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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

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Trabalho sobre inovação terapêutica no Brasil será apresentado em encontro na Holanda

Data: 09/01/2017

O "Nível de inovação terapêutica dos novos medicamentos registrados no Brasil no período de 2006 a 2015", é o título do trabalho realizado pelo farmacêutico Rogério Hoefler, do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Federal de Farmácia (Cebrim/CFF), como requisito para a conclusão do curso de mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Brasília (UnB).

A pesquisa teve orientação da Dra. Janeth Oliveira Silva Naves e será apresentada, no dia 11 de janeiro, no evento Utrecht - WHO Winter Meeting 2017 - WHO Collaborating Centre for Pharmaceutical PolicyRegulation (Encontro de Inverno do Centro Colaborador da OMS para Políticas Farmacêuticas e Regulação) pela coautora, Teresa Leonardo Alves, que cursa doutorado na Universidade de Utrecht, Holanda.

De acordo com Rogério Hoefler, a abordagem dos critérios que definem o valor terapêutico adicionado de um novo medicamento podem apoiar decisões em políticas de saúde e orientar a prática clínica. "Escolhi este tema em razão da experiência de mais de uma década adquirida nas atividades realizadas no Cebrim/CFF. Nosso estudo teve como objetivo avaliar o nível de inovação terapêutica dos novos medicamentos aprovados no Brasil em um período de 10 anos, e se eles cobrem as necessidades de saúde pública do país", explica.

Resultados

No período em estudo, foram obtidas 194 licenças para novos medicamentos, no Brasil. Destes, 109 (56,2%) foram avaliados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), nove (8,3%) dos quais foram considerados inovadores. Cento e quarenta e sete dos 194 (75,8%) foram avaliados pela Prescrire, doze (8,2%) dos quais foram considerados inovadores. Oitenta dos novos medicamentos foram avaliados por ambas as organizações, mas a concordância entre elas foi baixa.

Antineoplásicos, imunossupressores, antidiabéticos e antivirais foram as classes terapêuticas mais frequentes. Vinte e cinco medicamentos da amostra (12,9%) foram selecionados pelo Ministério da Saúde para serem incorporados às listas de cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). Destes, seis foram considerados terapeuticamente inovadores. Um terço dos medicamentos aprovados se destinava ao tratamento de condições de saúde que figuravam entre as 15 principais da carga de doença no Brasil em 2008.

O autor acredita que estes levantamentos tendem a contribuir para as discussões relativas ao acesso e ao uso racional de medicamentos, na medida em que questionam a alegada inovação na área de medicamentos. "A pesquisa pode servir de subsídio aos gestores, profissionais da saúde e operadores do direito, para discutirem com maior propriedade a incorporação de novos medicamentos aos sistemas de saúde", conclui.

Leia o trabalho na íntegra.

 

Fonte: Comunicação do CFF

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