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Notícias Gerais

Cresce número de diabéticos

Data: 10/05/2012

 O Ministério da Saúde divulgou ontem que 5,6% da população brasileira adulta declararam ser diabéticos e que a doença atinge mais mulheres (6%) do que homens (5,2%). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, qualquer análise da evolução da diabetes no Brasil deve levar em conta um período mais longo, desde 2006, quando o ministério começou a fazer o levantamento anual por meio de entrevistas telefônicas, o Vigitel. Naquele ano, o índice de maiores de idade que declararam ter a doença foi menor: 5,2%. Para os médicos, o crescimento da diabetes anunciado pelo governo é o segundo capítulo de uma história que começou a ser contada mês passado, em outro Vigitel, quando foi diagnosticado um salto da população nacional acima do peso. Antes a causa, agora a consequência.
De fato, os índices da diabetes são ligeiramente menores do que os registrados em 2010. Mas o ministro disse que a queda, do ponto de vista estatístico, é irrelevante e, no caso dos homens, há uma tendência de elevação.
— Em saúde, a gente não comemora números. A gente constata e trabalha para reduzir cada vez mais. Isso (queda do índice em 2011) não tem diferença estatisticamente significativa para nós. A tendência é preocupante — afirmou Padilha.
Rio é a quarta capital da doença l Nada menos do que 54.542 pessoas perderam a vida no Brasil, em 2010, por causa de diabetes, conforme o Ministério da Saúde. O número supera as 52.104 vítimas fatais de 2009.
O Rio de Janeiro aparece como a quarta capital com maior índice de diabéticos: 6,2%. Em primeiro, está Fortaleza, com 7,3%, seguida por Vitória (7,1%) e Porto Alegre (6,3%). O melhor resultado foi o de Palmas (TO), com 2,7%.
Embora a taxa de mortalidade decorrente de diabetes continue subindo, ela vem perdendo fôlego, de acordo com o ministério. De 2008 a 2010, ela cresceu 7,5%, o que corresponde a menos da metade dos 16% de incremento no período de 2005 a 2007. Padilha destacou que o número de internações hospitalares decorrentes de diabetes caiu para 145 mil em 2011, 3 mil pacientes a menos do que em 2010. Para o ministro, a redução de internações é reflexo da distribuição gratuita de remédios no programa Farmácia Popular.
A diretora de Análise de Situação em Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta, apresentou os dados da pesquisa. Para ela, o quadro nacional é de estabilidade, seja em relação à população total acima de 18 anos ou entre as mulheres. Já entre os homens, a situação é de aumento da incidência: em 2006, 4,4% declararamse portadores da doença, ante 5,2% em 2011. No mesmo período, o percentual da doença entre mulheres variou de 5,9% para 6%.
Deborah lembra que o governo lançou um plano nacional, no ano passado, para reduzir em 2% ao ano a mortalidade por doenças não-transmissíveis — diabetes, câncer e doenças cardiovasculares e respiratórias. Fazem parte das ações a construção de academias públicas de ginástica, com o intuito de combater o sedentarismo, e acordos com a indústria de alimentos para reduzir a quantidade de sal na comida.
Ainda assim, segundo ela, o crescimento do número de brasileiros acima do peso — de 43% para 49% da população, entre 2006 e 2011 — não permite previsões otimistas: Entre os idosos com mais de 65 anos, 21,6% sofrem de diabetes. Esse índice cai para 0,6% entre a população de 18 a 24 anos. O Ministério da Saúde pretende realizar em 2013 um levantamento nacional, com coleta de sangue, para estimar quantos diabéticos, de fato, há no país.
O Vigitel consiste em entrevistas por telefone, em domicílios que tenham linha fixa, nas 27 capitais do país. Uma fórmula estatística é usada para extrapolar o dado das capitais para o conjunto do país, o que certamente dá origem a imprecisões. São feitas 2 mil entrevistas por capital, totalizando 54 mil ligações. O levantamento mostrou que 22,7% da população têm hipertensão.
— O Vigitel tem várias vantagens, como o fato de pesquisar em todos os estados e capitais mas, muitas vezes, o entrevistado não admite que tem diabetes, responde, por exemplo, que tem alteração na taxa de açúcar — diz presidente da regional fluminense da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Vivian Ellinger.
O endocrinologista Tércio Rocha diz que a melhoria no acesso ao consumo da população não veio associada à melhoria na educação alimentar: — Tivemos uma melhoria no acesso ao consumo pelas classes mais pobres, mas ela não veio associada à educação. Não se aprende nas escolas que frutas e verduras são melhores que doces e refrigerantes. Em 10 anos, se a classe que ascendeu socialmente continuar com o hábito alimentar que tem hoje, teremos um índice muito maior de diabéticos.

Fonte: O Globo
Autor: Demétrio Weber e Duilo Victor

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