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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

VIII ENCONTRO NACIONAL DE COORDENADORES DE CURSOS DE FARMÁCIA

Data: 18/10/2012

As ações desenvolvidas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) para aperfeiçoar a formação dos profissionais e as Diretrizes Curriculares foram destaques, no segundo dia do “VIII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia”, que está sendo realizado, em Brasília, de 17 a 19 de outubro, pelo CFF. “Os marcos teóricos sobre os serviços farmacêuticos” foi o título da palestra apresentada pelo Coordenador Técnico-científico do Cebrim (Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos), Assessor da Presidência do Conselho Federal de Farmácia e professor aposentado do curso de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Tarcísio José Palhano. “Embora não seja sua função precípua, o CFF, há anos, se envolve no processo de melhoria educacional”, destacou ele.


O Encontro, que tem como tema central “Diretrizes Curriculares e práticas farmacêuticas”, é uma das principais atividades promovidas pelo CFF para apresentar e motivar adequações nas práticas farmacêuticas, em no País. Palhano acredita que o papel das instituições educacionais é decisivo para a adequação do perfil dos farmacêuticos às necessidades da população. O ponto chave levantado por ele é que nenhuma profissão se justifica, se não se mostrar necessária, socialmente. “No entanto, de nada adianta discutir novas propostas, serviços e áreas de atuação, se a academia não der início a essas mudanças”, enfatizou.


Dr. Tarcísio Palhano lembrou que o farmacêutico é, acima de tudo, um educador em saúde. Com base nas atribuições básicas da profissão, ele enfatizou que os serviços oferecidos devem abranger indivíduo, família e comunidade, com base em demandas específicas de cada grupo ou paciente. “Precisamos acompanhar as necessidades de saúde, as mudanças que estão ocorrendo. É assim que o farmacêutico pode se destacar”, acredita. Na visão dele, os profissionais devem prestar serviços contínuos, assumindo a responsabilidade por eles.


POLÍTICA DE EDUCAÇÃO – A palestra apresentada pelo Diretor da Agência de Gestão, Desenvolvimento Científico, Tecnologia e Inovação da Universidade do Sul de Santa Catarina e Conselheiro Federal de Farmácia por Santa Catarina, Paulo Roberto Boff, levou os participantes a questionarem se existe a real necessidade de alteração nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs).


De acordo com as DCNs, as competências e habilidades gerais no curso de Farmácia são a atenção à saúde, a tomada de decisões, comunicação, liderança, administração e gerenciamento e educação permanente. Já as competências e habilidades específicas são todas aquelas relacionadas aos fármacos e medicamentos, às análises clínicas e toxicológicas e ao controle, produção e análise de alimentos. As Diretrizes estabelecem, também, que a formação tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentos requeridos para o exercício de competências e habilidades específicas.


Para Paulo Boff, isso significa que o egresso de um curso de graduação deve estar apto a todo o âmbito farmacêutico que, ressaltou ele, é amplo e complexo. A sugestão do Dr. Paulo seria que os cursos de Farmácia buscassem um foco, uma formação central, direcionando o currículo ao que é privativo da profissão: fármacos e medicamentos. “Tem algo errado nesse tipo de formação generalista. Precisamos ter uma identidade. O farmacêutico deve ser reconhecido por todos pelo que faz”, enfatizou.


A partir das ideias de Boff, isso levaria a uma articulação entre as entidades e estudantes para que entrassem em consenso sobre qual farmacêutico a sociedade brasileira necessita, como ele deve ser formado e a infraestrutura mínima oferecida pelos cursos. Paulo Boff defende que essa proposta de formação seja discutida e levada ao Ministério de Educação.


A quantidade de cursos de Farmácia, no Brasil, e a qualidade do ensino foram questionadas, mais uma vez, no Encontro. O total impressiona, pois, apesar de o País contar com 416 cursos, correspondente a 1/5 do total mundial de cursos, pesquisas mostram que faltam farmacêuticos, no interior, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Isso, também, seria um indicador importante para a tomada de decisão sobre os rumos da educação farmacêutica, de acordo com Paulo Boff.


ENSINO BASEADO EM COMPETÊNCIAS – Na abertura das atividades, o médico e docente Hissachi Tsuji, da Faculdade de Medicina de Marília, em São Paulo, destacou a questão do currículo integrado e orientado por competência. Inspirado no modelo utilizado na Faculdade que leciona, o professor deixou um recado aos coordenadores de cursos de Farmácia: “Quando o currículo é orientado por competências, o foco principal são as tarefas, a prática. Para isso, apostamos primeiro na mudança do corpo docente”, explicou.


ENCERRAMENTO – O professor Naomar de Almeida Filho, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia, encerrou as exposições deste segundo dia de Encontro. Ele abordou o tema “Interdisciplinaridade no processo de construção do conhecimento em saúde”.


Amanhã (19/10), será debatido o “Impacto da implantação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) na melhoria da qualidade dos cursos de Farmácia”. O Coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Cathedral de Ensino Superior de Roraima, Paulo Tamashiro Filho, estará à frente da exposição, e o professor Geraldo Alécio de Oliveira, da Universidade Anhembi Morumbi (SP), será o seu Relator. O Encontro será encerrado, às 13h.

Fonte: CFF
Autor: Leilane Alves, Jornalista e Assessora (temporária) do CFF

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