16/12/2015 - Aposta nos efeitos da imunoterapia

As medicações que ajudam o sistema imune de um paciente a lutar contra determinada doença têm ação semelhante à das vacinas. Segundo especialistas, elas também estimulam os mecanismos de defesa do organismo. O uso do sistema imunológico para curar doenças é uma estratégia conhecida há décadas, mas os resultados positivos vindos dessa técnica começaram a surgir recentemente.

No Brasil, foi aprovado, em 2012, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso da medicação imunoterápica ipilimumab para tratar pacientes com melanoma. Pesquisas atestam a redução de tumores na pele em pacientes que utilizaram o remédio e não haviam respondido a outras terapias. Experimentos realizados nos Estados Unidos e na Europa também compararam a ação do ipilimumab com outra droga, a nivolumab, resultando em efeitos promissores.

Para o especialista em câncer Carlos dos Anjos, as pesquisas na área de imunoterapia têm grandes chances de trazerem resultados que serão úteis ao combate a carcinomas na pele. “A área mais inovadora que existe na oncologia atual e que começou em pesquisas sobre melanoma são os tratamentos com base na imunoterapia, no qual melhoramos a qualidade do sistema imune para ele atacar as células tumorais, promovendo uma melhora do corpo”, destaca.

O especialista também acredita que o tratamento detalhado na revista Science Signaling, caso progrida, servirá como possibilidade de terapia para outras enfermidades. “Isso pode ajudar o mecanismo de outros tumores ligados à pele. É claro que precisa ser investigado, mas é bem provável que exista essa relação. Caso evolua para exames clínicos, podemos ter a esperança do uso da fucose assim como outras drogas que já utilizamos hoje em dia”, completa.

Fonte: Correio Braziliense

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