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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Farmacêuticos do HCUFPE atuam no tratamento da Covid-19

Data: 07/06/2020

O Bloco Vida do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HCUFPE) foi planejado para atender a pacientes com a Covid-19. A estrutura possui 24 leitos e a equipe de farmácia clínica está trabalhando para tornar a assistência mais eficiente, garantindo a gestão dos insumos e a logística mais adequada dos componentes da farmácia. A farmacêutica clínica intensivista da Unidade de Terapia Intensiva geral adulto, Erika Nascimento Barbosa, explica que o Hospital das Clínicas foi um dos poucos que teve tempo para se preparar com um projeto de UTI desenhada em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado para atender a pacientes com a Covid-19. “A princípio, nós tínhamos ficado como terceiro nível na assistência, no plano de contingência do Estado, e só iríamos receber pacientes com Covid mais para frente, quando os de primeiro e de segundo níveis já estivessem lotados, mas aí veio o convite da SES para execução do projeto.”

De acordo com Érika Barbosa, o grupo de farmácia clínica do HCUFPE, formado inicialmente por quatro farmacêuticas, cinco residentes e cinco técnicos de farmácia, determinou como estratégia do setor de farmácia, para proporcionar uma melhor assistência dentro do hospital, a montagem de uma farmácia satélite para atender aos 24 leitos exclusivos para pacientes com Covid-19. “Nós vimos, dentro das nossas possibilidades, em que a farmácia hospitalar poderia contribuir no sentido de garantir a assistência da terapêutica a esses pacientes, minimizar a circulação de material contaminado dentro do hospital, com as devoluções de medicamentos, e garantir a esses pacientes a assistência farmacêutica completa. Visto a complexidade desses pacientes, o processo geraria uma rotatividade e uma urgência pela prestação do medicamento, muito maior do que a gente estava acostumado no hospital. Aí fomos traçando e executando o projeto em pouco tempo”.

Para estruturar esse serviço que a farmácia iria prestar aos profissionais de saúde, os farmacêuticos se basearam em protocolos e em recomendações de entidades nacionais e internacionais, farmacêuticas e médicas, como a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e o Ministério da Saúde. “Além da parte de logística, focamos na questão da diminuição da circulação de material contaminado dentro do hospital. Nós reformulamos o sistema de devolução de medicamentos dentro da instituição como um todo. O fato de ser uma farmácia satélite já reduz essa circulação, pois os medicamentos não vão para uma central para redistribuição”.

Outra questão que Érika disse que foi levada em conta foi a da unitarização de doses. “A dispensação de multidoses dentro do hospital ainda é feita de forma coletiva. Vimos o quanto isso é primordial. Estamos desenvolvendo um projeto relacionado a implantação do serviço de unitarização de doses no hospital, com o objetivo de reduzir a contaminação do manipulador e dos pacientes, visto que o processo é feito a beira leito. A unitarização garante uma assistência terapêutica por mais tempo, porque a gente tem menos perda de material. Claro que ainda existem algumas imperfeições que, aos poucos, a gente está contornando, mas a equipe de farmácia clínica dentro da farmácia satélite proporciona a análise das prescrições, participação nas visitas multidisciplinares, construção de materiais de apoio e orientação dos profissionais de saúde mediante dúvidas das formas de melhor manejo dos medicamentos”, enfatiza.

O atendimento assistencial no HCUFPE é multiprofissional e conta, além da equipe de farmácia clínica, com médicos especialistas, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, dentistas, fonoaudiologistas e nutricionistas. Também existe uma comissão de controle de infecção hospitalar e a segurança do trabalho, que auxiliam todos os profissionais, em um total de quase 40 profissionais por turno de trabalho. Para estruturar o projeto, a farmácia clínica iniciou com o estabelecimento de kits para intubação traqueal para facilitar o manuseio da equipe. “Nós estávamos cientes da rotatividade dos profissionais de saúde que cuidariam desses pacientes, que eles poderiam adoecer, ter uma escala muito apertada de trabalho, a questão do estresse, a pressão, principalmente os profissionais da enfermagem, os técnicos de enfermagem, os médicos. Então, a gente quis também melhorar as condições de trabalho desses profissionais. A nossa primeira proposta, frente as nossas limitações foi fornecer os kits, a montagem dos kits de intubação de sequência rápida para garantir a assistência a esses pacientes que nós iríamos receber”, lembra Érika Barbosa. 

A farmacêutica que iniciou o projeto do Bloco Vida no HCUFPE agora está realizando o trabalho remoto, pois está gestante. Ela articula a interação entre os diversos profissionais e reforça o quanto a atuação do farmacêutico, principalmente nessa situação de pandemia, é essencial. “A farmácia hospitalar e o farmacêutico clínico são atividades assistenciais muito importantes para pacientes com a Covid-19, visto a complexidades clínica e terapêutica deles. Nós estamos vivendo também com o desabastecimento de componentes de assistência terapêutica que nós já viemos nos preparando para isso. Essa questão logística é essencial para garantir minimamente a assistência a esses pacientes”.

A equipe do HCUFPE está precisando de mais profissionais da área da Farmácia para trabalhar no Bloco Vida. Recentemente foi aberto um processo de seleção simplificada para contratação de mais profissionais. “Estamos esperando ansiosamente por estes profissionais, assim poderemos melhorar ainda mais nossa assistência.”

O hospital também está recebendo doações de insumos e materiais que nos ajude a manter o atendimento a esses pacientes no Estado. O contato é através do e-mail farmaciasatelite.hcufpe@gmail.com ou telefone (81) 2126-3933

NÚMEROS EM PERNAMBUCO

O Estado de Pernambuco registrou, até o dia 5 de junho 36.453 casos e 3.012 mortes causadas pela Covid-19. O HCUFPE atendeu 69 pacientes desde o dia 18 de abril, muitos já chegaram em estado grave na unidade. No nível 1 foram montados três hospitais de referência: Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Hospital Correia Picanço e Hospital do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), todos na região metropolitana de Recife.

Durante a pandemia, a cobertura foi ampliada com a aquisição administrativa de um hospital privado (Nossa senhora das Graças) e para outras cidades Olinda, Caruaru, Palmares, Serra Talhada, Araripina, Petrolina e Cabo de Santo Agostinho. 

Fonte: Comunicação do CFF

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