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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

Farmacêuticos: desafios e comemoração

Data: 24/09/2010

A FIP (Federação Internacional Farmacêutica), órgão máximo da profissão, no mundo, e da qual o Conselho Federal de Farmácia é membro, instituiu, recentemente, por meio de votação, 25 de setembro como o Dia Internacional dos Farmacêuticos. A decisão não altera as datas já sacramentadas por cada país para comemorar o Dia consagrado à nossa profissão. Mas o núcleo deste meu artigo, a reboque da votação da FIP, está na resposta a esta pergunta: os farmacêuticos têm o que comemorar? Eu respondo que sim.

No mundo inteiro, em maior ou menor grau, os farmacêuticos têm o que festejar, ainda que transatlânticos de dificuldades cruzem os seus horizontes. Eles jamais perderão o norte, que é servir às pessoas. Ele é um aliado da vida, promovendo a cura das pessoas. Diz o livro “Eclesiástico” 38 que “o farmacêutico promove a cura e mitiga a dor, faz perfumes e compõe ungüentos úteis à saúde, e o seu trabalho não terá fim”.

Se nos debruçarmos, pouco que seja, em estudar a história da humanidade, lá, encontraremos o farmacêutico como figura central. Mas se a nossa profissão faz lembrar as suas fundas raízes históricas, ao mesmo tempo, aponta para o presente e o futuro, onde, novamente, o farmacêutico ocupa lugar estratégico e central.

Atualmente, no Brasil, os quase 140 mil farmacêuticos exercem 74 diferentes atividades. Poucas profissões chegam a tanto. E cada uma delas exige um nível de excelência e capacitação técnico-científica inimaginável. Todas estas atividades foram regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF).

As atividades vão da assistência prestada, nas farmácias, drogarias e hospitais públicos e privados à genética, passando pela pesquisa de uma molécula que dará origem a um novo medicamento; pelas indústrias (de medicamentos, alimentos e cosméticos), análises clínicas e toxicológicas; citopatologia, radiofarmácia, fiscalização, vigilância sanitária, controle de qualidade, magistério, entre outras.

Não importa que atividade abrace. O farmacêutico estará, sempre, vislumbrando a promoção da saúde, a defesa da melhoria da qualidade de vida. É o resguardo da vida que o move, quando ele, durante dez ou mais anos, pesquisa, de sol a sol, uma nova molécula para o desenvolvimento de um medicamento inovador que irá curar uma doença ainda intratável.

E quando está ao microscópio do laboratório de análises clínicas ou citopatológico, o farmacêutico não é tocado por outra força, que não o desejo de colaborar com o diagnóstico de uma doença, para curá-la. De sorte que a manutenção da saúde e cura de doenças é que dão sentido à lida farmacêutica. Portanto, há o que comemorar, sim.

Quando cidadãos, não importam a fundura do seu bolso, a cor de sua pele ou a religião que professam, vão à farmácia, eles sabem que, ali, receberão do farmacêutico a palavra certa (entenda a orientação sobre o uso correto dos produtos farmacêuticos) que irá livrar-lhe de reações indesejáveis ao uso do medicamento.

Um aspecto relevante da profissão, no Brasil: os farmacêuticos assumiram importantes papéis sociais como profissionais da saúde, prestando, dentro das farmácias e drogarias, serviços que vão além da orientação sobre medicamentos. Eles estão atuando no campo da atenção básica ou primária.

Com a população envelhecendo, no País (e no mundo) e com outras causas constantes da sociedade contemporânea, como o sedentarismo e a ingestão de produtos contaminantes, doenças, a exemplo do diabetes, hipertensão e osteoporose, estão se avolumando, causando um grande impacto social e, também, nos cofres dos sistemas público e privado de saúde.

Este novo contexto sanitário é um desafio extraordinário para o farmacêutico cujos cuidados diferenciados estão minorando o sofrimento dos portadores dessas doenças e proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida.

Para enfrentar estes novos desafios que a sociedade lhe impõe, por confiança, o farmacêutico está se qualificando, com rigor e complexidade. Cursos, como “Atenção farmacêutica na farmácia comunitária” (ou comerciais), ministrado pelo CFF, e “Aperfeiçoamento em diabetes para farmacêuticos”, do CFF, Ministério da Saúde e outros órgãos do setor, alcançam os profissionais, onde quer que estejam. Este último irá qualificar 80 mil farmacêuticos, em todo o País.

Portanto, um novo farmacêutico está expandindo as suas fronteiras e levando os seus serviços a um número cada vez maior de cidadão. E sem burocracia, sem filas, mas com qualificação e humanismo. Então, não é para se comemorar?
 

Fonte: CFF
Autor: Jaldo de Souza Santos, Presidente do Conselho Federal de Farmácia. E-mail: presidencia@cff.org.br

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