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Notícias Gerais

MS amplia faixa etária para vacinação contra gripe A

Data: 25/02/2010

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou nesta quinta-feira (25) a ampliação da estratégia de vacinação contra a gripe pandêmica para adultos saudáveis de 30 a 39 anos. A partir de março, em datas distintas, serão vacinados também trabalhadores da saúde, indígenas, gestantes, crianças de seis meses a dois anos incompletos (23 meses), população de 20 a 39 anos e doentes crônicos. Esse novo público-alvo que acaba de ser definido será vacinado de 10 a 21 de maio.

A definição da nova faixa etária considerou o grupo com maior número de hospitalizações e mortes depois daqueles já priorizados nas etapas anteriormente definidas. A maior oferta mundial de vacinas também possibilitou a nova aquisição.

“A inclusão de mais um grupo populacional dentro das prioridades de vacinação contra a gripe pandêmica representa mais 29 milhões de pessoas. Isso significa que estamos começando uma campanha para imunizar, em dois meses em meio, 91 milhões de brasileiros”, ressaltou o ministro. “O Brasil vai enfrentar o seu maior desafio em termos de campanha de vacinação de toda a história do Programa Nacional de Imunização”.

O anúncio ocorreu durante a I Reunião Preparatória com os Coordenadores Estaduais em Imunizações – Campanha Influenza, que está ocorrendo nesta quinta e sexta-feira em Brasília com representantes de todos os estados. “Esse é um esforço que vai exigir uma forte mobilização para que a população brasileira esteja protegida quando as temperaturas caírem e a segunda onda da gripe pandêmica se aproximar do Hemisfério Sul. Isso é fundamental para enfrentarmos a doença de forma muito mais segura do que no ano passado, quando não tínhamos a vacina”, reforçou o ministro.

Para incluir a população de 30 a 39 anos o Ministério da Saúde vai adquirir mais 30 milhões de doses da vacina, totalizando 113 milhões de doses. A compra será realizada com o aporte de R$ 300 milhões, que serão liberados por Medida Provisória. Os recursos também serão utilizados para custear os gastos com a operacionalização da nova etapa.

O objetivo da campanha é manter os serviços de saúde funcionando e reduzir o número de casos graves e óbitos nos grupos mais vulneráveis. A expectativa é imunizar pelo menos 91 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica, além da vacinação de 19 milhões de idosos contra a gripe comum. Uma parte das doses que estão sendo adquiridas contra a influenza pandêmica será reservada para o caso de haver alterações epidemiológicas ao longo do inverno.

“Quero chamar a atenção que é muito importante a população acompanhar com atenção e seriedade a comunicação que o governo vai fazer de datas e prazos nesta campanha de vacinação”, recomendou Temporão. “E faço um apelo a estados e municípios que capilarizem a rede de vacinação e que tenham horários ampliados de vacinação, inclusive para os finais de semana, para que a população possa com facilidade e tranqüilidade se proteger”.

Serão 36 mil pontos de vacinação em todo o país. A logística de aplicação das vacinas, incluindo locais e horários, é de responsabilidade das Secretarias Estaduais de Saúde.

ETAPAS – A primeira fase da vacinação vai ocorrer de 8 a 19 de março. Nessa fase, serão imunizados os trabalhadores da rede de atenção à saúde e profissionais envolvidos na resposta à pandemia e a população indígena. Entre os trabalhadores, estão médicos, enfermeiros, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância e outros profissionais que atuam nas unidades que prestam assistência aos pacientes, equipes de laboratório e profissionais que atuam na investigação epidemiológica. A vacinação dos indígenas abrangerá a totalidade da população que vive em aldeias e será realizada em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Entre 22 de março e 2 de abril, a campanha abrangerá grávidas em qualquer período de gestação, pessoas com problemas crônicos (exceto idosos, que serão chamados posteriormente) e crianças de seis meses a dois anos incompletos (23 meses). Na lista, entram doenças do coração, pulmão, fígado, rins e sangue; diabéticos, pessoas com deficiência do sistema imunológico e obesos grau 3.

As gestantes começam a ser imunizadas nesse período e devem tomar a vacina até 2 de abril. As mulheres que engravidarem após esse período deverão procurar um posto de saúde até o final da campanha e terão sua vacina garantida. Já as crianças de 6 meses a 2 anos incompletos devem receber meia dose da vacina e, depois de 30 dias, tomarão a outra meia dose.

Adultos de 20 a 29 anos são o público-alvo da terceira fase, que vai de 5 a 23 de abril. A etapa seguinte, de 24 de abril a 7 de maio, coincide com a campanha anual de vacinação contra a gripe comum. Nesse período, os idosos serão imunizados para a influenza sazonal, como ocorre todos os anos. Se tiverem doenças crônicas, receberão também a vacina contra a gripe pandêmica. A estratégia foi elaborada de forma que a população da faixa etária se dirija aos locais de vacinação apenas uma vez.


DOENÇAS CRÔNICAS PARA VACINAÇÃO
De 22 de março a 2 de abril

• Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças; adolescentes e adultos);
• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
• Asmáticos (formas graves);
• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
• Diabetes mellitus;
• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);
• Doença hematológica (hemoglobinopatias);
• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);
• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).

 

Fonte: Ministério da Saúde
Autor: Ascom - Ministério da Saúde

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