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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

O farmacêutico e a atenção ao paciente hipertenso

Data: 26/04/2020

O dia 26 de abril celebra o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão. A data em alusão a doença busca trazer a reflexão sobre a importância dos cuidados com a saúde quanto aos riscos da hipertensão arterial ou pressão alta, como também é conhecida. Trata-se de uma doença crônica não transmissível ocasionada pelo aumento sustentado da pressão sanguínea nas artérias. Com o objetivo de contribuir nos cuidados assistenciais à saúde da população o Conselho Federal de Farmácia esclarece como a atuação sensível do profissional farmacêutico ajuda no diagnóstico e acompanhamento do paciente durante o tratamento para controle da hipertensão.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hipertensão faz com que o coração tenha que desempenhar maior esforço para distribuir o sangue pelo corpo. A doença é desencadeada a longo prazo por uma série de fatores, como explica o farmacêutico do Rio Grande do Sul, Rodrigo Silveira Pinto. “A hipertensão arterial sistêmica primária e/ou essencial é a mais comum e acomete cerca de 90% dos pacientes hipertensos. A hipertensão essencial pode ser caracterizada como uma incapacidade do nosso corpo em lidar com a quantidade de sódio consumida, isso significa que fatores como idade, obesidade, estilo de vida, uso de bebidas alcoólicas em determinado nível, o tabagismo e sedentarismo contribuem. Ou seja, tudo que faça o nosso corpo concentrar mais sódio faz a pressão atingir níveis maiores por um longo tempo fazendo com que os danos vão se tornando irreversíveis. Quando a hipertensão se instala não tem cura, podendo apenas ser controlada”, pondera o farmacêutico mestre e especialista em Assistência Farmacêutica.

O farmacêutico é um profissional enraizado na sociedade, está presente em todas as drogarias, farmácias de manipulação, em farmácias públicas, nos hospitais e ambulatórios. É um profissional cujo potencial e prestação de serviços à sociedade é inquestionável, entre suas atribuições o farmacêutico dispõe de inúmeras atividades. “Os serviços farmacêuticos incluem diversos tipos de ação, entre elas a dispensação, educação em saúde, rastreamento em saúde, acompanhamento farmacoterapêutico, gestão da condição em saúde, revisão da farmacoterapia. Aferir a pressão arterial é um dos procedimentos que o farmacêutico pode realizar na farmácia, assim como buscar conhecer melhor o paciente para conhecer melhor seu histórico de uso de medicamentos e fazer a orientação correta”, esclarece Rodrigo Silveira Pinto.

A hipertensão é uma doença silenciosa, quando a pressão começa a subir acima do nível médio o corpo busca compensar o efeito, fazendo com que esta doença seja silenciosa por muito tempo. Por isso, é necessário estar atento aos fatores de risco prévios e monitorar a pressão frequentemente para não sofrer os possíveis efeitos adversos da doença, como aponta o farmacêutico. “Os níveis de pressão de uma pessoa hipertensa podem estar alterados e mesmo assim passarem despercebidos. Determinados níveis de pressão podem gerar efeitos agudos. Porém, o pior da hipertensão vem com o tempo devido os danos causados no organismo, tornando os vasos sanguíneos rígidos, comprometendo a capacidade dos rins em filtrar e sobrecarregando o coração, o que pode ser catastrófico, aumentando a possibilidade de entupimento de artéria e até mesmo causar infarto ou um derrame”, afirma.

O Ministério da Saúde aponta que a 42,5% da população é hipertensa e 90% dos casos são hereditários. Entre os anos de 2006 e 2019 a prevalência da doença cresceu de 22,6% para 24,5%. A hipertensão atinge 59,3% dos adultos na faixa etária de 65 anos ou mais, sendo 55,5% dos homens e 61,6% das mulheres. As medidas não farmacológicas são importantes para controlar a hipertensão, a alimentação faz parte das medidas de controle dos níveis de pressão. O exercício físico e a redução da ingesta de sódio são extremamente importantes. “Os tratamentos farmacológicos são muitos e diversos, mas precisam estar em consonância com alimentação correta e exercícios para uma estratégia de efeito eficaz. O grande vilão da hipertensão é o sódio. O farmacêutico pode auxiliar no monitoramento e orientação do paciente quanto aos efeitos adversos que podem surgir e observando como está sendo a resposta ao tratamento. Quanto maior o número de profissionais da saúde acompanhando o paciente hipertenso melhor será o resultado”, declara Rodrigo.

Hipertensão x Coronavírus

Em época de pandemia do novo Coronavírus é importante atentar para a questão de que a hipertensão é um fator de risco em caso de quadro clínico positivo para a Covid-19. “Esse vírus é de fácil transmissão, fica durante longos períodos no ambiente. E, com a globalização, houve a possibilidade de expansão. A hipertensão, assim como doenças cardíacas e respiratórias, são fatores de risco que podem agravar casos de quadro clínico positivo para o coronavírus”.

O especialista lembra que, mais do que nunca, é necessário alertar sobre os riscos da automedicação. “Quando a pessoa é hipertensa, alguns cuidados são importantes. Conhecemos um pouco sobre nosso corpo e geralmente quando temos alguma dor de cabeça, incômodo digestivo ou congestão nasal é comum se automedicar, mas essa prática é arriscada principalmente a longo prazo porque pode mascarar um sintoma grave que precisava de diagnóstico precoce e contribuir para a elevação da pressão arterial”, declara Rodrigo Silveira Pinto.

Outro fator importante também é sobre o uso de alguns medicamentos para hipertensão, que foram divulgados como nocivos aos pacientes com covid-19 (inibidores de eca e bloqueadores de receptores de angiotensina 2). “A evidência sobre a interação destes medicamentos com a doença ainda é incerta, mas é evidente o dano que é causado quando o paciente suspende por conta própria estas classes de medicamentos. Não se deve tomar uma decisão de parar um tratamento para hipertensão sem o devido acompanhamento”, conclui Rodrigo.

Fonte: Comunicação do CFF

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