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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Menos proteína contra o diabetes

Data: 23/08/2016

Dietas muito ricas em proteínas já foram associadas ao risco aumentado para o diabetes tipo 2. No entanto, poucos estudos investigaram se a redução no consumo do ingrediente pode ser uma estratégia eficiente para reduzir o risco de doenças metabólicas relacionadas com a obesidade. Na edição mais recente do Journal of Clinical Investigation, um artigo produzido por especialistas alemães sugere que dietas pobres em proteína melhoram a homeostase da glicose em ratos e seres humanos.

A equipe liderada Adam Rose, do Centro de Pesquisa de Câncer da Alemanha, mostrou que essa estratégia alimentar impediu a desregulação dos níveis de glicose, induzindo as vias de sinalização de resposta ao estresse no fígado, o que reduz o risco para doenças metabólicas relacionadas com o excesso de peso. A menor ingestão de proteína também melhorou a homeostase da glicose no sangue e outros marcadores metabólicos em um pequeno grupo de homens jovens saudáveis.

“É bem-sabido que dietas mais pobres em proteínas aumentam a vida útil de roedores e retardam doenças relacionadas à idade, como certos tipos de câncer, doença de Alzheimer e diabetes tipo 2. Enquanto os mecanismos precisos envolvidos nisso ainda não estão claros, é possível supor que eles incluam, além de outros, melhora na resistência ao estresse, diminuição dos níveis de insulina e/ou taxas metabólicas otimizadas”, supõe Rose.

Antibióticos

Em um outro estudo, publicado na revista Nature Microbiology, pesquisadores da Universidade de Nova York apresentam evidências de que o tratamento com antibióticos eleva o risco para diabetes. A equipe liderada por Martin Blaser mostrou que doses de antibiótico equivalentes às usadas em crianças alteraram dramaticamente a composição da microbiota intestinal de ratos jovens, aumentando as chances de desenvolvimento da doença. O estudo aponta, especificamente, que esses medicamentos fazem com que ratos com predisposição ao diabetes tipo 1 desenvolvam a doença com maior rapidez e frequência do que animais não tratados com os medicamentos.

“Esse é o primeiro estudo a mostrar que os antibióticos alteram a microbiota e têm efeitos duradouros no desenvolvimento metabólico e imunológico, causando a autoimunidade. Estamos ansiosos para ver se esses achados podem influenciar tratamentos preventivos para diabetes tipo 1 no futuro, além de pesquisas na área de vacinas”, diz Jessica Dunne, diretora da Fundação de Pesquisa em Diabetes Juvenil, entidade dos EUA que apoiou o estudo de Blaser.

Fonte: Correio Braziliense

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