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CFF é contra 40% de EaD nos cursos de graduação em Saúde

Data: 20/12/2019

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) é favorável à incorporação de novas tecnologias na graduação, desde que essas contribuam para a qualidade de formação e no patamar de 20%. A concepção pedagógica dos cursos para formação de farmacêuticos não se alinha a atividades a distância em percentual superior a esse limite máximo, que era definido em portaria específica, visando atender às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos Cursos de Graduação em Saúde.

O ensino presencial e sua prática, desde o início dos cursos, é fator essencial à qualidade da graduação na área da Saúde. A descrição das atividades presenciais obrigatórias, tais como estágios curriculares já a partir do 3º semestre, e as práticas profissionalizantes da área de conhecimento das Ciências Farmacêuticas inviabilizam a inserção de 40% de atividades EaD. 

É impossível garantir a formação adequada em um curso que envolve significativa carga horária de atividades em laboratórios de ensino e em laboratórios didáticos especializados sem a manutenção de seu caráter predominantemente presencial.

Essa necessidade, de um ensino baseado na presencialidade, se torna ainda mais premente diante das mudanças do ensino farmacêutico, que passou a priorizar o cuidado ao paciente, à família e à comunidade, com enfoque clínico. A possibilidade de inserção do EaD em 40% da carga horária total do curso aumenta os riscos que os profissionais podem causar à sociedade, de imediato, a médio e a longo prazos, refletindo uma formação inadequada e sem integração ensino/serviço/comunidade.

O aumento de métodos de ensino virtuais, em detrimento da presencialidade, impacta no processo de humanização do atendimento ao paciente, bem como no posicionamento dos profissionais da saúde diante de um atendimento humanizado. A formação virtual pode levar ao distanciamento entre o profissional e o paciente, fragilizando a formação para o SUS e colocando em risco a assistência farmacêutica.

Atualmente observa-se que a desregulamentação da educação enfatiza o papel do mercado e adota um amplo programa de privatizações na esfera pública. A Portaria MEC nº 2117/2019, privilegia a educação mercadológica em detrimento da educação social. Como defensor da sociedade e responsável não só pelo exercício profissional, mas também pela qualidade da formação, o CFF não pode apoiar uma bandeira governamental que coloca em risco a saúde das pessoas.

Devido às suas peculiaridades e especificidades profissionais no cuidado com o ser humano, e considerando graves e complexas implicações resultantes da Portaria MEC nº 2117/2019, o CFF reivindica a exclusão dos cursos da saúde das previsões dessa normativa e reitera a sua defesa do ensino presencial na graduação nessa área.

 

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