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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

CFF faz 50 anos, transformando a cena farmacêutica brasileira

Data: 11/11/2010

Uma solenidade realizada, hoje (11.11.10) pela manhã, no Auditório Petrônio Portela, no Senado, comemorou os 50 anos de criação do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Exatamente, no dia 11 de novembro de 1960, o “Diário Oficial da União” publicava a Lei 3820, criando o CFF e os Conselhos Regionais. O tema recorrente na solenidade foram os impactos positivos gerados pela criação do Órgão junto à profissão e à saúde, no Brasil. O Ministério das Comunicações e os Correios lançaram, durante o ato, um carimbo alusivo ao cinqüentenário do Conselho. Senadores e Deputados Federais, lideranças farmacêuticas, empresários do setor e farmacêuticos estiveram presentes à cerimônia. O Presidente da FIP (Federação Farmacêutica Internacional), o suíço Michel Buchmann, veio de Genebra a Brasília exclusivamente para participar do evento.

O Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, foi o primeiro a discursar, na solenidade. Começou, dizendo que não foi comum o dia em que o grupo de farmacêuticos dirigiu-se ao Presidente Juscelino Kubitschek, que se encontrava, em Petrópolis (RJ), para lhe pedir que criasse o Órgão, “porque o tempo gerava um grande acontecimento dentro do coração daqueles homens”. Citou o mineiro Aluízio Pimenta como um dos integrantes do grupo. Pimenta estava presente ao ato solene.

Souza Santos disse que, também, seria um dia comum, aquele 11 de novembro de 1960, “não fosse o ‘Diário Oficial da União’ ter publicado a Lei 3820, criando o Conselho Federal de Farmácia (CFF)”. Frisou que não é comum o dia de hoje, “porque festejamos, aqui, a vitória da utopia sobre o deserto humano; da luta sobre a inércia; da saúde sobre a doença. Festejamos os 50 anos do Conselho Federal de Farmácia”.

O foco do seu pronunciamento foi a expansão da profissão farmacêutica. O Brasil conta, hoje, com 340 cursos de Farmácia e com 140 mil farmacêuticos atuando em 74 diferentes atividades, todas regulamentas pelo CFF. Lembrou as ações do Conselho na área do ensino. Entre elas, estão as discussões sistemáticas, travadas em todas as edições da Conferência Nacional de Educação Farmacêutica. Dessas discussões, surgiram propostas de mudanças do modelo curricular dos cursos de Farmácia. Elas foram votadas e aprovadas, nas Conferências, e encaminhadas ao MEC (Ministério da Educação), que as instituiu, em 2002. A principal alteração estabelecida nas Diretrizes foi a implantação da formação generalista.

CURSOS – Ainda na área da educação, ressalte-se a política de qualificação profissional instituída pelo CFF, na gestão do Dr. Jaldo de Souza Santos. Ela está transformando a cena profissional, à medida em que vem capacitando farmacêuticos para que sirvam bem à sociedade.

Graças a esta política, foram implantados vários cursos. São eles: “Atenção Farmacêutica na Farmácia Comunitária” (presencial), que está sendo ministrado, em todas as capitais brasileiras e, em 2011, será disponibilizado, via Web; “Como enfrentar e vencer a concorrência no mercado de alta competitividade”, já em andamento. Em 2011, inicia-se, também, o curso “Gestão Farmacêutica em Farmácia Comunitária”, com carga horária de 40 horas. Nesta semana, a Comissão de Radiofarmácia do CFF realizou mais uma reunião, com vistas à criação do curso de especialização em Radiofarmácia, de 360 horas aula.

A criação da Fundação Brasileira de Ciências Farmacêuticas pelo CFF foi outra medida relevante do Órgão, na área da educação. A Fundação é a responsável pela produção e difusão de cursos de pós-graduação para farmacêuticos.

O Presidente do CFF falou, ainda, da alegria e da emoção de receber os convidados para a solenidade. Ele salientou a importância do Presidente Juscelino Kubitschek e do Deputado Ulysses Guimarães para a criação do Conselho Federal. JK foi o responsável por encaminhar à Câmara dos Deputados, em regime de urgência, Projeto de Lei criando o Órgão, e Ulysses deu celeridade ao trâmite da proposta, à sua votação e aprovação.

HOMENAGEM A JK - Um momento de emoção, na solenidade, foi quando a neta de JK, Anna Christina Kubitschek, recebeu de Dr. Jaldo de Souza Santos uma placa em homenagem póstuma do CFF ao seu avô. Ela agradeceu, dizendo: “Em nome da família Kubitschek, do Memorial JK e dos candangos que, aqui, vieram trabalhar na construção da cidade, quero dizer que esta homenagem significa muito para todos nós. O meu avô, como médico, ficaria muito feliz com esta homenagem”.

Outro pronunciamento foi do farmacêutico Aluízio Pimenta, de 87 anos. Ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, professor na Universidade de Londres, Ex-Ministro da Cultura no Governo Sarney, Dr. Aluízio Pimenta integrou o grupo que pediu a JK a criação do CFF. Ele integrou a primeira diretoria do CFF e foi o seu segundo Presidente. Pimenta brindou os convidados presentes à solenidade, citando passagens de sua vida, durante o período em que viveu fora do Brasil, por ocasião do regime militar. Citou que visitou muitos países socialistas e capitalistas e, em todos, viu a importância dos farmacêuticos para a saúde pública e privada.

Já a Deputada Federal e farmacêutica Alice Portugal (PCdoB-BA) usou da tribuna do auditório Petrônio Portela para ressaltar que os 50 anos de criação do CFF são, também, os 50 anos de afirmação da profissão farmacêutica. “No exato momento em que o CFF foi criado e a profissão deu sinais de avanços, veio a ditadura e refreou o nosso processo de crescimento, e a Farmácia encolheu-se. As farmácias foram levadas ao capitalismo desmedido e ao mercantilismo. Mas os farmacêuticos e as organizações profissionais reagiram e retomaram o avanço e a auto-afirmação”, lembrou Alice Portugal, reeleita Deputada pela Bahia. Fez questão de dizer que, na Câmara, é uma “farmacêutica-deputada” e não uma “deputada-farmacêutica”.

Alice Portugal alertou para a necessidade de os farmacêuticos adentrarem mais ainda no SUS (Sistema Único de Saúde), e pediu que sejam garantidas melhores remunerações aos laboratórios de análises clínicas que, sempre, prestaram serviços com muita qualidade. E concluiu: “O desenvolvimento tecnológico deve estar em consonância com o desenvolvimento profissional”.

OTIMISMO – O Presidente da FIP (Federação Farmacêutica Internacional), o suíço Michel Buchmann, fez um pronunciamento ressaltando o otimismo dos brasileiros. “Espero que esse sentimento espalhe-se pelo mundo”, sublinhou. Disse saber que a profissão farmacêutica exercida, no Brasil, já ultrapassou limites de vários países. Buchmann destacou a importância do trabalho interprofissional na saúde e os desafios que os farmacêuticos vêm enfrentando, com vistas a melhorar a saúde das pessoas, no mundo.

SELO E CARIMBO - O Ministério das Comunicações e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos lançaram, durante a cerimônia, o carimbo comemorativo e o selo personalizado alusivos aos jubileu de ouro do CFF. O carimbo circula nos selos e correspondências das instituições que pleiteam sua emissão. Assim, ele propaga o Conselho Federal, por meio da imagem e legenda

O carimbo será aplicado no selo personalizado, composto com imagens do Congresso Nacional e da Bandeira Brasileira, e a logomarca dos 50 anos do CFF, marcando o cinquentenário do Órgão. A logo do Conselho foi projetada em dourado pelo designer Francisco das Chagas Medeiros do Nascimento. O ato de lançamento das peças filatélicas contou com a presença do Diretor Regional dos Correios, em Brasília, José Luiz Martins Chinchilla.

HOMENAGEM AOS EX-PRESIDENTES – Os Ex-Presidentes do CFF, Aluísio Pimenta, Márcio Fonseca, Ângelo José Colombo, Carlos Cey, Jairo de Souza Santos, Humberto Figliuolo, Thiers Ferreira, Luiz Ítalo Niero, Gustavo Baptista Éboli e Arnaldo Zubioli foram homenageados com uma miniatura de uma farmácia. Réplicas foram, também, entregues às autoridades políticas presentes.

TRANSFORMAÇÕES – A criação do Conselho Federal ampliou completamente os horizontes farmacêuticos brasileiros. O CFF criou uma base ética que deu parâmetros à profissão e a fortaleceu, com a adoção de políticas de qualificação profissional, com o resgate da auto-estima dos farmacêuticos; com a implantação de Conselhos Regionais, em todos os Estados; com a disseminação da cultura da busca permanente por conhecimentos universais e humanísticos; com a propagação do sentido de responsabilidade social; com outras lutas, como a que resultou na inclusão dos farmacêuticos no Sistema Único de Saúde; com a edição de resoluções que regulamentam as 74 atividades exercidas, hoje, pelos farmacêuticos em todas as suas áreas de atuação; e com a aproximação do CFF de todas as instituições internacionais do setor, como a Organização Mundial da Saúde, a Federação Farmacêutica Internacional (FIP), o Fórum Farmacêutico das Américas (FFA).

EXPOSIÇÃO – As comemorações contaram, ainda, com uma exposição de imagens e objetos alusivos às antigas farmácias, na Câmara dos Deputados (Anexo II). Cinco divisões traduzem a história da profissão: “No Tempo das Boticas”; “A Farmácia na Antiguidade”; “ A cura do Corpo e da Alma”; “Surgem os Cursos de Farmácia” e “Os 50 Anos do Conselho Federal de Farmácia”. A exposição encerrou-se, nesta quinta-feira.
 

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do CFF.

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