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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

DIA DO FARMACÊUTICO (I)

Data: 21/01/2010

“Aqui, não comemoramos apenas a nossa data máxima, mas celebramos a vida; festejamos o direito, o dever e a alegria de servir à população como profissionais da saúde e seus aliados; e lembramos o quanto a nossa profissão é digna, imprescindível, diversa, complexa, forte; histórica e futurista, ao mesmo tempo”. As palavras, parte do pronunciamento do Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, traduzem o sentido da solenidade realizada pelo CFF, ontem (20.01.10) à noite, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, para comemorar o Dia do Farmacêutico. O evento reuniu aproximadamente 1.500 pessoas, entre autoridades políticas e farmacêuticos homenageados com as comendas da Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional e do Mérito Farmacêutico.

O farmacêutico como um “aliado da população” foi tema recorrente na solenidade, bem como o monumental crescimento da profissão, nos últimos dez anos. Um filme patrocinado pelo CFF contando a história da Farmácia e projetado durante o ato solene deixou bem claro o rumo que a profissão vem tomando, com ênfase para a sua expansão e diversificação.

A Farmácia já é a segunda profissão a apresentar o maior número de atividades (são 74, e todas regulamentadas pelo CFF). Vão da assistência farmacêutica prestada nas farmácias, drogarias e hospitais públicos e privados à genética, passando pelas pesquisas, indústrias (de medicamentos, alimentos e cosméticos), análises clínicas e toxicológicas, radiofarmácia, citopatologia, magistério, controle de qualidade, vigilância sanitária, entre outras. Mesmo os estudiosos da Farmácia foram tomados de surpresa, com o rápido crescimento da profissão, nos últimos dez anos. O fenômeno talvez explique o histórico processo de efervescência por que passa.

As farmácias comunitárias são uma mostra do crescimento. O segmento é o que mais emprega em todo o setor farmacêutico. Sessenta mil profissionais estão atuando nesses estabelecimentos (farmácias e drogarias privadas). Outros 20.000 estão nas farmácias públicas. Juntas (as privadas e públicas) constituem o que, na literatura farmacêutica, são denominadas de “farmácias comunitárias”, setor onde são gerados mais empregos: 80 mil.

Em todo o País, há 132.802 farmacêuticos (os dados são do Conselho Federal de Farmácia, apurados, em 31.12.09), dos quais 55.473 encontram-se nas capitais. A interpretação que o CFF faz da distribuição de farmacêuticos por capitais/interior é de que as cidades não-capitais são um mercado muito promissor, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste, onde ainda existe carência de profissionais.

Mas há outros mercados robustos para os farmacêuticos. As indústrias de medicamentos, de cosméticos e de alimentos (nelas, os farmacêuticos atuam na pesquisa, produção, controle de qualidade e distribuição), os laboratórios de análises clínicas e toxicológicas (nestes últimos, os profissionais podem trabalhar com exames antidoping ou como peritos criminais, por exemplo), na citopatologia (onde são feitos principalmente os exames para a confirmação de diagnóstico de doenças, como câncer de colo uterino), na genética (no tratamento de células colhidas de cordão umbilical com fins terapêuticos) são igualmente grandes empregadores.

UMBILICAL – Contudo, é mesmo nas farmácias e drogarias onde está a atividade umbilical do farmacêutico. É onde ele mantém contato direto com os clientes, prestando-lhes serviços imprescindíveis, como a orientação sobre o uso correto do medicamento, o que garante a eficácia do tratamento, evita desperdícios para os sistemas público e privado de saúde, como também para o próprio paciente, além de fazer diminuir os riscos relacionados ao uso dos produtos. É, também, nas farmácias, onde o farmacêutico – último profissional da saúde a manter contato com o paciente – orienta o cliente sobre cuidados básicos em saúde, a chamada atenção primária.

JUBILEU DE OURO DO CFF – Em 2010, o CFF completará 50 anos de fundado, fato que deu mais relevo à solenidade. Criado pela Lei 3820/60 e graças ao empenho do Presidente Juscelino Kubitschek e do Deputado Federal Ulysses Guimarães, o CFF mudou o panorama farmacêutico brasileiro. “Havia um vácuo na fiscalização profissional e as questões éticas tinham um sentido de irrelevância, justamente por falta de parâmetros. O exercício profissional ficava a cargo do Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF), do Ministério da Saúde, que era muito limitado. Enfim, a profissão não era normatizada”, descreveu o Presidente do órgão, Jaldo de Souza Santos.
 

Fonte: CFF
Autor: Jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e editor-redator-repórter da revista Pharmacia Brasileira

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