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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Conselho Federal de Farmácia: 50 anos conectado à sociedade

Data: 19/11/2010

Onze de novembro de 1960: o “Diário Oficial da União” traz, em suas páginas, a Lei 3820, criando o Conselho Federal de Farmácia (CFF). A partir daí, a profissão farmacêutica não será mais a mesma. A criação do Órgão gerou impactos positivos na sociedade, reescreveu a relação entre farmacêuticos e a população, trouxe um norte ético aos profissionais e ajudou a promover a saúde. Na quinta-feira (11.11), realizamos uma solenidade, no Senado, para comemorar o cinqüentenário da publicação da Lei que criou o Conselho. E tínhamos motivos de sobra para festejar a data.

O CFF teve como embrião a luta dos farmacêuticos em favor de uma entidade politicamente forte, com poderes legalmente constituídos e com abrangência nacional que lhes desse uma bússola ética e levantasse alto as suas bandeiras para frear a onda soprada pelo interesse econômico cujo objetivo era acabar com a primazia da propriedade das farmácias pelos farmacêuticos, transferindo-as para as mãos de leigos absolutamente desqualificados para o ofício.

Ora, tirar o farmacêutico da farmácia fragilizava a sociedade, que perdia o aliado que a salvaguardava dos malefícios dos medicamentos. Ali, iniciava-se o processo de mercantilização dos estabelecimentos farmacêuticos. Farmácias viraram mercearias; medicamentos transformaram-se em mercadorias, quando, em verdade, são um bem social destinado a manter a saúde e a curar doenças.

Mas era preciso reagir. Foi, então, que um grupo de farmacêuticos dirigiu-se ao Presidente Juscelino Kubitschek, para lhe pedir a criação da entidade. Dias depois, JK enviou à Câmara, em regime de urgência, um Projeto de Lei propondo a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Farmácia. No Legislativo, a proposta foi acolhida pelo Deputado Ulysses Guimarães, que deu celeridade à sua tramitação e se empenhou para que a matéria fosse aprovada. Os farmacêuticos, tendo à frente o CFF, reagiram bravamente contra as pressões do poder econômico.

A partir dos anos 80, iniciou-se o processo de recuperação dessas perdas, com o fortalecimento da atenção farmacêutica, graças à disseminação dos princípios da Farmácia Clínica, um movimento que se espalhou pelo mundo. Nós, então, passamos a mostrar à sociedade que é impraticável se chegar ao sucesso da terapêutica medicamentosa, sem os nossos serviços profissionais.

O CFF foi além questões éticas. Em minha gestão, o Órgão avocou responsabilidades em outras áreas, que induziram o fortalecimento da profissão. Implantamos políticas de qualificação técnico-científica, reforçadas pela criação da Fundação Brasileira de Ciências Farmacêuticas, responsável pelos cursos de pós-graduação que estamos oferecndo aos farmacêuticos.

Entendemos que, mais capacitados e imbuídos de responsabilidade social, os farmacêuticos se fortalecem e prestam serviços com qualidade à população. A população é a razão de existir do CFF e dos nossos serviços profissionais. Por isso, o Órgão, sempre, marchou conectado à sociedade.
Mais: o Conselho resgatou a auto-estima dos profissionais; implantou os Conselhos Regionais, em todos os Estados; disseminou entre farmacêuticos a cultura da busca permanente por conhecimentos universais e humanísticos; propagou-lhes o sentido de responsabilidade social como profissionais da saúde; promoveu discussões que levaram à reformulação do ensino nas Universidades; e incluiu os farmacêuticos nos programas de atenção básica do SUS (Sistema Único de Saúde).

Também, regulamentamos, por meio de resoluções, todas as 74 atividades exercidas, hoje, pelos farmacêuticos em todas as suas áreas de atuação. Isso dá parâmetros e segurança aos fazeres profissionais.

Por tudo isto, comemoramos o nosso jubileu de ouro, numa solenidade que reuniu muitos Senadores, entre eles a nossa querida Lúcia Vânia (PSDB-GO), e Deputados Federais; lideranças farmacêuticas, empresários do setor, profissionais e estudantes de Farmácia, diretores de Conselhos e entidades da Saúde. O Presidente da FIP (Federação Farmacêutica Internacional), o suíço Michel Buchmann, veio de Genebra exclusivamente para participar da cerimônia.

O CFF é instituição sólida e grande, porque é focada no bem-estar da população, na promoção da saúde e no crescimento da profissão farmacêutica.
 

 

Fonte: Diário da Manhã
Autor: Jaldo de Souza Santos, Presidente do Conselho Federal de Farmácia. E-mail: presidencia@cff.org.br

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