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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Presidente do CFF é destaque na imprensa goiana

Data: 16/11/2010

Jaldo de Souza Santos, um dos maiores ícones da Farmácia nacional e mundial

Eu acredito que para nascer, Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, tenha negociado, não sei se com Deus, ou com um dos seus representantes, para que, ao desembarcar na terra, dedicaria sua vida inteira à causa da Farmácia. Esse é o trato que eu imagino, e que, diuturnamente, ele vem se dedicando, de corpo e alma, há quase seis décadas.

Aos dez anos de idade (1944), Jaldo de Souza Santos, acompanhando a mudança familiar de Aquidauana (MS), para a nascente Iporá (GO), a convite do seu cunhado, Israel de Amorim, presenciou a liderança do histórico construtor do município, que ainda não satisfeito, plantou e ajudou a colher outras cidades, no Oeste Goiano.

Em 1946, Jaldo foi para Goiânia, estudar no tradicional colégio Ateneu Dom Bosco, onde concluiu o Ginasial e o Ensino Médio (na época, o Científico). Lá, definitivamente, começou a viver a história da Farmácia, que nunca mais saiu do seu corpo e da sua alma. Cursando o último ano do Científico, Jaldo (com cabeça já voltada para a Farmácia) foi um dos líderes da insólita e solidária greve com os profissionais da Farmácia, que reagiram contra a edição da “Lei Pedroso Júnior”, que prejudicava sensivelmente os graduados em Farmácia. Como não poderia ser diferente, a greve que não tinha nada, absolutamente nada a ver com o Ateneu, a sua razão desentendeu a direção do estabelecimento de ensino. Convocados para uma reunião, os líderes grevistas, ameaçados de exclusão da escola, em companhia do presidente do Centro Acadêmico XII de Outubro, da Faculdade de Farmácia de Goiaz, Durval Veiga, convidado por iniciativa do Jaldo, dele ouviu a direção da escola, uma explicação tão eloquente e não imaginada, que tudo se resolveu:
— Imagina, o senhor padre (Valentim Cricco), se fosse editada uma lei, agora, transformando coroinha, em padre?

A tensão que dominava Jaldo e seus colegas foi suavizada pelas risadas do padre Conselheiro Nelson Carlos Del Mônaco e demais membros da diretoria da Escola. Depois de um pedido público de desculpas, por parte dos grevistas, a expulsão do grupo foi revista e esquecida. Desse episódio, definitivamente, nasceu à liderança classista de Jaldo de Souza Santos.

Dentro da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Goiaz, Jaldo foi presidente do Centro Acadêmico II de Outubro, graduando-se, no dia 14 de dezembro de 1956, tendo como paraninfo, o governador farmacêutico, José Ludovico de Almeida (1955/1959).

Antes da graduação do Jaldo, em Farmácia, seus dois irmãos, Alberto de Sousa Costa e José haviam se formado (na mesma turma) também em Farmácia, pela Faculdade de Farmácia e Odontologia do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói. Jairo, o quarto e último dos irmãos a optar, pela mesma profissão, formou-se em 1958, pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do estado do Paraná. Atualmente, o que a família Rassi têm de médicos, os Sousa Santos, têm de farmacêuticos em Goiás.

Depois de uma negociação familiar que envolveu o irmão Alberto, Jaldo e o mano, adquiriram, em 1956, a Farmácia do Povo, na confluência das ruas 55 e 68, centro de Goiânia, antigo Bairro Popular. A longevidade da Farmácia do Povo, ainda em 2010, de propriedade de Jaldo, é a mais antiga em todo comércio varejista goianiense. Quando a agenda do Jaldo permite, é da lá, da Farmácia do Povo, aos finais de semana, que ele impausadamente (Jaldo merece o neologismo) vive a sua paixão da Farmácia, com a intensidade que é só dele.

A trajetória de líder classista de Jaldo teve sequência ao ser eleito, por vários mandatos, presidente do Conselho Regional de Farmácia de Goiás. Depois de representar o CRF, como Conselheiro Federal, Jaldo eleito em 1998, presidente do Conselho Federal de Farmácia, vem sendo reconduzido, desde então, para o cargo, pelos seus pares conselheiros.

Reconhecido em todo Brasil como um dos maiores nomes da Farmácia nacional, respeitadíssimo e admirado em todos os continentes, pelo seu trabalho para melhor atender anseios da categoria e, por conseguinte da sociedade, o também advogado e escritor de textos técnico-científicos, é um colecionador de homenagens, títulos de cidadania, comendas, prêmios nacionais e internacionais. Ainda, membro titular das casas de Farmácia mais importantes do mundo.

Jaldo detém a incrível marca, em seu segmento de representação classista, ao ser convidado, algo em torno de 300 vezes, para patrono e paraninfo de turmas de formandos.

Ao biografá-lo, em 2007, viajando com ele, em busca da sua história para materializá-la no livro Jaldo de Souza Santos, 50 anos dedicados à Farmácia, presenciei a sua grandeza como líder classista, em diversas solenidades, sobretudo, a sua receptividade tão humana e generosa com o universo que dele se aproxima.
 

 

 

Fonte: Jornal Diário da Manhã
Autor: Ubiraja Galli

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