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Índice das Matérias:

 

-5 cargos da farmácia e sua remuneração

-Anvisa propõe nova regra para fitoterápicos

-Anvisa quer novas regras para evitar a falta de medicamentos

-Cientistas tentam 'driblar' malária resistente

-Drogas mais acessíveis para tratar Alzheimer

-Falsificação de remédio pode ser considerada crime hediondo

-Novas substâncias psicóticas são grave risco à saúde pública, diz ONU

-Psoríase terá novas opções de tratamento

-Receitas médicas podem ter validade nacional

-SUS vai oferecer novo medicamento a hemofílicos

-Viagra é ineficaz para tratar insuficiência cardíaca, diz estudo

 

 

 

 

5 CARGOS DA FARMÁCIA E SUA REMUNERAÇÃO
13 de março de 2013 - Saúde Web

Do Gerente de Farmácia ao Estagiário de Farmácia; confira a média salarial
Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde. O levantamento é atualizado a cada três meses.
Confira a remuneração da área Farmacêutica:
Gerente de Farmácia R$ 3.727,83 (Média) R$ 3.044,00 (Menor) R$ 4.361,75 (Maior)
Farmacêutico Técnico Responsável R$ 2.754,14 (Média) R$ 2.097,66 (Menor) R$ 3.146,49 (Maior)
Assistente de Farmácia R$ 1.287,35 (Média) R$ 1.100,00 (Menor) R$ 1.429,45 (Maior)
Auxiliar de Farmácia R$ 1.135,83 (Média) R$ 891,51 (Menor) R$ 1.345,67 (Maior)
Estagiário de Farmácia R$ 744,04 (Média) R$ 629,30 (Menor) R$ 921,15 (Maior)
Metodologia
O estudo é atualizado a cada três meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 218 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

 

ANVISA PROPÕE NOVA REGRA PARA FITOTERÁPICOS
04/03/2013 - Folha de S.Paulo
Jornalista: Johanna Nublat

Tanchagem, chapéu-de-couro, laranja-amarga, erva-de-bugre, macela, chambá.
Muito usadas pelos avós, essas e outras substâncias, transformadas em medicamentos fitoterápicos, devem ganhar novas regras de comercialização para ter mais espaço nas prateleiras.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discute nesta semana a flexibilização da regra em vigor e ainda a criação de uma nova categoria de medicamentos: a do "produto tradicional fitoterápico".
O assunto ainda precisará passar necessariamente por consulta pública.
Com funções de expectorante, anti-inflamatório, diurético e tantas outras, os fitoterápicos têm princípios ativos derivados exclusivamente de plantas medicinais.
Nos medicamentos "comuns", em geral pode haver também componentes sintéticos e biológicos.
Nos últimos anos, houve queda no número de fabricantes dessas substâncias -de 119 em 2008 para 78 em 2011- e no total de produtos no mercado -de 512 em 2008 para 384 três anos depois.
A diminuição vem acontecendo porque muitos dos medicamentos conseguiram seus registros em uma época em que não eram necessários estudos de comprovação.
Quando esses registros expiram, os fabricantes acabam não conseguindo renová-los, e o remédio sai do mercado.
Foi o caso da funchicórea, remédio usado para cólicas em bebês há 72 anos, cujo registro foi cancelado pela Anvisa em 2012.
Hoje, muitos fitoterápicos tradicionais, como o baseado na erva-de-bugre, entram na classe dos medicamentos.
Isso significa que essas drogas só têm sua comercialização autorizada após a apresentação de estudos clínicos e de dados científicos que comprovem a sua eficácia e segurança.
FLEXIBILIZAÇÃO
A ideia da Anvisa é flexibilizar essa cobrança e liberar produtos que comprovem a segurança pelo uso tradicional registrado em artigos e livros -desde que os fabricantes cumpram as regras de higiene atualmente exigidas.
Seguindo regras adotadas por outros países, como a Alemanha, a medida deve ter mais impacto em produtos para sintomas de baixa gravidade, como cólicas e prisão de ventre.
'Já existia a abertura para reconhecer a tradicionalidade do uso, mas era insuficiente para garantir que os produtos ficassem no mercado. A área técnica exigia estudos que muitas vezes não estão disponíveis, e o registro ou sua renovação era negado", explica Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.
Barbano afirma que há consenso entre os diretores da Anvisa sobre a necessidade de aproveitar mais o conhecimento tradicional.
"Vivemos num país com biodiversidade e tradicionalidade grandes que acabam sem reconhecimento."
Apesar da queda nos registros, o setor vê aquecimento no mercado nos últimos anos no país, chegando a valores próximos de U$ 550 milhões em 2010.
As regras para registro e as exigências de produção para a nova categoria ainda não foram definidas. Já existe, porém, uma lista de substâncias preparada pela Anvisa que servirá de referência o "formulário de Fitoterápicos, Farmacopeia Brasileira".
A proposta é que substâncias que estão na lista não precisem comprovar a existência do uso tradicional.
E as que estão fora dela -caso dos componentes da funchicórea, hoje vetada- tenham que fazer a comprovação para serem liberadas.
MIGRAÇÃO
A atual regulamentação do setor é diferente da de países europeus e fez com que muitas empresas fechassem ou migrassem para o ramo de cosméticos, argumenta Henrique Tada, diretor-técnico-executivo da Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais).
"No Rio Grande do Sul, que tinha um polo grande de fitoterápicos, 80% das empresas fecharam pelo grau dessa regulamentação".
Já Raymundo Paraná, hepatologista e professor da Universidade Federal da Bahia, faz críticas à redução de exigências sobre os medicamentos fitoterápicos.
Segundo ele, independentemente de serem mais "naturais" do que os medicamentos tradicionais, os remédios derivados de plantas medicinais podem ser tóxicos e causar danos ao fígado, assim como qualquer droga comum.
Por isso, precisariam de uma regulamentação tão rígida quanto.
"Toda e qualquer medicação, não importa se é fitoterápico ou contra sintomas, tem que ter comprovação científica em estudos avançados. Sem isso, não podemos assegurar a eficiência e, sobretudo, a segurança."
Uso tradicional tem peso na União Europeia
04/03/2013 - Folha de S.Paulo
A atual regra para o registro de medicamentos fitoterápicos na União Europeia, em vigor desde 2011, reconhece o uso tradicional como base para a permissão da comercialização desse tipo de droga.
Segundo a norma, o fitoterápico tradicional deve ter ao menos 30 anos de uso recomendado contra um sintoma específico e estar à venda no bloco europeu há 15 anos.
Para obter o registro, o fabricante precisa comprovar a eficácia e a segurança do medicamento, mas não são exigidos testes clínicos iguais aos realizados por laboratórios que buscam o registro de um novo medicamento sintético.
Bem recebida pelos fabricantes ocidentais, a norma não agradou aos adeptos dos medicamentos tradicionais asiáticos, que, no caso europeu, também são cobertos pela legislação de fitoterápicos.
No Brasil só é considerado fitoterápico o remédio que é derivado de droga vegetal, como extrato, óleo e cera.
Segundo artigo publicado na "Nature" à época da entrada em vigor da legislação europeia, como remédios asiáticos usam muitos princípios ativos em um preparado só, sua inclusão na regulamentação ficou mais difícil do que para os ocidentais.
Já nos EUA, parte dos fitoterápicos está no grupo dos suplementos alimentares e não precisa de registro prévio na FDA (agência reguladora de medicamentos) para entrar no mercado. É o caso de preparados vendidos com alegações simples, como suprir a falta de algum nutriente do corpo.
Mesmo assim, a vigilância sanitária americana supervisiona as alegações dos fabricantes para assegurar que não são abusivas e também acompanha relatos de efeito colaterais.
Se o fitoterápico for vendido para tratar ou curar algum sintoma ou doença, precisa ser registrado como remédio, apresentando testes clínicos como uma droga comum, mas adaptados às características dos fitoterápicos.
Apelo à natureza
06/03/2013 - Folha de S.Paulo
Jornalista: Hélio Schwartsman
Ao contrário de homeopatia, florais de Bach e outros representantes da chamada medicina alternativa, fitoterápicos apresentam princípios ativos, que provocam reações fisiológicas. Vale lembrar que a mortal cicuta e o psicodélico cipó-mariri são produtos "100% naturais", não obstante seu poder de nos levar a óbito ou ao delírio. Assim, deve-se avaliar com cuidado a disposição da Anvisa de relaxar a regulação do setor.
Como entusiasta da medicina libertária, acredito que cada um deve ser livre para dispor do arsenal farmacológico da forma que preferir, sem precisar de uma autorização do Estado para isso. É fundamental, porém, que as pessoas saibam o que estão tomando e tenham acesso a dados precisos que indiquem os benefícios esperados e o risco que correm ao consumir determinado produto.
O problema com fitoterápicos é que é difícil extrair deles essas informações. Uma planta pode conter centenas de compostos. Por tentativa e erro ao longo dos milênios, descobrimos que a erva X é boa para a moléstia Y, mas isso não significa que tenhamos identificado a substância responsável pelo resultado.
Para agravar o quadro, as proporções entre os princípios ativos contidos em cada planta mudam conforme solo, clima, insolação, armazenagem, preparo e sabe-se lá mais o que, tornando a necessária padronização uma meta quase inatingível.
O que de mais positivo podemos dizer sobre os fitoterápicos é que são um excelente ponto de partida para desenvolver novos medicamentos. Mas, se as pessoas fazem questão de sucumbir à falácia do apelo à natureza, não vejo razões para proibi-las. Apenas não dispensaria os fabricantes desses produtos de fornecer bulas tão completas quanto possível. Embora a experiência dos milênios indique que seu uso é, em geral, seguro, sabemos pouco sobre as interações com outras drogas e o risco para grupos específicos de pacientes.
Anvisa quer facilitar registro de remédios fitoterápicos
08/03/2013 - O Estado de S.Paulo
Jornalista: Mariana Lenharo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou ontem uma proposta de mudança da regulamentação de produtos fitoterápicos. A iniciativa regulatória, que na prática diminui s exigências para o registro de fitoterápicos, ainda d eve ser submetida à consulta pública. O tema foi pauta da segunda reunião pública de 2013 da agência.
A iniciativa prevê a divisão dos fitoterápicosem duascategorias distintas: osmedicamentos fitoterápicos – que devem ser submetidos às mesmas normas dos medicamentos sintéticos, com exigênciade testesclínicosdesegurançaedeeficácia–eosprodutos tradicionais fitoterápicos – que teriam apenas de comprovar seu caráter tradicional e sua segurança com base na literaturamédica.Ou seja:paraestaúltima categoria, testes clínicos não seriam mais necessários.
Esse registro menos exigente estaria disponível para medicamentos presentes em uma lista elaborada pela agência.
Na reunião, Ana Cecília Bezerra Carvalho, da Coordenação de Fitoterápicos, Dinamizados e Notificados (Cofid) da Anvisa, disse que, apesar de as regras terem sido alteradas em 2010, elas “não trouxeram as mudanças necessárias”.Pori sso,a agênci a passou a verificar as legislações de outros países em relação ao tem a. O modelo adotado pela nova proposta brasileira, com as duas categorias de produtos fitoterápicos, é similar ao do México.
“Na classe dos produtos tradicionais fitoterápicos, estamos reunindo vários produtos que estão hoje distribuídos em várias normas diferentes da Anvisa”, explica Ana.
Fitoterápicos tradicionais que não conseguiram renovar o registro segundo a regra atual, que exige os mesmos requisitos pedidosamedicamentossintéticos, poderiam voltar ao mercado segundo a nova regra. É o caso da Funchicorea, indicada para cólicas de bebê. “Tivemos ao longo de várias décadas uma diminuição drástica das empresas brasileiras que atuam com registro de fitoterápicos”, diz Henrique Tada, diretor técnico da Associação dos Laboratórios FarmacêuticosNacionais (Alanac).
O médico Raymundo Paraná, da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), critica a flexibilização das exigências. “Como médico que atua na clínica baseada em evidências, nenhuma regra que venha a afrouxar a qualidade da informação sobre determinado medicamento pode ser vista com bons olhos.Não posso aceitar que entremos nessecaminho de frouxidão de regras que hoje já são frouxas”, diz.
A SBH tem um trabalho de educação médica sobre a toxicidade hepática de fitoterápicos. “Hepatologistas são unânimes em relatar o aumento expressivo de casos de toxicidade hepática por fitoterápicos. O uso desses medicamentos tem saído do controle”, diz. Ele defende que o País invista em pesquisas sérias sobre fitoterápicos para desenvolver novos medicamentos que passem por todas as etapas de pesquisa que garantam a segurança do produto.
Anvisa publica, Resolução - RDC Nº- 13, de 14 de março de 2013 - Dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de Produtos Tradicionais Fitoterápicos.
http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=15/03/2013&jornal=1&pagina=50&totalArquivos=200

 

ANVISA QUER NOVAS REGRAS PARA EVITAR A FALTA DE MEDICAMENTOS
14/03/2013 - Folha de S.Paulo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que pretende mudar as regras atuais para aumentar o controle sobre remédios e produtos cujo fornecimento é interrompido.
Um caso recente dessa situação é o da L-asparaginase, droga para um tipo de leucemia. Como publicado pela Folha, a interrupção da fabricação do remédio pelo único fornecedor no país colocava em risco a distribuição da droga.
Entre as ações previstas estão priorizar o registro de uma droga substitutiva e antecipar a informação para os serviços de saúde buscarem alternativas. A proposta será apresentada pela agência em três meses.

 

CIENTISTAS TENTAM 'DRIBLAR' MALÁRIA RESISTENTE
10/03/2013 - Folha de S.Paulo
Jornalista: Ricardo Bonalume Neto

Um estudo sobre a sensibilidade do parasita da malária a drogas deu uma excelente pista de como contornar o problema do aumento da resistência desse micróbio a medicamentos e, com isso, criar tratamentos mais eficazes contra uma doença que afeta meio bilhão de pessoas por ano em todo o mundo.
O parasita é transmitido por picadas de mosquitos do gênero Anopheles. Conhecido como plasmódio, o parasita tem um complexo ciclo de vida tanto dentro do mosquito como no homem, infectando em formas diversas a glândula salivar do inseto, o sangue e o fígado humanos.
O novo estudo, feito pela equipe de Leann Tilley, da Universidade de Melbourne, Austrália, mostrou que diferentes estágios de vida do parasita têm diferentes sensibilidades às artemisinas, drogas populares hoje no tratamento da malária.
"Nosso estudo sugere que a razão pela qual o parasita é capaz de se tornar resistente às artemisinas é que elas têm uma sobrevivência curta na corrente sanguínea", disse Tilley à Folha
A equipe conseguiu realizar experimentos "em proveta" capazes de imitar o que acontece na infecção pelo plasmódio no ser humano.
Os resultados mostram como a resistência a drogas pode surgir da ação combinada da curta sobrevivência do medicamento no organismo e do momento do desenvolvimento do parasita.
"Felizmente, esse novo trabalho também sugere que novos medicamentos antimaláricos, os endoperóxidos semelhantes à artemisina, vão ajudar a evitar o desenvolvimento de resistência", declara a pesquisadora.
Para ela, vai ser difícil parar a tendência do parasita de adquirir resistência. "Ele vai eventualmente desenvolver resistência a qualquer droga que desenvolvermos."
O que é possível, afirma ela, é tornar mais lento o desenvolvimento da resistência, ao garantir que as drogas sempre sejam usadas em certas combinações.
A estratégia, segundo Tilley, também precisa incluir o fim do tráfico de medicamentos falsificados, que costumam conter doses menores das drogas -uma praga típica do Terceiro Mundo, onde, aliás, se concentram os casos da doença.

 

DROGAS MAIS ACESSÍVEIS PARA TRATAR ALZHEIMER
15/03/2013 - O Globo
Jornalista: Gina Kolata

A FDA (agência americana que regulamenta alimentos e remédios) planeja relaxar as regras para aprovação de novos tratamentos para o mal de Alzheimer.
Remédios em testes clínicos serão aprovados se pessoas nos primeiros estágios da doença mostrarem melhora em testes de memória ou raciocínio, mesmo que não tenham apresentado sintomas da enfermidade. Os laboratórios não terão que provar que o remédio é eficaz para reduzir dificuldades na execução de tarefas cotidianas.
Por mais de uma década, a única maneira de colocar uma droga para o Alzheimer no mercado era com estudos comprovando não apenas a melhora na capacidade do paciente de pensar e de lembrar, mas também na execução de suas atividades diárias, como comer, se vestir e tomar banho.
Publicada ontem no site da revista “The New England Journal of Medicine”, a proposta da FDA pode ajudar milhões de pessoas em risco ao acelerar o desenvolvimento e aprovação de drogas que poderiam retardar o surgimento dos primeiros sintomas ou mesmo prevenir a doença.
NECESSIDADE DE TESTES POSTERIORES A proposta também pode ser um estímulo para a indústria farmacêutica e cientistas, que frequentemente se sentem frustrados diante das dificuldades de aprovar drogas para serem usadas antes do estabelecimento dos sintomas, quando, acreditam, serão mais eficazes na prevenção.
Vários estudos estão sendo planejados para pessoas com alto risco de desenvolver Alzheimer, e as novas regras poderiam estimular o planejamento de ainda mais testes clínicos, segundo Murali Doraiswamy, professor de psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade de Duke e especialista em mal de Alzheimer.
— Haveria mais motivação para investir neste campo — afirmou Murali Doraiswamy.
Ele, no entanto, vê riscos na proposta da agência.
A FDA exigiria das empresas que continuassem estudando a droga depois que ela já estivesse sendo comercializada, para comprovar que, de fato, há benefícios para os pacientes.
Mas esses estudos não seriam, necessariamente, testes clínicos convencionais e, portanto, não tão rigorosos quanto as pesquisas necessárias hoje para uma aprovação do órgão. E mesmo com estudos não tão rigorosos pode ser igualmente difícil conseguir comprovação de eficácia, alerta.
— Muitos laboratórios nunca fazem estudos posteriores, com a droga já no mercado — afirmou o especialista.
E mesmo que façam, pode levar anos até que se comprove que uma droga funciona ou não. Nesse meio tempo, milhões de pessoas já estarão tomando o remédio.
UM DESAFIO PARA A MEDICINA O dilema, para a agência, não é simples de resolver: como provar que um remédio funciona se os pacientes estão em estágios tão iniciais que não apresentam nenhum indício claro de deterioração de suas habilidades cognitivas e execução de tarefas cotidianas? No rascunho das novas diretrizes enviados à indústria no mês passado, a agência afirma que uma forma de resolver o problema seria mudar os critérios para a aprovação dos remédios.
Aqueles em estágios iniciais da doença, sem sintomas muito aparentes, poderiam ser avaliados por meio de testes cognitivos. Aqueles com sintomas leves seriam analisados por testes cognitivos e também de habilidades motoras.
Com a apresentação da proposta, a agência pediu a opinião do público e da indústria para fazer eventuais revisões.
Apesar disso, de acordo com a porta-voz da FDA, Sandy Walsh, “a agência está pronta para seguir adiante com o planejado”.

 

FALSIFICAÇÃO DE REMÉDIO PODE SER CONSIDERADA CRIME HEDIONDO
7 de fevereiro de 2013 - Agência Câmara

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 4553/12, do deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que classifica como crime hediondo a corrupção, a adulteração ou a falsificação de alimentos ou remédios. A proposta altera a Lei dos Crimes Hediondos (8.072/90), que hoje prevê essa classificação para delitos como homicídio e estupro.
Atualmente, a falsificação de substâncias ou alimentos destinados a consumo é punida com base no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), com reclusão de quatro a oito anos e multa. Caso se torne hedionda, a pena para a prática deverá ser inicialmente cumprida em regime fechado e é insuscetível de anistia, graça, induto ou fiança.
Valdir Colatto argumenta que a falsificação de medicamentos pode acarretar a morte de diversos pacientes. “Trata-se de um crime covarde e monstruoso. Merece um tratamento legal mais rigoroso, a fim de desestimular sua prática e de punir adequadamente os criminosos”, afirma o deputado.

 

MEDICAMENTOS DEVEM SER REAJUSTADOS EM ATÉ 6,3% NO FIM DO MÊS
12/03/2013 - Portal Folha.com
Jornalista: Johanna Nublat e Fernanda Odilla

O preço de alguns medicamentos pode subir até 6,31% a partir de 30 de março, segundo estimativa da indústria farmacêutica. Na média, o reajuste deve ficar em 4,59%.
A CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) publicou no "Diário Oficial" desta terça-feira (12) a fórmula que será usada para definir os percentuais-limite de reajuste das categorias de medicamentos são três, que variam de um cenário de maior competição (onde há mais genéricos) para um de pouca competição.
A expectativa agora é que, até dia 30, a CMED oficialize os percentuais de reajuste aumento que pode demorar até três meses para ser percebido nas farmácias pelo consumidor.
Com base na fórmula apresentada hoje e com o recente resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a indústria estimou os aumentos que serão autorizados: 6,31% para a categoria com maior concorrência, 4,51% para a intermediária e 2,70 para a com quase nenhuma concorrência.
Se todos os produtos forem reajustados segundo o teto permitido, o reajuste médio seria de 4,59%, calcula o setor.
Representantes de indústria dizem, no entanto, que o reajuste máximo não vem sendo praticado por conta do alto grau de concorrência. Assim, o reajuste pode até ser incorporado ao preço, mas há descontos e o preço final acaba sendo mais baixo.
IMPOSTOS Representantes da indústria criticaram a manutenção do patamar de impostos do setor. Eles estimam que, em um cenário sem tantos impostos, em vez de haver reajustes de 2% a 6%, seria possível ter uma redução de 6% a 10% nos preços dos remédios.
"No mesmo dia em que se fala que o 'foie gras' vai ser desonerado, sai a fórmula do reajuste dos medicamentos que poderiam ter um preço menor se fossem comparados ao 'foie gras'", disse Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).
INFLAÇÃO Apesar de questionamentos sobre se o governo poderia oficializar um reajuste menor que o estimado ou atrasar o reajuste previsto para o dia 30, integrantes do setor dizem não acreditar nessa possibilidade, já que os reajustes reais dos remédios têm sido inferiores à inflação de forma geral.
Em março de 2012, os aumentos autorizados pela CMED foram 5,85% no grupo de maior concorrência e 2,80% no intermediário e uma redução de preços de 0,25% na categoria com menor competição.

 

NOVAS SUBSTÂNCIAS PSICÓTICAS SÃO GRAVE RISCO À SAÚDE PÚBLICA, DIZ ONU
05/03/2013 - 12h01 - Folha de S.Paulo

A multiplicação de substâncias psicóticas representa um "grave risco para a saúde pública", advertiu nesta terça-feira em seu relatório anual de 2012 a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (INCB na sigla em inglês).
"Os últimos anos registraram um aumento sem precedentes do abuso de novas substâncias psicoativas, geralmente chamadas drogas sintéticas, euforizantes legais ou euforizantes vegetais", explica o INCB, uma agência da ONU com sede em Viena.
"Na Europa, por exemplo, o número de novas substâncias psicoativas registradas passou da média de cinco por ano entre 2000 e 2005 a quase 10 vezes mais em 2011, ou seja uma nova substância quase cada semana", afirma o relatório.
Especialistas calculam que "o número total de substâncias no mercado é da ordem de milhares".
As substâncias não estão sob controle internacional, mas têm os mesmos efeitos psicoativos das drogas controladas, insiste o INCB.
O Órgão exige uma "ação coordenada dos Estados para prevenir a fabricação, tráfico e abuso destas substâncias".
O abuso de medicamentos administrados com receita é outro grande problema destacado no documento do INCB.
O fenômeno afeta todo o mundo, mas com especial ênfase na América do Norte, no sul e sudeste da Ásia e em alguns países da Europa e América do Sul, o que "representa um grave problema de saúde e social", denunciou o organismo.
O uso abusivo destes medicamentos também aumenta o risco de infecção por HIV e hepatites B e C.
"Mais de 6% dos alunos do ensino secundário abusam de tranquilizantes em alguns países da América do Sul", destaca a agência da ONU.
O INCB destacou também o problema ligado aos "programas de maconha para uso medicinal, autorizados pelo direito internacional dentro das condições específicas enunciadas na Convenção única de 1961 sobre os entorpecentes".
O INCB é um órgão independente que vigia e promove a aplicação das convenções da ONU sobre o controle de drogas.
A cada ano publica um relatório e faz recomendações aos países e organizações internacionais sobre as políticas contra os entorpecentes.


PSORÍASE TERÁ NOVAS OPÇÕES DE TRATAMENTO
09/03/2013 - Folha de S.Paulo
Jornalista: Mariana Verssolato

Os novos tratamentos para combater os sintomas da psoríase estiveram no foco das atenções no encontro da Academia Americana de Dermatologia, no início desta semana, em Miami (EUA).
A doença inflamatória crônica afeta de 1% a 3% da população mundial. Estima-se que o Brasil tenha 3 milhões de pessoas com o problema.
A psoríase não é contagiosa, não tem causa conhecida e caracteriza-se por manchas vermelhas, espessas e descamativas que geralmente aparecem nos braços, nas pernas e no couro cabeludo.
Como não há cura, o objetivo dos tratamentos -cremes, fototerapia, imunossupressores, corticoides e drogas biológicas- é o controle dos sintomas.
As novas drogas apresentadas no evento em Miami poderão se converter em opções para os pacientes que não respondem aos tratamentos atuais ou sofrem com efeitos colaterais graves.
INFLAMAÇÃO
Um dos novos medicamentos é o Apremilast, uma droga oral que reduz a inflamação nas células da pele e das articulações.
No estudo de fase 3 (último antes da aprovação da droga), com 844 pacientes, 59% dos voluntários tiveram melhora de 50% dos sintomas após 16 semanas, de acordo com uma avaliação de severidade e extensão da doença.
Uma melhora de 75% dos sintomas foi observada em 33% do grupo que recebeu a droga, em comparação com 5% do grupo placebo. O remédio deve ser aprovado nos EUA até o fim deste ano, segundo a fabricante, o laboratório Celgene.
Os efeitos colaterais incluíram diarreia, náusea e infecção do trato respiratório.
De acordo com o dermatologista Davi de Lacerda, que participou do encontro nos EUA e não esteve envolvido no estudo, o remédio poderia ser uma opção para quem tem a doença na forma mais grave e não pode usar os remédios biológicos por seu alto custo, ou ainda para quem não obteve respostas com outros tratamentos, como a fototerapia.
"Mas é uma droga nova, sobre a qual precisamos de mais dados a longo prazo."
Outros estudos de fase 2 mostraram bons resultados com drogas experimentais.
Uma delas é um anticorpo monoclonal, batizado por enquanto de MK-3222, fabricado pela MSD e voltado a pacientes que têm psoríase moderada e severa com formação de placas.
Os voluntários tratados com a dose mais alta do remédio, de 200 mg, tiveram taxas de respostas de até 74%.
Uma pesquisa em roedores mostrou ainda que injeções de toxina botulínica melhoraram a aparência das lesões.
Para a dermatologista Denise Steiner, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a ampliação do leque de tratamentos será benéfica pelo grande número de efeitos colaterais dos medicamentos disponíveis.
"Os imunossupressores, por exemplo, podem causar problemas de fígado, rim e hipertensão."
Durante o congresso, foi lançado ainda um aplicativo para celular direcionado aos médicos, o ADD Psoriasis App, para ajudar a diagnosticar e tratar a doença.
O programa tem um "checklist", recomendações de tratamento e acesso rápido a um guia sobre psoríase.

 

SUS VAI OFERECER NOVO MEDICAMENTO A HEMOFÍLICOS
08 de março de 2013 | 20h 59 - Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo

Expectativa é a de que 10 mil pacientes recebam o produto
O Sistema Único de Saúde vai passar a ofertar o Fator VIII recombinante a pacientes com hemofilia dentro de seis meses. A expectativa é a de que 10 mil pacientes recebam o produto, usado para controle de sangramento.
O produto passará a ser produzido no País, por meio de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada em outubro de 2012 com a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). A expectativa é de que o Ministério da Saúde passe a adquirir o medicamento a preço quatro vezes menor do que o valor médio pago para atender a demandas judiciais.
Atualmente, 97% dos pacientes do SUS são tratados com o fator VIII obtido a partir do plasma humano. Os 3% restantes são pacientes que recebem o fator recombinante por meio de ações judiciais. De acordo com o ministério, o fator VIII recombinante tem a mesma eficácia que o do fator plasmático, com a vantagem de que a produção não depende da doações de sangue.

 

RECEITAS MÉDICAS PODEM TER VALIDADE NACIONAL
5 de março de 2013 - Agência Senado

Objetivo da proposta é evitar os transtornos e, sobretudo, os riscos da atual situação enfrentada por muitos brasileiros, garantindo, assim, a continuidade do tratamento
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pode votar em decisão terminativa, nesta quarta-feira (6), a partir das 9h, projeto de lei (PLS) 325/2012, do senador Jayme Campos (DEM-MT), que confere validade nacional a receitas médicas e odontológicas. O senador ressalta que a legislação em vigor não permite a venda de medicamentos aos portadores de receitas assinadas por médicos e dentistas registrados em conselhos regionais de estados diferentes daqueles em que se busca adquirir os remédios.
Apesar de reconhecer a necessidade de controle da venda de medicamentos, o senador discorda da restrição quanto a receitas de estados diferentes. “Acreditamos que a medida restritiva, de impedir a venda para portadores de receitas assinadas por médicos cujo registro no Conselho Regional de Medicina seja diverso daquele em que se efetua a compra, constitui verdadeiro contra-senso, posto que o profissional médico já tem indubitavelmente assegurado o direito de exercício de sua profissão em qualquer parte do Brasil”, diz Jayme Campos em sua justificação.
O objetivo da proposta, explica o parlamentar, é evitar os transtornos e, sobretudo, os riscos da atual situação enfrentada por muitos brasileiros, garantindo, assim, a continuidade do tratamento, onde quer que se encontrem, mediante a obrigatoriedade de reconhecimento e aceitação da receita médica em qualquer localidade do país.
Qualidade de hospitais
A comissão analisa ainda, em decisão terminativa, projeto de lei que obriga hospitais, públicos ou privados, vinculados ou não ao Sistema Único de Saúde (SUS), a passarem por avaliações periódicas e processos de certificação de qualidade.
Do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), o projeto (PLS 126/2012), determina que a autoridade sanitária estabeleça em regulamento a metodologia e os indicadores a serem adotados no processo, além de padrões de qualidade admitidos e a periodicidade da avaliação.

 

VIAGRA É INEFICAZ PARA TRATAR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA, DIZ ESTUDO
12/03/2013 06h30 - Do G1, em São Paulo

Pesquisa com 216 pacientes mostrou ineficácia em uso do remédio.
Viagra causou reações adversas em alguns voluntários, como sufocamento.
O Viagra, remédio utilizado para tratar problemas de impotência em homens, é ineficaz contra a insuficiência cardíaca, segundo uma pesquisa realizada por cientistas americanos e divulgada nesta segunda-feira (11).
Os resultados contradizem estudos realizados anteriormente, que haviam sugerido que o medicamento poderia ser benéfico para pessoas com insuficiência cardíaca diastólica, já que ele pode elevar o fluxo sanguíneo para outras partes do corpo, informou a agência de notícias AFP.
A insuficiência cardíaca diastólica faz com que as cavidades inferiores do coração endureçam, prejudicando a função de bombear sangue do órgão e provocando fraqueza e desânimo.
A pesquisa foi divulgada no congresso anual da Sociedade Americana de Cardiologia (ACC, na sigla em inglês), em San Francisco. Ela também foi publicada no periódico "Journal of the American Medical Association" (JAMA).
Feita com 216 pacientes em 26 localidades dos Estados Unidos, a análise demonstrou que o remédio, cujo princípio ativo é o sildenafil, é tão eficiente quanto um placebo para melhorar os sintomas da insuficiência cardíaca.
Além disso, boa parte dos pacientes que tomaram o Viagra apresentaram reações adversas, em comparação com aqueles que ingeriram somente o placebo. Isso levou os pesquisadores a recomendar aos médicos que deixem de prescrever o remédio para pessoas com doenças cardíacas.
Resultados decepcionantes
"Os resultados do nosso estudo foram surpreendentes e decepcionantes", disse Margaret Redfield, principal autora e professora na Clínica Mayo, em Rochester, nos EUA, de acordo com a AFP.
"Havia muita expectativa em torno deste estudo, com base em outras pesquisas, e tínhamos a esperança de encontrar algo que pudesse ajudar os pacientes", disse Redfield. Há poucas opções de tratamento atualmente para a insuficiência cardíaca diastólica, ressaltou a pesquisadora.
Os pacientes estudados tinham idade média de 69 anos. Quase a metade (48%) eram mulheres. Após 24 semanas, não foi comprovada nenhuma melhora cardiovascular nos voluntários. Durante o período do estudo, efeitos adversos, como sufocamentos e baixa pressão arterial, foram mais frequentes nos pacientes que tomaram Viagra do que nos que tomaram o placebo.
Além disso, seis pessoas do grupo que tomou sildenafil morreram antes do fim da pesquisa, enquanto não houve óbitos entre aqueles que ingeriram o placebo, de acordo com a AFP.
"Houve mais (mas não muitos mais) pacientes que retiraram seu consentimento, morreram ou estavam doentes demais para fazer o teste de esforço cardiopulmonar no grupo tratado com sildenafil, o que poderia acentuar a ausência de benefícios observados", destacou o artigo.
O Viagra e outros remédios similares - conhecidos como inibidores da fosfodiesterase 5 (PDE5) - são utilizados para tratar problemas de ereção e hipertensão pulmonar. Alguns médicos, no entanto, os receitam para pacientes com insuficiência cardíaca, porque alguns estudos em animais e humanos, majoritariamente preliminares, haviam sugerido benefícios com esse tratamento, segundo a AFP.
Os últimos resultados divulgados "devem desestimular esta prática, sobretudo levando em conta o alto custo da droga", disse Redfield em um comunicado.

 

 

 

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