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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Pergunta do Boletim nº 3 - Maio/Junho/2000

Boletim nº 3 – Maio/Junho/2000

Quais as técnicas adequadas e os cuidados preconizados para administração de medicamentos de dose única? É possível a reutilização de material?

Resposta:

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do artigo 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº. 3.029, de 16 de abril de 1999, adota a RDC Nº. 49, de 23 de novembro de 2010. Tal resolução, segundo artigo 1°, aprova a Farmacopeia Brasileira, 5ª edição, e decreta, em artigo 2°, que os insumos farmacêuticos, os medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária devem atender às normas e especificações estabelecidas na Farmacopeia Brasileira (Brasil, 2010).

Segundo a Farmacopéia Brasileira os recipientes para preparações injetáveis devem ser fabricados com materiais que não provoquem interação com o conteúdo e possuam transparência suficiente para permitir inspeção visual. As tampas, quando usadas, devem oferecer perfeita vedação, mesmo após várias perfurações. Quanto à classificação são determinados:

Recipientes para dose única: Ampolas e cartuchos de uso odontológico, frascos de vidro ou de material plástico adequado, fechados pela fusão do vidro ou com a utilização de opérculos fixos ou móveis. O conteúdo só deve ser utilizado em uma única dose, não podendo ser reaproveitado.

Recipientes para dose múltipla: Frascos de vidro de paredes resistentes que, depois de cheios com preparações líquidas ou com sólidos para serem dissolvidos ou suspensos, são selados com tampa de outro material. O conteúdo desses frascos pode ser removido para administração em uma única ou em várias doses.

Recipientes para perfusão: Frascos com mais de 50 mL de capacidade, podendo atingir 1000 mL, selados com tampa de outro material ou não, fabricados de vidro ou de plástico. Os medicamentos envasados nesses tipos de recipientes devem ser administrados em uma única vez, com a utilização de equipos estéreis, e não podem conter agentes bactericidas ou antifúngicos. O uso de outros tipos de adjuvantes deve ser considerado cuidadosamente (Brasil, 2010).

A via injetável pode ser subdividida em diversas vias de administração, considerando-se, como mais importantes as intradérmica, subcutânea, intramuscular, endovenosa, intrarraquídica, intraperitoneal e intrapleural. Por via parenteral são administradas soluções e suspensões aquosas ou oleosas, emulsões de óleo em água e comprimidos que se implantam no tecido subcutâneo (Prista, 1992).

A necessidade de utilização de medicamentos estéreis é uma das exigências da via parenteral, além desta, requere-se que medicamentos aquosos injetáveis apresentem pH e tonicidade compatíveis com os tecidos onde são aplicados, sendo também importante a ausência de pirogênios. Para tanto, a via escolhida é de primordial importância, uma injeção intrarraquídea, por exemplo, obriga à preparação de solução rigorosamente isotônica, devido fragilidade dos tecidos alvos de administração. As vias intramuscular, endovenosa ou subcutânea suportam melhor as diferenças de pressão osmótica do líquido injetado (Prista, 1992).

A manipulação dos medicamentos de uso parenteral requer conhecimento das propriedades físico-químicas do fármaco e dos excipientes, de forma a não comprometer a segurança e a qualidade da administração dos medicamentos ao paciente. As soluções de uso injetável que são destinadas a dose única estão prontas para serem injetadas, podendo, no máximo, serem diluídas em veículo apropriado. Após a abertura da ampola, não é mais possível manter o ambiente hermeticamente fechado e, consequentemente, perde-se as três propriedades supracitadas. Portanto, após sua abertura, o conteúdo excedente deve ser descartado, não devendo ser guardado em seringas ou outro recipiente que possa vir a causar contaminação microbiológica no medicamento (Pereira, 2006).

 

BIBLIOGRAFIA

1. Brasil. Farmacopeia Brasileira, vol 2, 5Ëš Ed. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pg 56-57. Brasília. Anvisa, 2010.

2. Prista, L.N.; Alves, A.C. e Morgado, R.M.R. Técnica Farmacêutica e Farmácia Galênica, pg 550-552. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, vol 1, 4ª Ed, 1992.

3. Pereira, L.F.C. et al.Implantação da Central de Manipulação de Misturas Intravenosas no Hospital das Forças Armadas. Monografia apresentada à Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, como requisito parcial para obtenção do título de Especialização em Farmácia Hospitalar. Brasília, 2006. 

16.10.2012. 

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