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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Haloperidol X Prometazina X Clorpromazina

Boletim Farmacoterapêutica nº 03 mai/jun/2000

É permitida a associação entre haloperidol, prometazina, e clorpromazina, na mesma seringa?

Resposta:

Prometazina é um antagonista H1 (FTN, 2012) que apresenta propriedades antialérgicas, sedativas, e antieméticas, sendo indicada para o tratamento de reações alérgicas e anafiláticas, na prevenção de vômitos do pós-operatório e enjoos de viagens, entre outras indicações (Anvisa, 2012).

Haloperidol, uma butirofenona, é utilizado no tratamento da psicose, em fase aguda, quando predominam os sintomas produtivos, e em fase de manutenção. Além disso, tem demonstrado eficácia na redução de recaídas (FTN, 2012). É indicado para alívio de transtornos do pensamento, de afeto e comportamento, e para tratar movimentos incontrolados (tiques, soluços, náusea e vômito) (Anvisa, 2012).

A clorpromazina é uma fenotiazina (FTN, 2012) que age no sistema nervoso central, sendo indicada, entre outros casos, em pacientes que necessitam de medicação sedativa, pré-anestésica ou antiemética (Anvisa, 2012).

Existe interação farmacocinética entre os fármacos. Clorpromazina e prometazina fazem inibição de enzimas hepáticas envolvidas no metabolismo de haloperidol, essa diminuição da atividade enzimática pode resultar no aumento da concentração da butirofenona (Anvisa, 2012).

Não foram encontradas incompatibilidades físicas entre os cloridratos de clorpromazina e de prometazina, em cloreto de sódio com solução salina normal 0,9%, em cloreto de sódio 0,45% com dextrose 5%, ou em dextrose 5% (D5W) (Klasco, 2012).

Estudos conferem compatibilidade variável entre Lactato de haloperidol e Cloridrato de clorpromazina ou prometazina, de acordo com a solução de infusão. Em D5W, são compatíveis fisicamente; em altas concentrações, quando em soluções salinas, pode ocorrer precipitação rapidamente (Klasco, 2012).

Diante das observações, é prudente que se avalie a real necessidade dessa associação. Caso se opte pela utilização, parâmetros como a concentração e tipo de veículo devem ser analisados previamente, observando-se cuidadosamente a ocorrência de qualquer alteração visual.

BIBLIOGRAFIA

1. Sanofi-Aventis. Bula do medicamento Fenergan. Disponível em: http://www4.anvisa.gov.br/BularioEletronico/. Acesso em: 19.10.2012.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário terapêutico nacional 2010: Rename 2010. 2a. edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/FTN_2010.pdf

3. Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. Bula do medicamento Haldol. Disponível em: http://www4.anvisa.gov.br/BularioEletronico/. Acesso em: 19.10.2012.

4. Sanofi-Aventis. Bula do medicamento Amplictil. Disponível em: http://www4.anvisa.gov.br/BularioEletronico/. Acesso em: 19.10.2012.

5. Klasco RK (Ed): Drugdex System. Thomson MICROMEDEX, Greenwood Village, Colorado, USA. Disponível em: http://www.thomsonhc.com/. Acesso em: 19.10.2012.
 

24.10.2012.

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