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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Formação em foco

Data: 17/06/2011

 A Comissão de Ensino do Conselho Federal de Farmácia (Comensino/CFF) fará, ainda este ano, um diagnóstico nacional com informações de instituições de ensino superior (IES), que oferecem o curso de Farmácia. A proposta é analisar os dados e elaborar um Plano de Trabalho com o objetivo de promover a completa adaptação das faculdades às reformas implantadas pelas Diretrizes Curriculares, em 2002. A dificuldade de operacionalização das Diretrizes foi o destaque da VII Conferência Nacional de Educação Farmacêutica, evento realizado paralelamente ao VII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia pelo CFF e organizado pela Abenfarbio (Associação Brasileira de Ensino Farmacêutico e Bioquímico), de 8 a 10 de junho, em Brasília.

De acordo com Magali Demoner Bermond, Conselheira Federal de Farmácia pelo Espírito Santo e Presidente da Comensino/CFF, em todas as palestras, cursos e grupos de discussão, o tema recorrente foram as dificuldades, por parte das faculdades, de se adaptarem às reformas implantadas pelas Diretrizes. “Foi um momento ímpar em que os participantes compartilharam suas experiências e dificuldades no cumprimento das Diretrizes e perceberam que existem, sim, diferenças regionais que são contornáveis, e que os maiores problemas estão concentrados em algumas determinações, principalmente, as relacionadas ao ensino integrado e estágio. É preciso esclarecer que há um consenso entre os educadores no que tange a criação ou as determinações definidas pelas Diretrizes. Todos concordam que elas precisam ser aplicadas, mas ainda há dificuldades”, disse Magali Demoner.

FORMAÇÃO - Na solenidade de abertura, as autoridades presentes destacaram a importância da parceria entre Conselhos de classe e instituições de ensino. O Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, lembrou que já foi patrono e paraninfo de turmas do curso de Farmácia por mais de 300 vezes e, sempre, faz questão de destacar a importância e beleza de ser farmacêutico. “Mas sempre que afirmo isso, me vem a preocupação e dois questionamentos: será que estamos formando bem este profissional? Será que ele está realmente preparado para atender a sociedade? Nós, dirigentes do CFF e Abenfarbio e vocês, educadores, somos responsáveis. O CFF está de braços abertos para sugestões e projetos”, completou Jaldo de Souza Santos.

O Presidente da Abenfarbio, Carlos Cecy, conclamou a todos a participarem ativamente dos debates, apresentar sugestões, soluções e problemas. “A programação foi cuidadosamente elaborada para que professores, educadores e estudantes pudessem expor suas críticas e dúvidas; bem como tivemos a oportunidade de apresentar as orientações emanadas dos Ministérios da Educação e Saúde, sem contar que todas as discussões foram permeadas pelas Diretrizes”, disse Cecy.

A programação contou com palestras, como “Planejamento acadêmico: do plano de aprendizado à avaliação”; “Metodologias de ensino que contribuem para a atuação multiprofissional”; “Ética: transversalidade na formação”; “Dez anos de diretrizes curriculares: estratégias indutoras de transformação”.

A Diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, ministrou a palestra “Novas Políticas Educacionais”, e destacou o papel estratégico da educação na saúde. “Saúde se faz com gente. Por isso, um dos princípios da política de educação para o SUS é integrar o ensino com o trabalho em saúde”, disse.

GENERALISTA – o Vice-Presidente da Abenfarbio, Geraldo Alécio, lembrou que as vantagens da formação generalista comparada à formação por habilitações, também, foram apontadas pela maioria dos presentes. De acordo com Alécio, vários participantes afirmam que farmacêutico formado pelo novo modelo está melhor preparado para o exercício profissional, embora alguns manifestassem preocupação com a possível redução dos conteúdos de Análises Clínicas, durante a montagem da nova matriz.

“De qualquer forma, a Comensino e a Abenrfarbio ressaltaram, durante o evento, a importância do domínio dessa área mesmo para aqueles profissionais que não pretendem atuar diretamente no laboratório de análises”, completou Geraldo Alécio.

Poucos estudantes participaram dos eventos. Dalmare Anderson, Coordenador da Executiva de Estudantes de Farmácia (Enefar) e aluno da Universidade Federal de Sergipe (UFS), participou de todos os debates e manifestou a preocupação dos discentes. “Nós fazemos parte deste processo, temos o direito e o dever de trazer as nossas vivências e as nossas percepções. Nós, estudantes, também, nos preocupamos com a qualidade do ensino que nos é oferecido e queremos dar as mãos em razão de uma formação cada vez melhor”, disse.

A mesma preocupação foi manifestada pelos professores e coordenadores de cursos. Para Danyelle Marine, Coordenadora de Farmácia das Faculdades Integradas Maria Imaculada de Mogi Guaçu (SP) e Coordenadora da Comissão de Educação do CRF(SP), a Conferência marca o início de um processo de avaliação dos cursos e das instituições para melhor se adaptarem às Diretrizes. “E uma das ações mais importantes neste processo de avaliação é ouvir os egressos, saber que dificuldades encontraram, saber da importância do estágio e, depois, fazer um diagnóstico da realidade do ensino e melhorar e mercado”, afirmou.

Já a professora Rosário Hirata, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF/USP), a oportunidade de conhecer realidades de outros Estados. “O evento foi além das expectativas. Tive a oportunidade de debater sobre tudo que envolve a educação, desde a filosofia, passando pela operacionalidade das Diretrizes, até os problemas, passando, claro, pela incrível troca de experiências com educadores de outras instituições e outros estados”, disse.


HOMENAGENS – durante o evento, o CFF e Abernfarbio homenagearam dois farmacêuticos que se dedicam à educação com qualidade: Zilamar Costa Fernandes e José Aleixo Prates.

“Só tenho a agradecer a todos os companheiros de trabalho e, claro, a todos que acreditam que a educação é o melhor caminho. Sinto-me muito honrada com gestos de reconhecimento como este e, para mim, um dos melhores gestos de reconhecimento é encontrar com vocês professores e coordenadores que me recebem com um agradecimento e me chamam de professora”, declarou Zilamar Fernandes.

Por recomendações médicas, José Aleixo Prates não pôde comparecer ao evento e foi representado pelo seu filho, Júlio César Mendes e Silva, que agradeceu à Diretoria do CFF pela amizade e generosidade com que seu pai, sempre, foi recebido. “A vida do meu pai confunde-se com a história da Farmácia, e essa homenagem de duas instituições farmacêuticas é a realização de um sonho”, finalizou.

ELEIÇÕES – No dia 09 de junho, durante a Assembleia Geral da Abenfarbio, foi realizado o processo eleitoral para a Diretoria e Conselho Fiscal da entidade para o quadriênio 2011 – 2015. A única chapa inscrita – “Educação com qualidade” - foi eleita, por unanimidade, e é constituída pelos farmacêuticos:

Presidente: Carlos Cecy
Vice-Presidente: Geraldo Alécio de Oliveira
Secretária Geral: Eula Maria de Melo Barcelos Costa
1º Secretário: Celso Spada
Tesoureira: Gilcilene Maria dos Santos
1ª Tesoureira: Ilza Martha de Souza


Conselho Fiscal
Soraida Sozzi Miguel
Nilza Bachinski
Flávia Valladão Thiesen
Júlio César Mendes e Silva
Ângela Maria de Carvalho Pontes

 

Fonte: CFF
Autor: Veruska Narikawa

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