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Notícias do CFF

FIP quer atuar nos países latino-americanos

Data: 05/10/2012

A profissão farmacêutica, na América Latina, começa a figurar na agenda de prioridades da FIP (Federação Internacional de Farmacêuticos). A mudança de postura da entidade é uma resposta aos apelos do Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João. Ele se encontra, em Amsterdã (Holanda), onde participa do “72nd FIP World Congress of PharmacyPharmaceutical Science”, que tem como tema “Melhorar a saúde, por meio do uso responsável de medicamentos”. Ontem (04/10), o Presidente da Federação, Michel Buchmann, informou a Walter Jorge que estava confirmada a reunião que ele havia proposto juntamente com os dirigentes das organizações farmacêuticas latino-americanas, com o objetivo de discutir a Farmácia, no Continente. Buchmann salientou que fazia questão da participação do Presidente do CFF no encontro. Disse, ainda, que estava informado sobre os problemas que afligem a profissão, nos países latino-americanos.

As reivindicações à FIP iniciaram-se, em agosto de 2012, em Cartagena (Colômbia), durante o “Congresso Fefas 2012”, quando foram realizados, também, as assembleias da Federação Farmacêutica Pan-americana (Fepafar) e do Fórum Farmacêutico das Américas (FFA). As principais lideranças farmacêuticas das Américas do Sul e Central participaram do evento.

Dr. Walter Jorge aproveitou o evento para cobrar uma participação ativa da Federação junto aos governos latino-americanos. “Não é possível que nós, latino-americanos, com tantos problemas enfrentados pela nossa profissão, não tenhamos o apoio de uma entidade internacional com a dimensão da FIP para dialogar com os governos desses países, com vistas a solucionar esses problemas”, declarou o dirigente do CFF. E afirmou que a FIP precisa fazer-se mais presente na América Latina. Começava, ali, uma mudança no eixo de prioridade desse organismo internacional.

Dr. Buchmann disse, ainda, que a reunião entre o comando da Federação Internacional, os dirigentes do Conselho Federal de Farmácia e os presidentes da Fefas, Fepafar e FFA terá como objetivo alinhavar um plano de ação para a FIP. O Secretário-Geral do CFF, José Vílmore Silva Lopes Júnior, e o Assessor da Presidência do órgão e Coordenador Técnico-científico do Cebrim (Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos)/CFF, Tarcísio Palhano, que participam do Congresso da FIP, também, estarão presentes à reunião.

Antes (no sábado), representantes dessas instituições irão se encontrar, para elaborar um documento comum para a reunião do domingo. A base a ser utilizada pelos participantes será um texto produzido pelo Conselho Federal de Farmácia, além de outros elaborados pelas três entidades, contendo as dificuldades vividas pelos farmacêuticos latino-americanos.

O documento do CFF cita a busca da desregulamentação da profissão farmacêutica, em vários países, inclusive o Brasil, onde técnicos de nível médio vêm buscando na Justiça o direito de assumir a responsabilidade técnica por farmácias e drogarias. Outro problema apontado pelo CFF, na América Latina, principalmente na Bolívia e no Paraguai, é a falta de autonomia das instituições que regulamentam a profissão, vez que estão ligadas aos próprios governos.

A venda de MIPs (medicamentos isentos de prescrição) sem controle e o acesso direto da população a esses medicamentos, nas farmácias, elevando o risco para a saúde da população, e o contrabando e falsificação de medicamentos, também, foram mencionados pelo CFF no documento como problemas graves registrados, no Continente.

CENTENÁRIO - Na quinta-feira, foi assinada pelos delegados das Organizações Membro a “Declaração do Centenário da FIP”, respaldada no tema “melhorar a saúde global, preenchendo lacunas no desenvolvimento, distribuição e uso responsável de medicamentos”. A declaração deixa claro que os farmacêuticos e cientistas farmacêuticos aceitam a responsabilidade de melhorar a saúde global e os resultados da saúde do paciente, “ao preencher lacunas no desenvolvimento, distribuição e uso responsável de medicamentos”.

A FIP declara que a saúde do paciente e dos povos está comprometida e que o valor dos medicamentos é diminuído, quando eles não estão acessíveis, são de qualidade inferior, ou são usados, inapropriadamente. “Estes problemas complexos estão fora do alcance de qualquer campo científico ou profissão, mas nosso senso de obrigação com a sociedade motiva-nos a ser a força que lidera em chamar a atenção para essas questões”, diz a declaração.

ACESSO AOS MEDICAMENTOS - O documento assinado pelos delegados da FIP informa que, no mínimo, um terço da população mundial não tem acesso regular a medicamentos. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que aproximadamente 30.000 crianças morrem, todos os dias, de doenças que poderiam ser facilmente tratadas, se elas tivessem acesso a uma gama básica de medicamentos essenciais”, cita a FIP.

FALSIFICAÇÃO – Na “Declaração do Centenário”, a FIP diz que, embora o público possa ter confiança na qualidade dos medicamentos de fornecedores respeitáveis, lamentavelmente, medicamentos de qualidade inferior ou falsificados entram, no mercado. Cita as Nações Unidas, que relataram que menos de um terço dos contraceptivos orais usados internacionalmente possuem a qualidade requerida em países industrializados, e a OMS, segundo a qual um terço de medicamentos antimalária testados, em seis países africanos, falharam em atender os padrões de qualidade internacional.

USO RESPONSÁVEL DE MEDICAMENTOS – A FIP evoca, ainda, a OMS, que relata que mesmo quando os medicamentos estão disponíveis e sua qualidade garantida, nem sempre eles são utilizados, apropriadamente. Em muitos países, mais da metade das prescrições são desnecessárias ou incorretas e, em cerca de metade dos casos, os pacientes não utilizam os medicamentos como foram prescritos.

Fonte: CFF
Autor: Aloísio Brandão, Jornalista, Assessor de Imprensa do CFF

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