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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

O farmacêutico e o diabetes

Data: 23/08/2010

 Estreou, nesse sábado (21.08.10), em Brasília, o Curso de Aperfeiçoamento em Diabetes para Farmacêuticos. O curso é prático, tem duração de oito horas e, até julho de 2011, pretende aprimorar os conhecimentos em diabetes de 80 mil farmacêuticos de todo o País, na forma presencial e via web. “Este é o caminho para o farmacêutico: qualificar-se profundamente, para servir melhor à sociedade. E é o melhor caminho para as pessoas com diabetes: contar com os serviços dos farmacêuticos, nas farmácias comunitárias”, disse o Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, em discurso proferido na abertura do evento.


Realização da Associação de Diabetes do Brasil (ADB), Federação Internacional de Diabetes (IDF – sigla em inglês), Ministério da Saúde, Conselho Federal de Farmácia (CFF), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o curso é fruto de um esforço de organismos em saúde, com vistas a enfrentar, por meio da assistência prestada pelos farmacêuticos comunitários, a doença que já é considerada uma pandemia que, só no Brasil, afeta 12 milhões de pessoas.


EDUCAR É PRECISO - Os organismos de saúde estão convencidos de que a medida mais eficaz de prevenção, diagnóstico e controle do diabetes é a educação. “Não adianta o paciente ter acesso à mais moderna tecnologia, aos medicamentos de última geração, se ele não estiver educado para aceitar a doença, reconhecer a importância do tratamento e aderir ao mesmo, promover profundas mudanças de hábitos e descobrir que pode ter boa qualidade de vida, convivendo com a doença”, explicou ao “Site do CFF” a médica endocrinologista Denise Reis Franco (SP), Coordenadora do Programa de Educação da ADJ (Associação de Diabetes Juvenil). Ela é uma das ministradoras do curso.


A ADJ foi fundada por pais de crianças e adolescentes com diabetes e tem o objetivo de promover educação em diabetes para portadores, familiares, profissionais de saúde, bem como para toda a comunidade. A entidade, filiada à IDF, realiza atendimento gratuito, organiza campanhas de prevenção e detecção em diabetes; faz palestras educativas e cursos, e conta com uma rede de voluntários multidisciplinar na área da saúde. A ADJ possui mais de 12 mil associados, em todo o Brasil.


A necessidade de se educar o portador de diabetes é reforçada pela Graça Maria de Carvalho Câmara, Psicóloga do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e especialista em Educação em Saúde. Graça, também, ministra aulas no Curso de Aperfeiçoamento em Diabetes para Farmacêuticos. “É preciso treinar profissionais da saúde, para que eles sejam educadores em diabetes. Um dos maiores desafios que os profissionais enfrentam é o de convencer a pessoa diabética a ser uma agente de mudanças de si mesma. E isso só se consegue com educação”, argumenta Graça Carvalho Câmara.


O Presidente da Força Tarefa da Federação Internacional de Diabetes e Diretor Governamental da Associação de Diabetes do Brasil e um dos coordenadores do curso, Sérgio Metzger, reforça o caráter do evento: “Tudo, neste curso prático, gira em torno de se buscar a educação da pessoa diabética, por meio dos serviços farmacêuticos”, enfatiza.


FACILIDADES – Metzger apresentou dados ao “Site do CFF” que traduzem a importância de se aprimorar os conhecimentos dos farmacêuticos em diabetes, para que eles atuem como agentes educadores junto aos portadores da doença. “Cada pessoa vai, em média, duas vezes por ano ao médico e oito vezes à farmácia, no mesmo período. Portanto, o farmacêutico é estratégico na prevenção e no controle da doença”, disse Sérgio Metzger, lembrando as facilidades encontradas pelos pacientes, ao serem atendidos pelos farmacêuticos.


O Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos, frisa que os farmacêuticos presentes às farmácias atendem sem burocracia. “Os clientes não precisam marcar horário, nem entrar em fila, nem pagar para ser orientados pelos farmacêuticos que são, por excelência, educadores. O curso vai ajudar a mudar o quadro do diabetes, no Brasil, com a participação dos farmacêuticos nas ações de prevenção e controle da doença”.
Outros professores do curso, igualmente autoridades em diabetes, são os farmacêuticos Roberto Bazotte, professor titular de Farmacologia da Universidade Estadual de Maringá (PR); José Vanilton de Almeida, especialista em Manipulação Magistral Alopática e Coordenador do Departamento de Farmácia da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD); e Sílvia Ferreira Lima Cavalheiro, Membro do Conselho Consultivo da ADJ e educadora em diabetes. Os três reiteram que o farmacêutico ocupa um lugar estratégico na detecção, prevenção e tratamento do diabetes.


ABERTURA – A primeira edição do Curso de Aprimoramento foi realizada, no Hotel Nacional, em Brasília, das 8 às 18 horas do sábado (21.08). Uma breve solenidade abriu o evento. A Mesa de abertura contou com as presenças do Presidente do CFF, Jaldo de Souza Santos; do Diretor Governamental da Associação de Diabetes do Brasil, Sérgio Metzger; do Diretor do DAF (Departamento de Assistência Farmacêuica) do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior; da Presidente da Fenafar (Federação Nacional de Farmacêuticos), Célia Gervásio; do Presidente da Feifar (Federação Interestadual de Farmacêuticos), Danilo Caser; da Coordenadora do Programa de Educação da ADJ (Associação de Diabetes Juvenil), médica endocrinologista Denise Reis Franco; do Vice-Presidente Executivo do Sindusfarma, farmacêutico Lauro Moretto.


NÚMEROS PREOCUPANTES - O diabetes já é considerado uma pandemia. A doença afeta cerca de 246 milhões de pessoas, em todo o mundo. Até 2025, a previsão é de que esse número chegue a 380 milhões. No Brasil, de acordo com o Vigitel 2007 (Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis), a ocorrência média de diabetes na população adulta (acima de 18 anos) é de 5,2%, o que representa 6.399.187 de pessoas que confirmaram ser portadoras da doença. O diabetes atinge 18,6% da população com idade superior a 65 anos.


Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do CFF.  

 

 

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