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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Dengue, chikungunya e zika

OMS questiona inseticida e diz que vacina contra zika pode chegar tarde

Data: 10/03/2016

Ao término dos três dias da reunião do comitê de emergência da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a zika, uma das conclusões é que os métodos usados até agora no combate ao principal vetor da doença —o mosquito Aedes aegypti— têm sido ineficazes.

A OMS também adotou posição pessimista sobre o lançamento de uma vacina contra a zika, que poderia chegar “tarde demais” à América Latina, afirmou Marie-Paule Kieny, uma das diretoras da entidade, em entrevista coletiva nesta quarta (9) em Genebra.

“Nenhuma vacina ou terapia específica para a zika foi testada ainda em humanos.” Sobre as formas clássicas de combate ao aedes, Kieny disse que o uso de inseticidas —como fumacê e larvicidas— não “teve impacto significativo no controle da transmissão da dengue e isso também deve ocorrer com a zika”.

Na terça (8), a OMS já havia divulgado documento alertando sobre a resistência do mosquito a inseticidas e recomendando mais controle desses produtos químicos.

Segundo a entidade, muitos governos têm optado por inseticidas baratos e de eficácia moderada para evitar gastos elevados. Isso pode resultar em insetos mais resistentes e na necessidade de recorrer a inseticidas mais caros, o que poderia afetar a capacidade de garantir a cobertura em toda a área atingida.

Na opinião da OMS, um plano de combate ao aedes deve envolver diferentes métodos, como fazer uma rotatividade de diferentes produtos químicos, não repetindo o mesmo inseticida durante um período de dois anos.

LARVICIDAS

Diante desse quadro, a OMS estabeleceu como prioridades o desenvolvimento de: testes para detecção de dengue, chikungunya e zika (doenças transmitidas pelo aedes); vacinas baseadas em vírus não vivos para mulheres em idade fértil; e ferramentas inovadoras para combater o mosquito.

Exemplos desses métodos inovadores seriam o uso de mosquitos geneticamente modificados para conter o surto ou a infecção desses insetos com a bactéria Wolbachia, que os torna inférteis.

Essas experiências, porém, devem ser conduzidas com “extremo rigor”, disse Kieny.

A ineficácia dos atuais métodos de combate ao mosquito já foi tema, no mês passado, de uma nota técnica da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva).

Um ponto polêmico tem sido o uso dos larvicidas inibidores de crescimento,que impedem o desenvolvimento de características adultas do mosquito, como asas em aturação de órgãos reprodutivos.

Para Lia Giraldo, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora da nota técnica da Abrasco, o Ministério da Saúde deveria interromper o uso desses produtos. “Sabemos que ele tem efeito teratogênico que causa má-formação em mosquitos. Um produto com essa ação não deveria ser colocado na água de beber.” O ministériodiz que o produto é seguro.

VACINA

Jorge Kalil, presidente do Instituto Butantan de São Paulo, afirmou, em Genebra, que trabalha com um projeto de vacina com “vírus enfraquecido”,o que possibilitaria testes mais rápidos em mulheres em idade fértil e gestantes.

“Achamos que a epidemia de zika vai durar dois ou três anos na América Latina. Em seguida, deve, provavelmente, desaparecer porque a maioria das pessoas já vai ter entrado em contato com o vírus. Mas tende a reaparecer em alguns anos.” Segundo Kalil, “em três anos, uma vacina estaria pronta”.

Quanto aos recursos para acelerar a pesquisa, o presidente do Butantan afirmou que agências dos Estados Unidos e da Europa demonstraram interesse no projeto.

Fonte: Folha de S.Paulo
Autor: Cíntia Cardoso e Cláudia Colucci

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