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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

CNE aprova carga horária de 4 mil horas para a graduação em Farmácia

Data: 23/10/2008

 

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, no "Diário Oficial da União" (DOU), Seção 1, Página 20, do dia 22 de outubro de 2008, o Parecer da Câmara de Educação Superior que dispõe sobre a carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração de alguns cursos da área da Saúde. Para os cursos de Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia Ocupacional ficou estabelecida a carga horária de 3 mil e duzentas horas. Os relatores votaram a fixação de, no mínimo, 4 mil horas para os cursos de Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia. 
 
O Parecer segue, agora, para o Ministério da Educação. Só depois de homologado pelo MEC, o Parecer terá caráter de Resolução. A partir destes parâmetros, as Instituições de Educação Superior deverão estabelecer a carga horária de seus cursos respeitando as indicações do Ministério.
 
CONQUISTA - Para o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Jaldo de Souza Santos, a aprovação é uma conquista para a profissão. "É impossível se pensar na formação de um farmacêutico, oferecendo-lhe menos de 4 mil horas. O farmacêutico é um profissional com diversas habilidades, competências técnicas, conhecimentos humanísticos e sociais. O acadêmico, portanto, tem que assimilar uma formação muito complexa", disse. O dirigente esclarece que 4 mil horas (cada hora de 60 minutos) correspondem a cerca de  4.800 horas/aula (de 50 minutos cada), tempo proposto pelo Conselho Federal de Farmácia ao CNE.
 
Para Souza Santos, esta conquista é fruto do trabalho da Comissão de Ensino do CFF e da Associação Brasileira do Ensino Farmacêutico e Bioquímico (Abernfarbio), que organizaram, em abril de 2008, V Conferência Nacional de Educação Farmacêutica. Como resultado das discussões realizadas no evento, a Comissão de Ensino do CFF enviou um ofício ao Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Edson de Oliveira Nunes, que expressa a preocupação de professores, diretores, acadêmicos, gestores da educação e dirigentes de entidades farmacêuticas quanto à carga horária dos cursos de graduação em Farmácia. Segundo o documento, a carga horária necessária para uma formação generalista, sem prejuízo dos conhecimentos necessários para o exercício das atividades farmacêuticas, seria de, no mínimo, 4 mil horas.
 
De acordo com a professora Zilamar Costa Fernandes, integrante da Comissão de Ensino do CFF, é preciso formar profissionais qualificados. "O farmacêutico desempenha um amplo papel social na saúde do País como agente no processo de assistência farmacêutica e nas políticas nacionais de saúde. Ainda, deve ser ressaltado que o farmacêutico é o  profissional de saúde habilitado em áreas específicas, como controle de qualidade e segurança de alimentos, cosméticos, correlatos, fitoterápicos, medicamentos, nutracêuticos, quimioterápicos, radiofármacos, nutrição parenteral, análises clínicas e toxicológicas. Todas são áreas muito técnicas, abrangentes e que exigem ampla qualificação", explicou Zilamar Costa Fernandes.
 
A Presidente da Comissão de Ensino do CFF, Magali Demoner, também, Conselheira Federal de Farmácia pelo Espírito Santo, lembra que as Diretrizes Curriculares mudaram o ensino, e a assistência farmacêutica, com foco na atenção farmacêutica, está crescendo. "Temos cerca de 70 atividades, nas quais o farmacêutico pode atuar. Com menos de 4 mil horas, é impossível formar um profissional bem qualificado", completa.

Fonte: CFF
Autor: Veruska Narikawa

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