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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Dengue, chikungunya e zika

Identificadas proteínas que tornam o zika letal

Data: 03/01/2017

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, identificou, pela primeira vez, sete proteínas responsáveis por deixar o vírus zika tão letal. Pouco conhecido da ciência até o fim de 2015, esse micro-organismo mostrou um potencial extremamente agressivo, causando uma série de problemas, desde defeitos congênitos a transtornos neurológicos. Contudo, até agora, não se sabia como os genes do patógeno provocam essas alterações.

“O mecanismo desse vírus tem sido um verdadeiro mistério”, admite o principal pesquisador, Richard Zhao, professor de patologia da instituição. “Os resultados nos dão informações cruciais sobre a forma como o zika afeta as células. Agora, temos algumas pistas realmente valorosas para pesquisas futuras”, diz Zhao, que publicou o resultado do trabalho na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a Pnas.

Para testar o vírus, Zhao utilizou uma espécie chamada levedura de fissão (Schizosaccharomyces pombe), particularmente utilizada para fabricar cervejas na África, onde ela se origina. Ao longo das décadas, a levedura tem sido usada para o estudo de mecanismos e comportamentos celulares. Zhao é um pioneiro na utilização desse modelo para estudar HIV e, por isso, está bastante familiarizado com ele. “Com o zika, estamos correndo contra o tempo. Então, perguntei para mim mesmo o que eu poderia fazer para ajudar. Tenho essa forma muito particular de dissecar o genoma. Por isso, comecei essa nova pesquisa”, explica.

No primeiro experimento, o pesquisador separou cada uma das 14 proteínas e pequenos peptídeos do vírus. Então, Zhao expôs as células da levedura de fissão a cada um desses genes para ver como elas responderiam. Sete das 14 foram danificadas de alguma forma — pararam de crescer, apresentaram alterações ou morreram.

Zhao continua a trabalhar com o vírus. O próximo passo é entender melhor como essas sete proteínas funcionam em células humanas. Pode ser que algumas sejam mais perigosas que outras, ou, talvez, elas ajam em conjunto para afetar os tecidos. O pesquisador diz que, nesse momento, investiga como o vírus interage com células de ratos e humanos, para dar seguimento ao estudo.

Fonte: Correio Braziliense

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