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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Cebrim Informa: 15.05.2012

  

Uso racional de inibidores da bomba de prótons (IBP)

Os inibidores da bomba de prótons (IBP) inibem a secreção de ácido gástrico, por meio do bloqueio específico e irreversível da bomba de prótons (H+/K+ ATPase) presente na célula parietal gástrica. Devem ser usados criteriosamente, para indicações apropriadas, porque podem mascarar sintomas de câncer gástrico. Recomenda-se empregá-los sob a menor dose eficaz, durante o menor período possível; a necessidade de tratamento prolongado deve ser revista periodicamente.

Geralmente, todos os IBP são bem tolerados, mesmo em tratamentos prolongados. Omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, esomeprazol, rabeprazol, tenatoprazol e ilaprazol são similares entre si, quando utilizados em doses equipotentes, reduzindo em 95% a produção diária de ácido gástrico. Omeprazol é o IBP com maior experiência clínica, é o representante deste grupo farmacológico na Rename 2012 e apresenta segurança de uso por longo prazo (superior a 15 anos).

Os IBP são eficazes nas seguintes condições clínicas:

• Pacientes com úlceras gástricas e duodenais (combinados com antibacterianos são empregados para a erradicação de Helicobacter pylori).

• Após tratamento endoscópico de hemorragia grave, causada por úlcera péptica (uma dose intravenosa de IBP reduz risco de novo sangramento e necessidade de cirurgia).

• Dispepsia e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

• Prevenção e tratamento de úlceras associadas ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINE), bem como, pacientes que necessitam continuar tratamento com AINE após cicatrização de úlcera; nesses casos, a dose de IBP não deve ser reduzida porque poderá ocasionar agravamento de alguma úlcera assintomática.

• Redução da degradação de suplementos de enzimas pancreáticas (pancreatina) em pacientes com fibrose cística.

• Controle da hipersecreção de ácido gástrico em pacientes com síndrome de Zollinger-Ellison; doses elevadas são muitas vezes necessárias.

Os efeitos adversos mais frequentemente associados ao uso de IBP incluem cefaleia e distúrbios gastrintestinais, como náuseas, vômitos, dor abdominal, flatulência, diarreia e constipação.
 

Os efeitos adversos menos frequentes incluem boca seca, edema periférico, vertigens, distúrbios do sono, fadiga, parestesia, artralgia, mialgia, erupção cutânea e prurido.

Outros efeitos adversos, raramente relatados, incluem alterações do paladar, hepatite, estomatite, icterícia, reações de hipersensibilidade (incluindo broncoespasmo e anafilaxia), febre, depressão, alucinações, confusão, ginecomastia, nefrite intersticial, hiponatremia, hipomagnesemia (uso prolongado), doenças sanguíneas (incluindo leucopenia, leucocitose, pancitopenia e trombocitopenia), distúrbios visuais, suor, fotossensibilidade, alopecia, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.

Ao diminuir a acidez gástrica, os IBP podem aumentar o risco de infecções gastrintestinais, incluindo infecção por Clostridium difficile.

A interrupção de tratamento prolongado com IBP pode acarretar hipersecreção de ácido gástrico e dispepsia. 

 

 Leia mais sobre os inibidores da bomba de prótons em:

1. Uso Racional de Medicamentos: temas selecionados. Indicações e Seleção de Inibidores da Bomba de Prótons. Acesse aqui.

2. Boletim Farmacoterapêutica (Cebrim). Segurança do uso contínuo de inibidores da bomba de prótons. Acesse aqui.

3. Formulário Terapêutico Nacional - FTN 2010. Acesse aqui.

4. Australian Prescriber. Long-term management of patients taking proton pump inhibitors. Acesse aqui.

5. Alerta Terapêutico, Centro de Informação sobre Medicamentos da Prefeitura de São Paulo: Uso Racional do Omeprazol. Acesse aqui.

Fontes consultadas:

* Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Uso Racional de Medicamentos. Temas Selecionados. Série A. Normas e Manuais Técnicos. 1a. Edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.

* British Medical Association, Royal Pharmaceutical Society of Great Britain. British National Formulary. 63rd edition. London: BMJ Publishing Group, APS Publishing, 2012. Disponível em: www.medicinescomplete.com Acesso em: 26.04.2012.


 

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