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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Programa do CFF vai balizar ações de saúde pública

Data: 23/12/2010

? CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA ACABA DE IMPLANTAR O REVOLUCIONÁRIO “SISTEMA DE MONITORAMENTO DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS” (SMSF). POR MEIO DELE, FARMACÊUTICOS QUE ATUAM, EM FARMÁCIAS COMUNITÁRIAS, PODERÃO REGISTRAR SEUS SERVIÇOS. AS INFORMAÇÕES PODERÃO SERVIR DE BASE PARA QUE AUTORIDADES DEFINAM AÇÕES DE SAÚDE PÚBLICA. O ACESSO AO PROGRAMA É GRATUITO PARA OS FARMACÊUTICOS.


? O SMSF está interligado ao “Programa de Educação Continuada Cruz Verde do CFF”, desenvolvido especialmente para atender ao Órgão. Ele tem por base o PR Vademécum, publicação que reúne relevantes informações para farmacêuticos, como interações medicamentosas, bulas, índices farmacológico, patológico e terapêutico.


 

As autoridades brasileiras, a partir de agora, têm mais uma rica fonte de informações em que poderão se balizar para definir ações de saúde pública. As informações são levantadas pelos farmacêuticos que atuam, em farmácias comunitárias. Esta valiosa contribuição dos profissionais ao setor é possível, graças ao SISTEMA DE MONITORAMENTO DE SERVIÇOS FARMACÊUTICOS (SMSF), que o Conselho Federal de Farmácia (CFF) acaba de implantar. O acesso ao Sistema é exclusivo ao farmacêutico. E gratuito.

O SMSF é um programa eletrônico, com acesso via Web, e não precisa ser instalado no computador da farmácia. Só o farmacêutico pode acessá-lo, por meio do site do CFF. Para tanto, é preciso que o profissional cadastre-se e gere uma senha, que será usada permanentemente, para realizar o registro dos serviços.

Revolucionário! É o mínimo que se pode dizer do SMSF. Prático, de fácil manuseio (não se gasta mais de 45 segundos para preencher o formulário com os dados de um cliente), o Sistema tem o mérito de revelar a prevalência de doenças e agravos de saúde de uma determinada população, a partir dos serviços farmacêuticos.

Por exemplo, numa comunidade, os farmacêuticos que atuam, nas farmácias, levantam dados e os registram no SMSF, no período de um ano. Esses dados captam um percentual x de pacientes hipertensos. Entre eles, há y diabéticos, sedentários e tabagistas. Os dados, quando cruzados, fazem uma radiografia autêntica da saúde da população.

É, aí, onde entra o Conselho Federal de Farmácia. O CFF tem acesso aos dados estatísticos (apenas estatísticos e jamais dos pacientes) acumulados no Sistema. O acesso aos dados estatísticos, ressalte-se, é exclusivo do Presidente do Conselho. Esses dados são interpretados pelo Órgão que, diante da revelação de um iminente ou já consolidado problema de saúde, deverá alertar as autoridades sanitárias, com vistas a que adotem ações para controlá-lo, revertê-lo.

Para o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, o SMSF, pela primeira vez, coloca os farmacêuticos no campo dianteiro da saúde, tornando as informações levantadas por eles como base para tomada de decisões das autoridades sanitárias. “Estamos levando o farmacêutico ao seu lugar: no front dos acontecimentos de saúde”, diz Souza Santos.

O uso do Sistema não é obrigatório. Contudo, é muito mais fácil usá-lo do que registrar os serviços em livros (em papel) apropriados exigidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O SMSF entrou em operação em 11 de novembro de 2010, dia em que o Conselho Federal de Farmácia fez 50 anos.

OS SERVIÇOS - Por meio do Sistema, os farmacêuticos comunitários farão o registro de todos os serviços que prestarem, nas farmácias, como a aferição de pressão arterial e da temperatura corporal, a determinação de glicemia capilar, aplicação de injetáveis, avaliação e/ou serviços de acompanhamento farmacoterapêutico, colocação de brincos e nebulização.

O SMSF foi idealizado pelo farmacêutico Cadri Awad, consultor e integrante da Comissão de Farmácia do CFF; acolhido pela mesma Comissão; desenvolvido e aprimorado pelo farmacêutico e consultor Rodrigo Magalhães, e aprovado pela Diretoria do CFF. O Diretor-Tesoureiro do Órgão, Edson Taki, é o Coordenador do Sistema.

Taki lembra que os farmacêuticos, no dia-a-dia de suas lidas à frente das farmácias comunitárias, ouvem muitos pacientes, prestam-lhes orientações e acumulam muitas informações. “Essas informações não poderiam ser desperdiçadas, pois são importantes para gerar dados que serão armazenados em nosso banco e poderão subsidiar o Ministério da Saúde”, disse ele.

O dirigente do Conselho Federal ressaltou a enorme capilaridade existente no setor comunitário. São aproximadamente 80 mil farmácias e mais de 100 mil farmacêuticos atuando. “Imagine os proveitos que esse gigantismo vai oferecer à saúde pública”, comemorou Edson Taki, enfatizando que o programa SMSF não é da farmácia, mas do farmacêutico.

INTERLIGADO AO PR VADEMÉCUM – Mas o SMSF não é apenas um programa de registro de serviços farmacêuticos. O Conselho Federal de Farmácia agregou a ele o Programa de Educação Continuada Cruz Verde do CFF, desenvolvido especialmente para atender ao Órgão, e que tem por base o “PR Vademécum”, uma riquíssima publicação que reúne completas e relevantes informações para farmacêuticos. A adaptação do “PR Vademécum” ao Sistema de Monitoramento de Serviços Farmacêuticos (SMSF) foi feita pela “Revista Kairus”, de São Paulo.

Rico e complexo, o Programa de Educação Cruz Verde oferece informações técnicas e científicas à distância, com vistas a capacitar os farmacêuticos. Ou seja, quando acessar o SMSF, o profissional terá a opção de se informar sobre quaisquer dos 12 temas oferecidos: Manual de Boas Práticas I, Manual de Boas Práticas II, ética, cuidados na dispensação, serviços voltados à terceira idade, higiene e cuidados, gestão farmacêutica e a RDC 44/10, medicamentos (farmacotécnica básica), hipertensão, dores abdominais, AVC (Acidente Vascular Cerebral), Polivitamínicos.

O Programa Cruz Verde do CFF traz informações sobre as possíveis interações relacionadas a todos os medicamentos, bulas, índices farmacológico, patológico e terapêutico.

Avançado, o Programa oferece, ainda, imagens interativas do corpo humano (inteiro e órgão por órgão), além de textos com provas e informações sobre anatomia, fisiologia, fisiopatologia, farmacologia e outras. O programa está abrigado numa plataforma E-Learning. Farmacêuticos Interessados em realizar as provas receberão certificado. O acesso é feito, por meio do site do CFF. E é gratuito.

Fonte: CFF
Autor: Aloísio Brandão

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