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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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GIT-Farmácia Digital/CFF conhece a experiência do Conect SUS

Data: 10/12/2019

O Grupo Interinstitucional de Trabalho (GIT) - Farmácia Digital do Conselho Federal de Farmácia (CFF) tem registrado dias intensos de trabalho, e muito produtivos. Depois de uma participação de sucesso no Congresso eSaúde & PEP 2019, realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro, em São Paulo (SP) - para saber mais acesse https://bit.ly/36muJhc -, o grupo reuniu-se nessa terça-feira, dia 10 de dezembro, na sede do CFF, em Brasília. Os objetivos desse encontro são conhecer experiências com prescrição eletrônica que possam subsidiar regulamentações sobre o tema no conselho, e elaborar a pauta de debates e trabalhos para o ano de 2020.

Uma das experiências apresentadas foi da farmacêutica Renata Lia Frantz, que participou da reunião representando a rede catarinense Clamed. Ela expôs os desafios enfrentados nos balcões das farmácias privadas com as prescrições eletrônicas. “Sem uma regulamentação, cada clínica, cada hospital está fazendo de uma maneira e não existe um modelo padrão. A receita chega, muitas vezes impressa, a gente vai num portal para verificar a assinatura eletrônica e não consegue verificar se realmente aquela receita é válida. Há, ainda, a questão do custo, há muitos portais, têm muitos desenvolvedores de sistemas e a gente tem que ter acesso a todos esses”. Renata relatou sentir falta de uma unificação, de um sistema padronizado ou um modelo de receita que o farmacêutico tenha a segurança de que aquela prescrição é válida.

Outro expositor convidado foi Jacson Venâncio Barros, diretor do Datasus, do Ministério da Saúde. Ele apresentou o projeto Concect SUS que tem como foco o apoio às unidades básicas de saúde, e a criação da rede nacional de dados de saúde, que será uma espécie de concentrador de informações a serem disseminadas nos diversos níveis de atenção. Segundo ele a parte técnica está bastante adiantada, e a previsão é de implantação do projeto piloto em Alagoas a partir de março do ano que vem.

Na visão do diretor, o engajamento é o principal entrave para que o sistema possa funcionar satisfatoriamente. “Se as pessoas entenderem o valor do registro qualificado da informação na ponta, ela certamente irá se apropriar dessas informações e utilizá-las nas suas rotinas”, comenta ele, que observa a necessidade de uma política forte de treinamento para que as pessoas possam estar preparadas para entender como o sistema funciona.

Outro ponto importante é que os sistemas de informação precisam estar preparados para se conectar a essa nova rede. Nesse aspecto, de acordo com Jacson Barros, a dificuldade principal é a da infraestrutura. “Nós precisamos trabalhar em conjunto com os municípios para aparelhar as unidades básicas de saúde e os hospitais especializados com os equipamentos e a tecnologia necessários para que eles tenham condições se conectar a essa grande rede, que é dependente da internet para o seu funcionamento.”

O diretor do Datasus reconheceu que padronização da lista de medicamentos e informações em saúde que alimentam os sistemas é um problema a ser resolvido. “É um desafio que afeta toda a cadeia na área da saúde e que precisa ser superado. A ideia é que a gente consiga junto com os órgãos de classe soluções para esse problema.” Neste sentido, ele elogiou o CFF pela iniciativa de criação do GIT-Farmácia Digital. “Todos os conselhos terão de se preocupar com o uso da tecnologia dentro e fora do seu contexto. A tecnologia veio para ficar, e as próprias entidades precisam se relacionar, porque o ecossistema é muito grande e multisetorial e que precisa estar alinhado na sua expectativa. O CFF está no caminho certo, vi o pessoal engajado, discutindo, trazendo para si a responsabilidade de participar, de ser proativo... o Grupo está de parabéns!”

Coordenado por Eugênio Neves, O GIT-Farmácia Digital assessora o conselho no entendimento dos processos de transformação digital em curso na sociedade e que tem impacto na profissão farmacêutica, bem como seus processos e produtos. O objetivo da GIT é estabelecer um canal permanente e ativo de interlocução com a sociedade para que as inovações tecnológicas possam ser incorporadas aos trabalhos farmacêuticos em benefício de toda a sociedade.

A consultora farmacêutica do Ministério da Saúde (MS), Giovana Garofalo, realizou apresentação sobre a base única de produtos que está sendo desenvolvida pelo Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF/MS). De acordo com Giovana, essa base será capaz de descrever, de forma inequívoca e padronizada, os medicamentos e produtos. "Ela agregará informações recebidas da ANVISA (sistemas DATAVISA e SAMMED) e SIASG (Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais), além de manter uma coleção de códigos de barras (formato EAN-13) e dados, no formato Data Matrix, sendo concebida com caráter de dados abertos, permitindo o consumo por qualquer sistema", explicou a consultora.

O coordenador da Comissão de Estudo Especial de Blockchain da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e também representando a comissão de Informática em Saúde da entidade, Eduardo Mugnai, apresentou uma ideia de modelo de plataforma pensada juntamente aos especialistas da ABNT, para que o GIT-Farmácia Digital/CFF pudesse ter um norte em termos de arquitetura de uma solução nacional que permita a troca de informações (interoperabilidade) entre diversos sistemas existentes no mercado, com rastreabilidade de todo o processo, que envolva o trabalho dos farmacêuticos e demais profissionais de saúde, assim como das prescrições eletrônicas, sendo registrado num ambiente imutável de Blockchain.

De acordo com Eduardo Mugnai, a tecnologia Blockchain é baseada em requisitos modernos de alta segurança, na qual todo o conteúdo registrado se torna imutável. “O que eu trouxe foi uma ideia arquitetônica em que se consiga padronizar as informações que forem coletadas na ponta, sem exigir muito esforço dela num primeiro momento, e fazer um registro de todo o processo de forma a garantir confiabilidade e rastreabilidade das informações, tudo fica registrado imutavelmente” explicou o representante da ABNT.

Também apresentaram suas experiências, representantes da IQVIA, MEMED e SIBRAFAR.
 

Fonte: Comunicação do CFF

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