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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

DIA DO FARMACÊUTICO: emoção e busca da união marcam a festa

Data: 23/01/2012

 Uma solenidade, seguida de um coquetel e um baile, marcou as comemorações ao Dia do Farmacêutico, realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), no dia 20 de janeiro (sexta-feira à noite), no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. A entrega da Comenda do Mérito Farmacêutico, maior honraria concedida no setor, a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento da Profissão e da saúde, foi o ponto máximo do ato solene. Os pronunciamentos do Presidente do CFF, Walter Jorge João, e do Reitor da Universidade de Sorocaba (SP) e uma das maiores autoridades em Farmacologia, no Brasil, farmacêutico Fernando Del Fiol, trouxeram palavras apontando para a necessidade de se buscar novos rumos para a Farmácia e união entre profissionais, com vistas a que se enfrentem os desafios postos diante da Profissão.

A cantora Fafá de Belém deu o primeiro toque de emoção à solenidade, quando cantou o “Hino Nacional”, acompanhada apenas ao piano. Fafá, que durante a campanha das Diretas, emprestou a sua voz aos comícios que movimentaram a população brasileira, tendo aos palcos expoentes da política, como Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Mário Covas, Franco Montoro, Dante de Oliveira e outros, voltou a cantar. Desta vez, no salão de festas, ao realizar um show para os convidados do CFF. Mas, ainda durante a solenidade, Fafá cantou um trecho do Hino do Pará, homenageando o paraense Walter Jorge, Presidente do CFF. Cerca de mil pessoas compareceu ao avento.

Os homenageados (um de cada Estado, à exceção do Senador Antônio Carlos Valadares, de Sergipe, que não compareceu à solenidade) levaram ao palco do Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, ainda que por alguns minutos, as suas ricas histórias de vida e de atividade farmacêutica, empresarial ou política em favor da saúde e da Farmácia, fato que lhes valeu o preito. Eles devolveram, em alegria e emoção, os vigorosos aplausos que receberam do auditório, ao serem condecorados com a Comenda do Mérito Farmacêutico.

Instituída, em 1998, por Resolução do CFF, a Comenda do Mérito Farmacêutico é constituída de uma medalha e um diploma. O nome do homenageado de cada Estado e do Distrito Federal é indicado pelo Conselheiro Federal de Farmácia representante daquela Unidade da Federação. O nome é submetido – e aprovado – pelo Plenário do CFF.

UNIÃO E TRANSFORMAÇÃO – O Presidente do CFF, Walter Jorge, iniciou o seu pronunciamento, afirmando que os homenageados “são mulheres e homens de fibra, que amaram farmaceuticamente o seu semelhante, porque souberam oferecer de suas próprias fontes a água dos seus saberes e fazeres para matar a sede de tantos”.

Salientou que a sua eleição para Presidente do Conselho Federal de Farmácia marca o início de uma transição, dentro do CFF e, por conseguinte, na Profissão. “Trago aos senhores uma mensagem centralizada numa pequena palavra de apenas cinco letras, mas com uma força de transformação ilimitada: união”, reiterou, acrescentando que ele e os seus pares na Diretoria do CFF (Valmir de Santi, Vice-Presidente; José Vilmore Silva Lopes Júnior, Secretário-Geral; e João Samuel de Morais Meira, Tesoureiro) têm a mão estendida para o entendimento. Disse mais: que o seu principal verbo é “dialogar”.

O Presidente do CFF reforçou que há grandes desafios a serem enfrentados. “E eu não vim representar os 154 mil farmacêuticos brasileiros, atado às correntes da acomodação, nem desfraldando bandeiras da repetição. A bandeira que trago numa mão é a da paz e, na outra mão, a chama da mudança. E temos pressa, muita pressa, porque a nossa Profissão grita por transformações urgentes”, enfatizou.

Citou que só com a união das lideranças profissionais e dos representantes das instituições do setor, será possível superar desafios, a exemplo de fazer com que os farmacêuticos ocupem os espaços que lhe pertencem nas farmácias públicas e particulares, nos dispensários, nas farmácias hospitalares, na dispensação de gases medicinais, na radiofarmácia, entre outros. Outra questão a ser resolvida, segundo ele, é fortalecer técnica, administrativa e financeiramente os Conselhos Regionais de Farmácia, para que eles exerçam, com sucesso, a sua função precípua de garantir o exercício profissional em favor da população, evitando os excessos e agravos da atuação dos farmacêuticos.

Ressaltou que a rápida expansão e diversificação da Profissão (o farmacêutico já atua em 74 diferentes atividades) “exigem que deitemos um novo e atualizado olhar sobre a Farmácia, sob pena de não compreendermos - ou compreendermos apenas perifericamente - o próprio fenômeno da expansão de nossa Profissão”.

POESIA – O Presidente do CFF conclamou os farmacêuticos a recuperarem a substância da Profissão; a resgatar o espírito que anima a essência farmacêutica e a achar a própria face, “que parece perdida em assistências que não prestamos, em exames que não realizamos, em moléculas que não pesquisamos”. E citou trecho do poema “Retrato”, de Cecília Meireles, para realçar o assunto.

“Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?”

ABENÇOADOS - Palavras fortes, também, fizeram parte do discurso do Reitor da Universidade de Sorocaba, o farmacêutico professor doutor Fernando De Sá Del Fiol. Ele tem mestrado, doutorado e pós-doutorado em Farmacologia na Universidade Estadual de Campinas, e curso de aperfeiçoamento em doenças infecciosas na Universidade de Harvard (EUA).

Del Fiol falou em nome dos homenageados. “O sentimento que esta homenagem nos traz é de reconhecimento pelo duro trabalho de cada um de nós. Trabalho, muitas vezes, silencioso, atrás do balcão, no laboratório, na sala de aula. Enfim, longe das luzes, mas muito próximo do poder iluminado da alquimia. Não daquela que transforma metal em ouro, mas daquela que mistura, corrige e transforma dor em alegria, na busca incessante do bem-estar do ser humano”.

Disse que os farmacêuticos são abençoados pelo gosto e pela afinidade com a Química, com a Matemática, com a Física, conhecimentos que fazem dos profissionais essencialmente zeladores da Terra e do homem. Chamou a atenção para as grandes transformações vividas pelo Brasil, “sexta maior economia do mundo e, paralelamente, um país de desigualdades e privilégios de poucos”.

O Dr. Del Fiol declarou que não é possível que, neste País de economia forte, ainda se morra de dengue, de febre amarela e – para os desafortunados – de fome. “A saúde, assim como a liberdade, são direitos inalienáveis e, com a falta de qualquer uma delas, o homem não vive. Uma mata sua carne; a outra, seu espírito”. Pediu que os farmacêuticos assumam o inconformismo, o empenho da resistência e da certeza de que apenas com a educação e muito senso de justiça “poderemos transformar um país”.

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do CFF.

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