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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Pergunta 7360/2012

Pergunta 7360/2012

Em relação a prescrição de omeprazol, gostaria de um esclarecimento sobre o tempo limite para uso do mesmo, uma vez que tenho atendido varias prescrições que indicam uso continuo desse fármaco, procede tal utilização?

Resposta:

O Centro de Informação sobre Medicamentos da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo publicou, em junho de 2009, um informe técnico alertando para o uso racional do omeprazol, disponível em:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/assistenciafarmaceutica/omeprazol.pdf

Segundo este documento, a expressão USO CONTÍNUO, presente em receitas, é imprecisa e não tem base terapêutica racional, pois não indica a duração do tratamento; caso o tratamento seja prolongado, o que pode ocorrer em cada renovação de receita, por exemplo, a cada três ou seis meses, é necessário que seja feita nova prescrição, quando então o paciente deve ser avaliado quanto ao efeito terapêutico e sinais e sintomas de efeitos adversos.(CIM SMS/SP, 2009).

Segundo o Formulário Terapêutico Nacional 2010, os esquemas de administração para o omeprazol são:

CRIANÇAS
Doença do refluxo gastresofágico sintomática:
Entre 10 e 20 kg: 10 mg, por via oral, a cada 24 horas ou, se necessário 20 mg, a cada 24 horas.
Acima de 20 kg: 20 mg, por via oral, 1 vez ao dia ou, se necessário, 40 mg a cada 24 horas (duração do tratamento a critério do especialista).

ADULTOS

Doença do refluxo gastresofágico sintomática:

Oral: 20 mg, a cada 24 horas, por 4 semanas.
Intravenoso: 40 mg, a cada 24 horas, até que a administração oral seja possível.
 

Esofagite erosiva associada com doença do refluxo gastresofágico:  20 mg, por via oral, a cada 24 horas, por 4 a 8 semanas.

Condições hipersecretórias gástricas patológicas
Oral: Inicial: 60 mg, a cada 24 horas. Doses acima de 80 mg/dia devem ser divididas.
Manutenção: 20 mg, a cada 12 ou 24 horas (a critério do especialista pois são condições raras).
Intravenosa: 60 mg, a cada 8 horas, seguidos por terapia de manutenção oral de 90 mg, a cada 12 horas e, então, decrescendo para cada 24 horas.

Úlceras pépticas refratárias
Oral: 20 a 40 mg, a cada 24 horas, por 4-8 semanas. As doses mais altas são usadas em úlceras gástricas.
Intravenoso: 40 mg, a cada 24 horas, até que a administração oral seja possível.

Adjuvante no esquema antimicrobiano para erradicação de Helicobacter pylori: 20 a 40 mg, por via oral, a cada 24 horas, por 14 dias.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Wannmacher L. Inibidores da bomba de prótons: Indicações racionais. In: Uso Racional de Medicamentos: Temas Selecionados. Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde, Vol. 2, Nº1, Brasília, dezembro de 2004. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/HSE_URM_IBP_1204.pdf2. Acesso em: 15.03.2012

2. Alerta terapêutico, Centro de Informações sobre Medicamentos, Prefeitura de São Paulo, 2009. Disponível em:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/assistenciafarmaceutica/omeprazol.pdf Acesso em. 15.03.2012

3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010. 2a. edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/FTN_2010.pdf. Acessado em: 16.03.2012
 

18.10.2012.


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