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Cientistas apresentam projeto para criar genoma humano sintético

Data: 03/06/2016

Um grupo de cientistas propôs um projeto ambicioso para criar um genoma humano sintético, que tornaria possível o desenvolvimento de seres humanos sem a necessidade de pais biológicos. Esta possibilidade levanta polêmica sobre o quanto a vida humana pode ou deve ser manipulada.

O projeto, que surgiu em uma reunião de cientistas da Universidade Harvard, nos EUA, no mês passado, tem como objetivo desenvolver e testar o genoma sintético em células dentro de laboratório ao longo de dez anos. O genoma sintético humano envolve a utilização de produtos químicos para criar o DNA presente nos cromossomos humanos. A meta foi relatada na revista “Science” desta semana pelos 25 especialistas envolvidos. A intenção do projeto, de acordo com os cientistas, é compreender melhor como o genoma humano funciona e, dessa forma, buscar novos tratamentos para doenças.

Os autores da proposta a ser lançada ainda este ano, com o nome Projeto de Escrita do Genoma Humano, defendem que a fabricação de grandes trechos de DNA permitiria inúmeros avanços científicos e médicos, como por exemplo a confecção de organismos resistentes a todos os vírus, ou a criação de órgãos em porcos adequados a transplantes em pessoas. E dizem ter intenção de envolver o público nessa discussão, que inclui questões éticas, legais e sociais.

— O principal benefício (do projeto) é uma melhor compreensão de aspectos como a estrutura dos cromossomos e saber de que maneira o genoma funciona. É um esforço de compreensão básica assim como foi com o sequenciamento do genoma humano, que nos deu uma enorme quantidade de informações e até trouxe algumas surpresas — afirmou a pesquisadora Susan Rosser, uma das signatárias do relatório, em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”.

BARREIRAS ÉTICAS

O cientista Tom Ellis, do Centro de Biologia Sintética do Imperial College, em Londres, afirmou que ainda não está convencido se essa é uma boa ideia.

— Ainda não estou particularmente convencido sobre a questão. Eu gosto da ideia de discutir o assunto e chegar a algum tipo de padrão ético e tecnológico antes de alguém começar a trabalhar com isso — ponderou.
O projeto, que será executado pela organização sem fins lucrativos Centro de Excelência de Engenharia Biologia, tentará arrecadar este ano US$ 100 milhões — o equivalente a R$ 361 milhões — em financiamento público e privado.

Os organizadores se recusam a declarar o custo final do projeto, mas acham que os custos totais serão inferiores aos US$ 3 milhões utilizados no Projeto do Genoma Humano original, que mapeou pela primeira vez o DNA humano.

Na revista “Science”, os 25 cientistas, liderados pelo geneticista Jef Boeke, do Centro Médico Langone, da Universidade de Nova York, escreveram que o novo projeto “incluirá a engenharia completa do genoma de linhas de células humanas e de outros organismos importantes para a agricultura e saúde pública, ou aqueles que interpretar as funções biológicas humanas”.

Não se sabe ainda se o governo federal vai apoiar ou não o projeto. O médico Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos EUA, principal financiador de pesquisas médicas no país, deu uma resposta morna a esta questão. Em comunicado, Collins disse que, embora o NIH esteja interessado em incentivar avanços na síntese de DNA, “todo o genoma, os projetos de síntese de todo o organismo se estendem muito além das capacidades científicas atuais, e imediatamente levantam inúmeras bandeiras vermelhas éticas e filosóficas”.

Fonte: O Globo

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