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"A Farmácia é una" (Jaldo de Souza Santos, Presidente do CFF)

Data: 17/05/2010

 

O Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, foi, no mínimo, incisivo no pronunciamento que fez, na abertura do “37º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas” (CBAC), no dia 16.05.10 (domingo), no Centro de Convenções de Goiânia (GO). Ele afirmou que “a Farmácia é “una e não aceita divisionismo”. As palavras de Souza Santos referiram-se à reforma promovida no ensino farmacêutico, por meio das Diretrizes Curriculares, implantadas, em 2002. A reforma, entre outras mudanças, instituiu o modelo generalista nos cursos de Farmácia e acabou com o título de bioquímico e outros, na graduação. O 37º CBAC vai até o dia 20.05 e acontece paralelamente ao “10º Congresso Brasileiro de Citologia Clínica”.

O discurso de Souza Santos serviu de rebate a alguns críticos do novo modelo pedagógico, que atribuem ao CFF a implantação da formação generalista, que levou ao fim do título de bioquímico. O Presidente do Conselho Federal de Farmácia fez questão de relembrar que o papel do CFF, no contexto das transformações no ensino, foi o de fomentar o debate em torno de um novo modelo pedagógico e de criar as condições para que o debate fosse realizado.

“O ensino já não respondia mais às demandas que partiam da sociedade, dos serviços público e privado de saúde e do mercado empregador, e todos concordavam com isso”, disse Souza Santos ao “Site do CFF”. Acrescentou que os envolvidos com o ensino (coordenadores de curso, professores, alunos e especialistas) manifestavam a sua opinião favorável a uma mudança, no setor, contudo não estavam articulados como uma classe, nem possuíam ferramentas para iniciar as reflexões sobre o tema. “O que nós fizemos, então, foi oferecer a todos as condições para que o debate fluísse, sem interferir no pensamento”, frisou o Presidente do CFF.

Para tanto, reforça o dirigente do Conselho, o órgão criou fóruns especiais, que são a Conferência Nacional de Educação Farmacêutica, o Fórum Nacional de Ensino Farmacêutico e o Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Farmácia, em várias edições. “Eles foram – e continuam sendo – o espaço democrático onde a proposta das Diretrizes foi elaborada, aprovada e encaminhada para o Conselho Nacional de Educação. E, depois de aprovadas, continuamos promovendo os debates, com vistas a oferecer às instituições de ensino formas de os cursos adaptarem-se ao novo modelo”, salienta Dr. Jaldo de Souza Santos.

Aos presentes à abertura do Congresso de Análises Clínicas, o Presidente do CFF reiterou que as mudanças que levaram ao fim do título de bioquímico foram empreendidas pela própria Academia (os cursos de Farmácia), durante os debates. “O título deixa de ser oferecido, na graduação, mas os farmacêuticos que o quiserem, poderão obtê-lo, desde que façam o curso de especialização profissional em Análises Clínicas credenciado pelo Conselho Federal de Farmácia ou que tenham adquirido o Título de em Análises Clínicas expedido pela SBAC.

Para Souza Santos, o importante é que o ensino brasileiro de Farmácia está formando profissionais mais preparados, porque o conteúdo dos cursos é mais complexo, apresenta mais diversidade e profundidade. Lembrou que, em 2009, o CFF conseguiu convencer o Conselho Nacional de Educação a regulamentar o tempo dos cursos de Farmácia em 4 mil horas, sendo cada aula com 60 minutos. “É um avanço, se pensarmos que havia cursos definindo os seus tempos em menos de 2.500 horas. É impossível se formar um profissional com a complexidade, as habilidades, a responsabilidade social e o senso crítico como os farmacêuticos, com menos de 4 mil horas”.

Disse mais: que o novo modelo de ensino está começando a criar uma plataforma de conhecimentos nas áreas humanas e promovendo a consciência de responsabilidade social nos acadêmicos. Para Dr. Jaldo de Souza Santos, o processo de transformações, ainda, está em curso e poderá levar mais um tempo para atingir a sua plenitude. Mas é um caminho. “Agora, temos um rumo”, concluiu.

Pelo jornalista Aloísio Brandão,
Assessor de Imprensa do CFF.
 

Fonte: CFF

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