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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

ARTIGO

Data: 21/01/2010


O farmacêutico é um aliado histórico da população. Na farmácia, é ele quem dá segurança ao paciente, evitando riscos relacionados ao uso dos medicamentos. É como um aliado da sociedade que o farmacêutico irá comemorar, no dia 20 de janeiro, o seu dia. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) promoverá, em Brasília, pela 13ª vez, uma solenidade em comemoração à data máxima que, neste ano, irá revestir-se de uma importância ainda muito maior. É que, em 2010, o CFF completa 50 anos de fundado.

O cinquentenário do Conselho Federal de Farmácia, por si, dá um relevo especial ao ato solene e nos enche de orgulho. Afinal, a Casa de todos os farmacêuticos brasileiros vem cumprindo, de forma bem-sucedida, o que estabelece a Lei que a criou (3820/60), e avança para além do que determina a norma. Afinal, a criação do CFF gerou uma transformação monumental no panorama da profissão farmacêutica brasileira, a qual, nos últimos dez anos, vem apresentando uma expansão sem precedentes e acima de quaisquer previsões.

Aliás, o crescimento da solenidade do Dia do Farmacêutico tem uma relação direta com a expansão da profissão, com a valorização dos serviços farmacêuticos pela sociedade e pelos sistemas público e privado de saúde, e com as boas ações realizadas pelo CFF.

Em nossa solenidade, iremos, mais uma vez, outorgar a Comenda da Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional e a Comenda do Mérito Farmacêutico a autoridades políticas de todo o País, farmacêuticos, cientistas, empresários e outros convidados. É o reconhecimento do CFF àqueles que colaboraram para o engrandecimento de nossa profissão.

Em 2008, outorgamos a honraria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oportunidade em que pedi ao presidente a participação do farmacêutico no serviço público. Lula respondeu ao meu apelo, com a criação do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), o espaço, no SUS (Sistema Único de Saúde), de atuação do farmacêutico. Governadores, senadores, deputados, cientistas de todas as áreas da pesquisa farmacêutica, lideranças profissionais do mundo inteiro. Todos foram homenageados com as nossas comendas.

Sobre a criação do CFF, enfatizo o empenho do presidente Juscelino Kubitschek e do deputado Federal Ulysses Guimarães. Sem eles, seria impossível edificarmos o nosso conselho. O CFF preencheu o vácuo que havia na fiscalização e nas questões éticas profissionais. Antes dele, os farmacêuticos não dispunham de parâmetros éticos, não tinham um norte a seguir, nem as suas atividades eram amparadas por regulamentação.

Com a criação do conselho, a Farmácia iniciou um processo de recuperação das perdas sofridas, do pós-guerra até os anos 70, quando os farmacêuticos foram vitimados por campanhas que aviltavam a profissão. A indústria precisava vender os seus medicamentos a qualquer custo, e se valia das farmácias para escoar a sua produção.

Foi, aí, que o interesse econômico transformou os estabelecimentos farmacêuticos em mercearias e os medicamentos, em mercadorias. Mas essa roldana econômica encontrou resistência nos farmacêuticos, os anteparos éticos contra o avanço do interesse econômico que tudo queria subjugar, os aliados da população. Por isso, os farmacêuticos foram golpeados com campanhas que tentavam diminuir a sua importância, dentro das farmácias.

Surgiram reações àquela pressão, ancoradas na qualificação técnico-científica, na busca de mais conhecimentos em farmacologia, farmacocinética, fisiologia, fisiopatologia, além, é óbvio de química, de biologia e destas duas áreas associadas. O movimento, no exterior, ganhou nome de atenção farmacêutica e que, no Brasil, teve, no CFF, um desencadeador importante, principalmente, nos últimos dez anos.
Hoje, a nossa profissão experimenta um incrível processo de expansão. O farmacêutico exerce 76 diferentes atividades, todas elas regulamentadas pelo CFF, por meio de resoluções. Mas é, nas farmácias e drogarias, onde está a atividade umbilical do farmacêutico. É onde ele mantém contato direto com os clientes, prestando-lhes serviços imprescindíveis, como a orientação sobre o uso correto do medicamento, o que garante a eficácia do tratamento, além de fazer diminuir os riscos e de promover o seu uso racional.

Nos últimos 12 anos, o CFF produziu um importante conjunto normativo, que deu um novo rumo à profissão farmacêutica. As resoluções que regulamentam as atividades dos farmacêuticos em praticamente todas as suas áreas de atuação são exemplos. O conselho criou as Conferências Nacionais de Educação Farmacêutica, de onde saíram as propostas de reforma no ensino, e implantou uma política externa que primou pela aproximação com as principais organizações de saúde e farmacêuticas do mundo.

Gostaria de salientar que as nossas solenidades alusivas ao Dia do Farmacêutico transformaram-se em atos de reconhecimento internacional. Contudo, esta alegria não existiria, se não tivéssemos o que comemorar. Mas temos: os farmacêuticos, graças ao CFF, conseguiram ingressar nos programas de atenção básica do SUS, editamos resoluções fortes, criamos um bem-sucedido programa de qualificação profissional, promovemos transformações no ensino farmacêutico na graduação, modernizamos a máquina do CFF.

Mais: estamos transformando a fiscalização profissional em uma atividade, também, orientadora; deflagramos uma campanha no sentido de criar nos farmacêuticos a consciência de suas responsabilidades sociais como profissionais da saúde, e a sociedade vê os farmacêuticos como aliados seus, em quem ela pode confiar para lhe dar segurança quanto ao uso dos medicamentos. Farmacêuticos e população brasileira, sejam bem-vindos ao CFF.
 

Fonte: DM
Autor: Jaldo de Souza Santos, Presidente do CFF

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