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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

PRÊMIO JAYME TORRES:Farmácia Clínica em foco

Data: 23/11/2011

Encerram-se, no dia 2 de dezembro, as inscrições para o PRÊMIO JAYME TORRES DE FARMÁCIA’ 2011, uma realização do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Os interessados devem participar, enviando os seus artigos exclusivamente pelos Correios, por SEDEX, para a sede do CFF, no seguinte endereço: SCRN 712/713 - Bloco "G" - Nº 30 – Brasília (DF). O CEP é 70.760-670. O concorrente deve fazer a seguinte identificação no envelope: “Prêmio Jayme Torres de Farmácia 2011 - Comissão de Divulgação e Publicidade”. O Prêmio, nesta décima edição, tem por tema a Farmácia Clínica. Mais informações encontram-se na página do CFF, no endereço www.cff.org.br

Podem concorrer ao Prêmio farmacêuticos que estejam em dia com suas obrigações junto ao Conselho Regional de Farmácia em que está inscrito e alunos de cursos de graduação em Farmácia reconhecidos pelo Ministério da Educação. O resultado do Prêmio será divulgado, na página eletrônica do CFF, até o dia 15 de dezembro de 2011.

PREMIAÇÃO - A premiação na Categoria Farmacêutico será de R$ 5.000,00, mais certificado e troféu para o primeiro classificado; e de R$ 3.000,00 para o segundo. Já o primeiro colocado na Categoria Estudante de Farmácia, receberá R$ 3.000,00, certificado e troféu.

A escolha do tema, na edição deste ano do Jayme Torres, é uma maneira de os farmacêuticos estarem conectados a este que é um dos assuntos mais focalizados nos debates travados no seio da categoria – e até fora dele -, em todo o mundo (e não é diferente, no Brasil). Ressalte-se que a Farmácia Clínica passou a ser tema recorrente, quando se discute serviços farmacêuticos no SUS (Sistema Único de Saúde).

Isto, porque uma proposta de criação, no SUS, de “Redes de Atenção à Saúde” (RAS) está destinando ao farmacêutico funções complexas e que requerem um alto grau de conhecimento e pratica em Farmácia Clínica. A ideia de criação das redes é do professor Eugênio Vilaça Mendes. Aliás, a RAS é título de um livro de sua autoria. Vilaça destina um capítulo ao sistema de assistência farmacêutica.

O livro inspirou o modelo de rede que consta do Decreto 7508, de 28 de junho de 2011, o qual regulamenta a Lei 8080, de 1990, que dispõe sobre a organização do SUS, o planejamento e a assistência à saúde e a articulação interfederativa.

ATUALIDADE - O Prêmio Jayme Torres traz, portanto, um forte sentido de atualidade. Discutir Farmácia Clínica, num momento em que o maior sistema público de saúde do mundo, que atende a cerca de 170 milhões de pessoas, propõe-se a reservar ao farmacêutico a responsabilidade pela prestação de serviço clínico (Vilaça define o profissional, nesta nova missão, de farmacêutico clínico), é enriquecedor para a sociedade e para a categoria farmacêutica. E é exatamente este o propósito do CFF, quando criou o Prêmio que, em 2011, chega à sua décima edição.

Para o farmacêutico Tarcísio Palhano, especialista em Farmácia Clínica pela Universidade do Chile, com estágios na área realizados em diversas farmácias hospitalares, na França; professor das disciplinas Farmácia Clínica e Estágio Supervisionado Farmacêutico do curso de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Ex-diretor da Farmácia do Hospital Universitário Onofre Lopes, da mesma Universidade, “o Prêmio Jayme Torres está trazendo um importante incentivo à busca do conhecimento e à prática da atividade clínica aos farmacêuticos”.

Lembra o professor Tarcísio Palhano que o farmacêutico é o profissional de formação técnica mais apurada em matérias, como Farmacologia, Terapêutica e outras relacionadas ao conhecimento sobre o medicamento, e tem uma importância muito grande, quando consegue associar esse conhecimento à experiência clínica. “Por isto, o farmacêutico clínico é essencial no contexto da saúde”, conclui.

HISTÓRICO - Criado pela Resolução Normativa número 376, de 27 de março de 2002, do CFF (gestão do Presidente Jaldo de Souza Santos), o Jayme Torres propõem-se a identificar, reconhecer e difundir ações de farmacêuticos e de estudantes de Farmácia que tenham o objetivo de melhorar as condições de saúde da comunidade e sua qualidade de vida.

Outro objetivo do Conselho Federal de Farmácia, ao criar o Prêmio, foi homenagear o primeiro Presidente do Órgão. Empreendedor destemido, homem de visão futurista, o paulista Jaime Torres estudou Farmácia, de 1919 a 1921, na Escola de Farmácia e Odontologia de Pindamonhangaba (SP). Logo, adquiriu a Drogaria Mercúrio. Tempos depois, fundou e dirigiu o Laboratório Torres, que se tornou uma das mais sólidas empresas do parque industrial, àquela época (década de 40).

Em 1944, após uma luta ativa na campanha de industrialização do País, Jayme Torres foi eleito Presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo. No ano seguinte, ajudou a criar a Associação Brasileira de Indústria Farmacêutica. Foi, ainda, Diretor da Associação Comercial da Federação das Indústrias. Ele foi um dos lutadores em favor da promulgação da Lei Federal número 3.820, de 11 de novembro de 1960, que criou o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Farmácia.

TEMAS - O Prêmio estreou, em 2002, tendo por tema a atenção farmacêutica, abordada, sob diversos pontos de vista, como os benefícios sociais e sanitários, a metodologia e as estratégias utilizadas nesse conjunto de serviços prestados pelos farmacêuticos.

Os seus primeiros vencedores foram Rogério Dias Renovato, na Categoria Farmacêutico, pelo artigo que intitulado “Implementação da atenção farmacêutica em pacientes com hipertensão e desordens cardiovasculares”; e Edson Hideki Sasaki, na Categoria Jovem Farmacêutico (para estudantes do último ano do curso de Farmácia). Sasaki disputou o Prêmio com o artigo “Implementação de um projeto informatizado de atenção farmacêutica pela Universidade Estadual de Maringá” (PR). Em 2011, a Categoria Jovem Farmacêutico passou a ser denominada Acadêmico de Farmácia.

Ao longo destes dez anos, o Prêmio focalizou temas nas mais diferentes áreas de atuação profissional, como “Desafios do farmacêutico na promoção da saúde”, “O papel do farmacêutico na dispensação dos medicamentos isentos de prescrição”, “Farmacia Hospitalar”, “Farmácia Homeopática”, “Análises Clínicas e Toxicológicas”, “Plantas medicinais e fitoterápicos”, “Alimentos”.

CULTURA - Para o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, que instituiu o Jayme Torres, o Prêmio é uma iniciativa adotada com vistas a gerar entre farmacêuticos e estudantes de Farmácia uma cultura de produção de artigos técnicos e científicos que contribuam para o crescimento da saúde pública.

Já o integrante da Comissão Editorial, responsável pela organização do Prêmio, farmacêutico Gustavo Éboli, Ex-Presidente do CFF, cada edição do Prêmio Jayme Torres reflete um momento da atividade profissional e acadêmica, no Brasil.

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do CFF.

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