dose até um ano depois de encerrado o tratamento", pondera Carolina.

Após 12 anos de pesquisa na área de terapia e diagnóstico de câncer usando radiação a farmacêutica compartilha que descobriu o amor pela pesquisa ainda na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Laboratório de Radioisótopos onde iniciou sua carreira científica na graduação trabalhando com materiais radioativos. "Eu me apaixonei pela área porque existe uma grande possibilidade de melhorar a saúde da população. Quero contribuir de alguma forma com a sociedade", lembra.

Entretanto, Carolina mantém os pés no chão e sabe será necessário muito investimento para o exame revolucionário chegar aos pacientes com câncer. Até agora, a inovação é resumida a uma patente, fornecida ao coordenador do laboratório onde sucede a pesquisa, o qual abriu uma empresa privada para produção do material. A previsão é de que os estudos clínicos devem ser iniciados ainda este ano. "Precisamos de um governo que financie estudos clínicos, porque, no fim das contas, isso vai gerar um produto médico que vai impactar muitas vidas", aponta.

A pesquisadora vem subindo no pódio da SNMMI ano a ano desde que participou pela primeira vez em 2018 quando ficou em terceiro lugar. No ano consecutivo a farmacêutica ocupou a segunda posição. Em 2020, chegou ao lugar mais almejado e recebeu o título de jovem pesquisadora na categoria inovação em imagem molecular, cujo o prêmio é no valor de 500 dólares.

Carolina sonha em ser professora e dirigir seu próprio laboratório, de preferência no Brasil. "Quero pegar o conhecimento que tive a oportunidade de adquirir aqui fora e levar para o meu país. O meu sonho é ver o Brasil valorizar pesquisas, mas estamos longe disso".

 

Currículo

Formada em farmácia pela UFMG, Carolina fez mestrado em ciência e tecnologia da radiação pelo Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), também em BH. Depois conseguiu uma bolsa pelo CNPq para fazer doutorado em engenharia biomédica pela University of Wisconsin-Madison. Em agosto de 2019, terminado o doutorado, ela foi convidada para fazer pós-doutorado em laboratório conjunto com a Harvard Medical School e o Massachusetts General Hospital.

Fonte: Comunicação do CFF, com informações do Jornal Estado de Minas

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