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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

XII Congresso Mundial de Farmacêuticos de Língua Portuguesa

AFPLP apresenta marca e novos projetos para o biênio

Data: 08/11/2016

Em assembleia na tarde desta segunda-feira, dia 7 de novembro, em Gramado (RS), a Associação dos Farmacêuticos de Países de Língua Portuguesa (AFPLP) apresentou a sua nova face. Aprovada na assembleia de outubro de 2015, a logomarca, mais moderna e bonita, se alinha às diretrizes da atual gestão da entidade, que tem como prioridade convergir esforços por uma formação profissional de qualidade e pela valorização profissional nos diferentes países. A AFPLP é presidida pelo farmacêutico brasileiro, Valmir de Santi, que é também vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Uma das deliberações da assembleia foi a retomada, a partir de 2017, da oferta de estágios para jovens farmacêuticos em farmácias comunitárias e indústrias farmacêuticas de Lisboa, Portugal. Poderão se candidatar ao processo seletivo, profissionais com menos de 35 anos, residentes em países membros da entidade.

Outra deliberação da assembleia foi que a AFPLP atuará como facilitadora de oportunidades de formação em pós-graduação para farmacêuticos dos países membros onde a profissão está menos desenvolvida. Em um levantamento feito durante a reunião foram levantadas como áreas prioritárias a Farmácia Hospitalar e a Farmácia Clínica.

Durante a assembleia também foi apresentado o novo estatuto, que introduz novas formas de organização interna da entidade. A partir de agora, está prevista a criação de secções profissionais e conselhos consultivos. A associação também passará a contar com um fórum empresarial e a Academia AFPLP.

As secções profissionais agregarão os farmacêuticos por áreas. “A expectativa é que os diferentes especialistas se sintam representados e que possam, dentro da AFPLP, buscar o desenvolvimento de suas áreas de atuação”, comenta o secretário-geral da entidade, Dario Martins.
Já os conselhos consultivos funcionarão como comitês de consultoria ad hoc nas discussões, estudos e embates relativos aos diferentes temas em discussão dentro da associação. O fórum empresarial e a academia atuarão em prol do desenvolvimento de suas respectivas áreas, sendo que a academia terá caráter não-deliberativos. Ambos estarão subordinados ao Conselho Diretivo.

Representantes de cada país membro apresentaram relatórios sobre a situação da profissão em suas áreas de abrangência. Uma das falas de maior destaque foi a do presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João. O Brasil é o país onde a Farmácia tem vivenciado talvez o seu processo maior transformação, com resgate do papel do farmacêutico no cuidado com a saúde das pessoas.

Walter Jorge João falou das iniciativas do conselho, que conseguiu estabelecer importantes marcos regulatórios, com a aprovação da Lei nº 13.021/14 e as resoluções de números 585 e 586, ambas de 2013, que dispõem sobre as atribuições clínicas do farmacêutico e a prescrição farmacêutica. Destacou ainda os embates com a Medicina, que tem atuado fortemente contra as resoluções, cujo efeito tem sido reiteradamente reconhecido pela Justiça Brasileira. Ele discorreu ainda sobre o Programa de Suporte ao Cuidado Farmacêutico na Atenção à Saúde (Profar) e o curso EaD, que o conselho criou para respaldar os farmacêuticos em sua atuação clínica.

Falsificação – A falsificação ou contrafação de medicamentos, foi mais um dos pontos de pauta da assembleia. Na reunião foi aprovada uma resolução em que a AFPLP define sua política de atuação na área e expressa seu apoio e colaboração com as iniciativas internacionais de combate ao problema, entre as quais, as campanhas da Federação Farmacêutica Internacional (FIP). Também foi disponibilizada ainda uma ferramenta para inspeção visual de medicamentos, por meio do qual os farmacêuticos poderão colaborar na identificação dos produtos falsificados.

A preocupação procede. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em países em desenvolvimento da África, Ásia e América do Sul, existem áreas onde mais de 30% dos medicamentos comercializados são falsificados. Conforme a OMS, esses produtos causam a morte de 120 mil pessoas ao ano em países africanos. Os índices de falsificação são ainda mais assustadores quando avaliadas as vendas pela internet. A organização alerta que, entre esses produtos, 50% são de fabricação clandestina.

Uma última deliberação da assembleia foi a definição do país sede do XIII Congresso Mundial de Farmacêuticos de Países de Língua Portuguesa, que ocorrerá em 2018. Será Cabo Verde, que, em abril de 2015 o país fundou a Ordem dos Farmacêuticos de Cabo Verde (OFVC). “Para nós, é uma honra e, ao mesmo tempo, um desafio abraçar a missão de realizar tão importante evento”, disse Ester Gonçalves, representante da bastonária da OFVC, Maria da Luz Leite.

O presidente Valmir de Santi finalizou a assembleia destacando os avanços conquistados recentemente. Como exemplo ele citou a criação e duas novas ordens – Angola e Cabo Verde. “Tem sido uma troca de experiências muito positiva, que tem nos possibilitado evoluir bastante”, salientou, destacando a presença do representante de Guiné Bissau, país que não pode comparecer à última reunião. Ele informou que a eleição da nova Diretoria da AFPLP será em assembleia realizada durante o Congresso da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, em outubro de 2017.

Fonte: Comunicação do CFF

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