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Alerta Cebrim

Outros alertas importantes

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Alerta Cebrim 08: 10.12.2012 - Segurança cardiovascular dos AINEs tradicionais.

 

 

 

Segurança cardiovascular dos AINEs tradicionais: conclusão da revisão dos últimos estudos publicados (UE).

    

 

Tradução, adaptação e edição: Marco Sant’Anna e Pamela Saavedra.
Revisão: Alessandra Russo

 

 

 A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários (AEMPS) publicou em sua página na internet , no dia 22 de outubro de 2012, conclusões sobre a revisão de estudos de segurança cardiovascular dos antinflamatórios não-esteroidais tradicionais (AINE-t), realizada pela União Europeia (UE) no ano de 2006 (1,2).

As informações analisadas nesta revisão procedem de metanálise de ensaios clínicos (5,6) e estudos observacionais (7-9), assim como diversos estudos observacionais recentemente publicados e do projeto de investigação independente Safety ou Non-Steroidal Anti-Inflammatory Drugs (SOS) (10).

Os AINE-t incluídos nesses estudos são fundamentalmente os mais utilizados: diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno.

 

Ibuprofeno

É o único dos três AINEs citados nesse informativo que está presente na Rename-2012(11). Ibuprofeno é derivado do ácido propiônico, com propriedades anti-inflamatória, analgésica e antipirética. Causa menos efeitos adversos que outros anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), mas sua atividade anti-inflamatória é mais fraca (12).

As principais indicações do ibuprofeno são: dor branda a moderada (incluindo cefaleia e dismenorreia); febre e inflamações musculoesqueléticas (12).
Existem certas inconsistências entre estudos no que diz respeito ao risco de ictus. De forma global, os resultados dos estudos observacionais mostram que o ibuprofeno está associado a um ligeiro aumento do risco cardiovascular quando se compara com o naproxeno, sendo esse risco inferior ao observado com o diclofenaco e os coxibes. Ainda que os dados possuam certas limitações, mostram novamente que a administração de doses diárias de ibuprofeno de 1.200 mg/dia ou inferiores, parecem mais seguras do que o uso de doses superiores (9,10).

 

Naproxeno

Os resultados são consistentes com as conclusões estabelecidas em 2006. Recentes metanálises de ensaios clínicos mostram um menor risco que os AINEs inibidores da COX-2 (coxibes)(5) e um risco similar aos pacientes que receberam placebo (6). Ainda que os resultados de metanálises de estudos observacionais mostrem um ligeiro aumento do risco, naproxeno seria o AINE-t com menor risco de efeito cardiovascular do tipo aterotrombótico (9). Esses resultados se confirmam em estudos individuais. Por outro lado, deve-se levar em conta que em estudos epidemiológicos, naproxeno está relacionado com maior risco gastrointestinal que o diclofenaco e o ibuprofeno.

 

Diclofenaco

Além das propriedades antinflamatórias, exibe também propriedades analgésicas e antipiréticas(13). Diclofenaco sódico e potássico são utilizados por seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, no tratamento sintomático da artrite reumatoide crônica e aguda, osteoartrite, espondilite anquilosante e outras condições inflamatórias (13).


Diclofenaco sódico é utilizado por via oral, mas também pode ser administrado por via retal, parenteral (intramuscular) e tópica. Porém, as formas farmacêuticas para administração por via retal e parenteral não estão disponíveis para comercialização nos Estados Unidos (13).


Estudos recentes sobre o diclofenaco apontam para um maior risco cardiovascular quando comparado a outros AINE-t e similar ao observado com os coxibes. Metanálises de ensaios clínicos indicam um risco similar ao obtido para os coxibes como grupo (5) ou para o eterocoxibe (6). Os estudos de metanálises observacionais mostram um risco superior para o diclofenaco quando comparado ao celecoxibe e outros AINE-t (7-9). Estes resultados são observados também em estudos epidemiológicos individuais.


No que tange o efeito da dose de diclofenaco sobre o risco cardiovascular, a informação, ainda que limitada, parece indicar que o risco cardiovascular aumenta com doses superiores a 100mg/dia. Por outro lado, deve-se levar em conta que, ainda que o perfil de risco cardiovascular possa ser mais desfavorável para o diclofenaco quando comparado com o naproxeno ou ibuprofeno, o aumento do risco observado é moderado.


Para outros AINE-t, os dados disponíveis procedentes de estudos recentes continuam sendo insuficientes para concluir sobre o risco aterotrombótico, assim não pode ser excluído o aumento do risco associado ao seu uso.

Conclusões da Revisão:

A evidência científica procedente dos estudos recentes confirmam as conclusões estabelecidas em 2006, as quais indicam um ligeiro aumento do risco cardiovascular do tipo aterotrombótico para AINE-t, em particular quando se utilizam doses elevadas, durante períodos de tempo prolongados (3,4).
No que tange o ibuprofeno e o naproxeno, os dados recentemente publicados estão de acordo com a informação proporcionada em sua ficha técnica.
Já para o diclofenaco, o Comitê de Avaliação de Riscos de Farmacovigilância Europeu ( Pharmacovigilance Risk Assessment Committee-PRAC) deverá avaliar a informação disponível sobre este medicamento, procedente de dados publicados e não publicados, com o objetivo de avaliar se são necessárias medidas reguladoras ou de prevenção de riscos adicionais, aos já estabelecidos atualmente.

Recomendações da AEMPS (2):

• O balanço risco/benefício dos AINEs continua sendo positivo, sempre e quando sejam utilizados, de acordo com as condições de uso autorizadas.
• Para os AINEs devem-se utilizar as mínimas doses eficazes e durante o menor tempo possível para controlar sintomas, de acordo com o objetivo terapêutico estabelecido.
• A prescrição e seleção de um AINE deve ser realizada baseando-se nos perfis globais de segurança de cada um dos medicamentos, de acordo com as informações proporcionadas em suas fichas técnicas (disponíveis em www.aemps.gob.es), e em função dos fatores de risco cardiovascular e gastrointestinal de cada paciente.

OBS.: Texto traduzido e adaptado da Nota Informativa da AEMPS (Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios): Seguridad Cardiovascular De Los Aine Tradicionales: Conclusiones De La Revisión De Los Últimos Estudios Publicados. Publicação na página da AEMPS e da Red-CimLac em 22.10.2012.

Para leitura da Nota Informativa da AEMPS clique aqui.

 

Referencias Bibliográficas


01. Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios. Nota informativa de seguridad de Medicamentos 2006/07, 27/09/ 2006.
02. Agencia Española de Medicamentos y Productos Sanitarios. Nota informativa de seguridad de Medicamentos 2006/10, 26/10/ 2006.
03. European Medicines Agency. European Medicines Agency review concludes positive benefit-risk balance for non-selective NSAIDs. Press release 23/10/2006.
04. European Medicines Agency. European Medicines Agency finalises review of recent published data on cardiovascular safety of NSAIDs. Press release 19/10/2012.
05. Chen LC, Ashcroft DM. Risk of myocardial infarction associated with selective COX-2 inhibitors: meta-analysis of randomised controlled trials. Pharmacoepidemiol Drug Saf. 2007 Jul;16(7):762-72.
06. Trelle S, Reichenbach S, Wandel S, Hildebrand P, Tschannen B, Villiger PM, Egger M, Jüni P. Cardiovascular safety of non-steroidal anti-inflammatory drugs: network meta-analysis. BMJ. 2011 Jan 11; 342:c7086.
07. Varas-Lorenzo C, Riera-Guardia N, Calingaert B, Castellsague J, Pariente A, Scottil L, Stukernboom MPerez-Gutthann S. Stroke RiskNonsteroidal Anti-inflammatory Drugs. A Systematic Review of Observational Studies. Pharmacoepidemiol Drug Saf. 2011 Dec;20(12):1225-36.
08. McGettigan P, Henry D Cardiovascular riskinhibition of cyclooxygenase: a systematic review of the observational studies of selectivenonselective inhibitors of cyclooxygenase 2. JAMA. 2006 Oct 4; 296(13):1633-44.
09. McGettigan P, Henry D. Cardiovascular risk with non-steroidal anti-inflammatory drugs: systematic review of population-based controlled observational studies. PLoS Med. 2011 Sep; 8(9):e1001098.
10. Safety Of non-Steroidal anti-inflammatory drugs project: http://www.sos-nsaids-project.org/
11. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Relação Nacional de Medicamentos Essenciais 2012. Brasília: Ministério da Saúde; set-2012. Disponível em:http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/anexos_rename_2012_pt_533_27_09_12.pdf
12. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário Terapêutico Nacional 2010: Rename 2010. 2a. edição. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/FTN_2010.pdf
13. McEvoy GK (Ed.). AHFS: Drug Information 2011. Bethesda: ASHP; 2011.

                                                                                               

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