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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Os cuidados farmacêuticos na preservação da saúde da mulher

Data: 28/05/2020

Neste 28 de maio é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. A data alude a duas causas relevantes para qualidade de vida das mulheres porque além de alertar sobre os devidos cuidados relacionados à saúde do gênero feminino, faz parte do 5° Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de tratar da saúde materna. Este ano encerra-se o prazo para o alcance da meta de redução da morte materna em 75%, porém, vários países, inclusive o Brasil, estão muito distantes de atingi-la. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o mundo necessita de mais de 9 milhões de enfermeiras obstetras (EO) e obstetrizes para atingir a meta de cobertura universal de saúde até o ano de 2030.

 

Neste sentido o Conselho Federal de Farmácia presta homenagem às mulheres e profissionais da saúde envolvidos diretamente nos cuidados à saúde da mulher, incluindo os farmacêuticos como a mineira Anacláudia Capanema, que atua como doula. “O farmacêutico desempenha importante função orientando as pacientes, disseminando informações seguras sobre saúde, além de garantir às mulheres um atendimento de qualidade e multiprofissional, voltado para o cuidado, a valorização, o uso racional de medicamentos e respeito ao corpo feminino”. afirma.

 

Entre tantas atribuições, o farmacêutico pode contribuir para o diagnóstico precoce de doenças, por meio de encaminhamento de casos suspeitos aos serviços de saúde, e no acompanhamento e tratamento farmacoterapêutico ou não de mulheres acometidas por doenças hormonais ou ginecológicas. O atendimento nas farmácias é primário e o mais acessível à população e o farmacêutico pode e deve ficar atento a essas necessidades de saúde da mulher. “Ele pode contribuir na orientação sobre uma gama enorme de temas, como por exemplo sobre os métodos contraceptivos e as infecções sexualmente transmissíveis. Uma mulher que vem a farmácia comprar uma pílula do dia seguinte, por exemplo, deve ser alertada sobre os riscos da relação sexual desprotegida e a importância da testagem para essas doenças”, comenta a farmacêutica.  

 

Redução da Mortalidade Materna

 

É considerado óbito materno a morte que ocorre durante o período da gestação, parto ou em até 42 dias pós-parto, que esteja relacionado a causas decorrentes ou agravadas pela gravidez. Os casos estão em queda no Brasil. O Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério aponta que, em 2015, o Brasil registrou 1.738 casos de morte materna. Em 2016, foram registrados 1.463 casos, uma queda de 16% em relação ao ano anterior.

 

Embora estejam em queda, os números ainda são preocupantes. Conforme dados apresentados pela Organização Pan Americana da Saúde (OPAS/OMS) em 2018, todos os dias, aproximadamente 830 mulheres morrem por causas evitáveis relacionadas à gestação e ao parto no mundo. Estima-se que, em 2015, cerca de 303 mil mulheres morreram durante e após a gravidez e o parto. Grande parte dessas mortes ocorreram em ambientes com poucos recursos, a maioria delas poderia ter sido evitada.

 

O parto humanizado ou natural é uma opção da parturiente desde que acompanhada devidamente pela assistência pré-natal durante o período gestacional. Essa prática geralmente é acompanhada por uma doula, e tem por objetivo propiciar um ambiente respeitoso e garantir o protagonismo da mulher em sua escolha, zelando pela segurança da mãe e bebê. “O significado da palavra doula é mulher que serve a outra mulher. É exatamente isso que a doula faz. Observa as reais necessidades de cada mulher, faz o que for necessário para que se sintam mais confortáveis no parto. Também podem acompanhar a gestante durante a gestação fornecendo informações baseadas em evidências científicas e sobre o sistema obstétrico de sua região, possibilitando que a mulher saiba sobre as opções de nascimento. No pós-parto elas podem orientar sobre amamentação e cuidados básicos com o bebê como banho, cuidados com o umbigo, e outros”, explica.

 

O parto natural pode ocorrer no ambiente hospitalar, caso indicado pela equipe médica diante de avaliação das condições da parturiente e bebê, ou em domicílio, de forma planejada. A gestante pode optar pelo acompanhamento ou não da doula, mesmo não existindo uma lei federal que assegure este direito. “A doula não tem competência técnica para assistir parto normal. A doula é acompanhante profissional de parto, cabe a ela suporte físico e emocional. Em domicílio os principais profissionais responsáveis pela saúde da mulher e do bebê são as obstetrizes e as enfermeiras obstetras, que são profissionais com formação acadêmica, e capacitados a assistir o parto natural, garantindo segurança, conforme resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen)”, pontua Anacláudia Capanema, que tem experiência como farmacêutica na residência em saúde da família, com atuação no Núcleo de Atenção Primária à Saúde (NASF).

Fonte: Comunicação do CFF

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