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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

DIA DO FARMACÊUTICO (II)

Data: 21/01/2010

O Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, foi o primeiro a discursar, na solenidade de comemoração ao Dia do Farmacêutico, realizada, no dia 20 de janeiro de 2010, em Brasília, e que reuniu cerca de 1.500 convidados. Cumprimentou a todas as autoridades políticas na pessoa do 1º Vice-Presidente do Senado, Senador Marconi Perillo, “esse meu amigo goiano que sempre colocou a sua inteligência e sensibilidade em favor da causa farmacêutica, no Parlamento, por acreditar em nossa profissão”, e aos farmacêuticos de todas as nações do mundo, na pessoa da Dra. Carmen Peña Lópes, Vice-Presidente da FIP (Federação Farmacêutica Internacional), “que deixou a sua distante Espanha para estar entre nós, hoje”.

Em um momento de emoção, o Presidente do CFF dirigiu-se à farmacêutica-bioquímica Dra. Maria da Penha Maia Fernandes e a cumprimentou em nome de todas as mulheres brasileiras, pela bravura e intrepidez com que lutou por sua dignidade e direitos de mulher contra a opressão.

Mestre em Parasitologia e em Análises Clínicas pela Universidade de São Paulo (USP), Maria da Penha transformou-se numa referência. Aos 38 anos, e com filhas de dois, quatro e sete anos de idade, o seu marido, um professor universitário de origem colombiana, tentou matá-la com um tiro nas costas. O atentado fracassou, mas ele buscou eletrocutá-la na cadeira de rodas. A partir do reconhecimento da culpa pelos atentados, a farmacêutica lutou por sua incriminação, o que obteve somente quase 20 anos depois. Sua história de luta, com apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA), resultou em uma Lei Federal, conhecida como Lei Maria da Penha.

Dr. Jaldo lembrou, também, a religiosa e oficial de Farmácia Irmã Dulce, que reescreveu o contexto social e da saúde de Salvador, munida apenas de sua coragem, fé inabalável e ternura. E cumprimento a todos os farmacêuticos brasileiros na pessoa da farmacêutica Maria Cecília Martins Brito, Diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

“Mas, aqui no meu íntimo, eu dedico estas comendas também àqueles farmacêuticos anônimos que se encontram – alguns deles –, em grotões distantes deste País, no silêncio dos seus laboratórios de análises clínicas, ajudando no diagnóstico de doenças. Ou ao balcão da farmácia, orientando o cidadão sobre o uso do medicamento ou sobre cuidados com a saúde no âmbito da atenção primária. Vocês são importantes! Sem vocês, não há saúde”, disse emocionado o Presidente do Conselho Federal.

Souza Santos frisou o sentido do farmacêutico como um aliado da população. Segundo ele, é um aliado histórico, porque, ao longo da existência terrena do homem, ele sempre se pautou no desejo de ajudar o próximo, quando sequer ainda levava o nome de Farmácia a arte de extrair da natureza substâncias que levassem à cura.
Disse que o farmacêutico sempre foi – e será - um anteparo ético contra o avanço do interesse econômico que tudo quer subjugar. “Esse interesse impiedosamente transformou os estabelecimentos farmacêuticos em mercearias e os medicamentos, em mercadorias, mas não sem encontrar a resistência intrépida dos farmacêuticos”, que são os aliados da população também contra qualquer ataque ético.

ADMIRAÇÃO PELO FARMACÊUTICO - Outro pronunciamento foi proferido pelo Vice-Presidente do Senado, Senador Marconi Perillo (PSDB-GO), homenageado com a comenda da Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional. “Quero partilhar esta honraria com a classe farmacêutica do meu Estado de Goiás, cujos integrantes têm prestado tantos e tão relevantes serviços à causa da saúde, como é o caso emblemático de Dr. Jaldo de Souza Santos”, realçou Perillo.

Chamou a atenção para o fato de a História registrar a importância “desse verdadeiro missionário da saúde, aliviando o sofrimento e minorando as dores, especialmente daqueles menos favorecidos”. Entre os antepassados do Senador, em Goiás, antiga capital do Estado, havia farmacêuticos, “quando escassos eram os recursos materiais e científicos, mas abundantes os sentimentos de civismo, de solidariedade e de amor ao próximo”.

Marconi Perillo enfatizou que, nunca, foi tão importante valorizar e resgatar o papel do farmacêutico, como hoje. “As farmácias precisam voltar a ser local de trabalho, de sustento e de realização profissional desses homens e mulheres cujo conhecimento e atuação são fundamentais no processo de recuperação e de promoção da saúde”, argumentou o parlamentar e duas vezes Governador de Goiás.

HONRA, DESAFIO, MISSÃO E ESTRATÉGIA - Estas são as palavras que a farmacêutica espanhola Carmen Peña López, Vice-Presidente da Federação Farmacêutica Internacional (FIP), escolheu para expressar os seus sentimentos - e os da classe farmacêutica -, atualmente. Ela discursou em nome dos farmacêuticos de todas as nações.

Falou de sua honra por estar, no Brasil, País que, segundo Carmen López, “é hoje, no mundo, um símbolo de progresso e qualidade”. Desafio, conforme a Vice-Presidente da FIP, é feito aos farmacêuticos, para enfrentar a realidade e mostrar princípios em sua atuação na área de saúde. Lembrou que a Farmácia não é um local de comércio e, sim, um estabelecimento de saúde. Desta forma, os farmacêuticos devem centrar-se em sua atuação profissional e em uma dispensação responsável. “É inaceitável a promoção do comércio, pois devemos promover a saúde, e o desafio, então, é implantar regras de comércio num mundo de saúde”.

O compromisso com a saúde, portanto, reflete a terceira palavra escolhida pela Dra. Carmen Peña López, que é “missão”, a qual, para os farmacêuticos, significa trabalhar para a saúde da população, de acordo com as necessidades modernas, por meio da atenção farmacêutica e da dispensação correta.

Finalmente, ela destacou que a “estratégia” é um elemento fundamental dos farmacêuticos, que devem caminhar de um passo individual para o coletivo, pois o indivíduo precisa da categoria para oferecer o “importante trabalho na saúde”. Ao mesmo tempo, as organizações internacionais precisam dos locais para que os profissionais avancem na profissão. Segundo a Dra. Carmen Peña, é preciso maior protagonismo iberoamericano com a realidade brasileira, “que se apresenta, por meio do CFF, um País organizado e com um papel ativo, no mundo”.

UM MUNDO MELHOR - A Diretora da Anvisa, farmacêutica Maria Martins Brito, falou em nome de todos os farmacêuticos brasileiros. Contou que, em meados dos anos 80, o farmacêutico Jamil Issy, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), foi padrinho da turma de formandos em Farmácia. Em seu discurso, falou sobre as diversas especialidades que podem ser desenvolvidas pelo profissional. ”Naquele dia, percebi que, com esta profissão, poderíamos conquistar o mundo. Sim, nós farmacêuticos, podemos construir um mundo melhor”, exclamou.

Os farmacêuticos, segundo a Diretora da Anvisa, estão, por sua natureza, comprometidos com a mitigação de riscos a que todas as pessoas estão expostas no consumo de produtos e serviços, com destaque para os medicamentos, os alimentos entre outros. Adiantou que, na Anvisa, é meta a publicação da 5ª edição da “Farmacopéia Brasileira” totalmente revisada e atualizada. Trata-se, segundo ela, uma conquista para o farmacêutico e para a população.

Os 1.500 convidados do CFF, ao fim da solenidade, dirigiram-se a um grande salão, vizinho ao auditório, para um coquetel de confraternização, animado pela banda goianiense Ciclone. A festa foi até as 4 da manhã. Foi o momento de os colegas encontrarem-se para comemorar o que o Presidente do CFF, Jaldo Santos identifica como “a alegria de ser farmacêutico”.
 

Fonte: CFF
Autor: Jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e editor-redator-repórter da revista Pharmacia Brasileira

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