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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Assistência farmacêutica nos dois lados do Atlântico

Data: 29/11/2012

Farmacêuticos brasileiros e portugueses estiveram reunidos no início do mês de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa (Portugal), no 1º Simpósio Luso-Brasileiro de Farmácia, evento organizado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em parceria com a Ordem dos Farmacêuticos de Portugal. Além de representantes das duas entidades, também estiveram presentes, no evento, autoridades responsáveis por instituições reguladoras dos dois países, a Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde - portuguesa) e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária - brasileira). Além da troca de experiências sobre assistência farmacêutica, o evento teve o objetivo de fomentar uma reflexão conjunta sobre temas específicos da Farmácia, do medicamento e das análises clínicas.

Na sessão de abertura, presidida pelo Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Carlos Maurício Barbosa, e pelo Vice-Presidente do CFF, Valmir de Santi, foi prestada uma homenagem póstuma a Luís Vasco Nogueira Prista, professor universitário e autor de vários livros sobre tecnologia farmacêutica e farmácia galênica, tidos como referência para profissionais dos dois países.

No painel “Modelo Assistencial da Farmácia Comunitária e Ganhos em Saúde”, Cassyano Correr, da Universidade Federal do Paraná, e Cristina Santos, da Associação Nacional das Farmácias (ANF - Portugal), apresentaram os serviços farmacêuticos prestados nas farmácias de ambos os países. Durante os debates, Valmir de Santi (CFF) e Paulo Duarte, Diretor da ANF, explicaram, respectivamente, o acesso aos medicamentos através do setor público brasileiro e a necessidade de implementação de um novo modelo de remuneração da farmácia comunitária, em Portugal.

“A intenção é que este seja o ponto de partida para a organização regular, em Portugal e no Brasil, de uma plataforma de intercâmbio e partilha, para que portugueses e brasileiros possam usufruir dos melhores serviços prestados pelo farmacêuticos”, afirmou Carlos Maurício Barbosa, Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal.

Durante o debate sobre o acesso de medicamentos, o Vice-Presidente do CFF, Valmir de Santi apresentou os dados de acesso ao medicamento no setor público e toda a situação da assistência farmacêutica no SUS. “Infelizmente, os serviços globais de atenção à saúde prestados pelo SUS, no Brasil, são fragmentados, de baixa qualidade e voltados às urgências. Temos diversos programas com várias redes de atenção à saúde, mas elas não possuem uma unidade de gestão, consequentemente, apresentam falhas que acabam por prejudicar a população que necessita de assistência”, afirmou Valmir de Santi.

“O modelo de assistência farmacêutica de Portugal é diferente do modelo brasileiro. Eles possuem, em TODAS as farmácias, um programa similar ao nosso “Aqui Tem Farmácia Popular”, no qual os medicamentos são oferecidos gratuitamente. O grande entrave é a crise econômica europeia que provocou a redução do financiamento de medicamentos. Os dois países têm grandes desafios pela frente, e este evento foi o primeiro passo para a troca de experiências e a comprovação de que ainda há muito a ser feito para que tenhamos uma assistência farmacêutica plena e disponível a todos”, completou Valmir de Santi.

No painel “Regulamentação do Setor Farmacêutico”, coube às autoridades reguladoras dos dois países esclarecerem a organização do setor e a sua regulação. Norberto Rech, Assessor da Anvisa; Adilson Bezerra, Delegado da Policia Federal e ex-Assessor-Chefe da Assessoria de Segurança Institucional da Anvisa; e Hélder Mota-Filipe, Vice-presidente do Infarmed, destacaram problemas associados à falsificação de medicamentos, bem como os desafios que os dois países enfrentam no que tange à rastreabilidade.

E o painel sobre o “Exercício Profissional nas Análises Clínicas” teve como oradores Carlos Eduardo de Queiroz Lima, Presidente da Sociedade Brasileira de Citologia Clínica e Conselheiro Federal de Farmácia pelo Estado de Pernambuco; e Jorge Nunes de Oliveira, Presidente da Associação Portuguesa de Analistas Clínicos. Nesse painel, foi discutida realidade brasileira e portuguesa, tanto no aspecto educacional, como de mercados. “Apesar das realidades diferentes, muitos problemas relacionados às análises clínicas são comuns aos dois países. Temos em comum os problemas com a aquisição de laboratórios por grandes multinacionais e a baixa remuneração. A diferença é que, em Portugal, existe mais rigor na formação, já que é necessário cumprir quatro anos de estágio para o exercício das análises clínicas”, explicou Carlos Eduardo Queiroz.

Fonte: CFF e Ordem dos Farmacêuticos de Portugal
Autor: Veruska Narikawa

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