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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

O aliado da sociedade comemora seu Dia

Data: 18/01/2010

Autoridades políticas de todo o País, farmacêuticos, cientistas, empresários e outros convidados participarão, na noite do dia 20 de janeiro (próxima quarta-feira), em Brasília, da solenidade em comemoração ao Dia do Farmacêutico, a data máxima da profissão, no Brasil, e que tem como ponto máximo a entrega da Comenda da Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional e da Comenda do Mérito Farmacêutico pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), realizador do evento. Em 2010, o CFF completa 50 anos de fundado, fato que dará mais relevo à solenidade, que acontecerá, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, localizado o Setor Hoteleiro Sul, Quadra 6, Lote 1, Conjunto “A”, Bloco “G”.

A solenidade em que o CFF outorga as comendas, que chega à sua 13ª edição, vem crescendo, com a participação espontânea de farmacêuticos e pessoas da comunidade, além dos convidados do CFF. “O crescimento da solenidade está associado à expansão da profissão, à valorização dos serviços farmacêuticos pela sociedade e pelos sistemas público e privado de saúde, bem como às boas ações realizadas pelo Conselho Federal”, interpreta o Presidente do órgão, o goiano Jaldo de Souza Santos.

A CRIAÇÃO DO CONSELHO – Souza Santos lembra que o CFF, criado, há 50 anos, pela Lei 3820/60 e graças ao empenho do Presidente Juscelino Kubitschek e do Deputado Federal Ulysses Guimarães, mudou o panorama farmacêutico brasileiro. “Havia um vácuo na fiscalização profissional e as questões éticas tinham um sentido de irrelevância, justamente por falta de parâmetros. O exercício profissional ficava a cargo do Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina e Farmácia (SNFMF), do Ministério da Saúde, que era muito limitado. Enfim, a profissão não era normatizada”, descreveu o Presidente do Conselho Federal de Farmácia.

Com a criação do Conselho, o ambiente farmacêutico iniciou um processo de recuperação das perdas sofridas no pós-guerra, quando os profissionais foram vitimados por campanhas que, segundo Souza Santos, tinham a finalidade de aviltar as suas atribuições. “A indústria precisava vender os seus medicamentos a qualquer custo, e se valia das farmácias para escoar a sua produção. Foi, aí, que o interesse econômico transformou os estabelecimentos farmacêuticos em mercearias e os medicamentos, em simples mercadorias. Mas essa máquina econômica encontrava resistência nos farmacêuticos, que eram um anteparo ético contra o avanço do interesse. Por isso, os farmacêuticos foram golpeados com campanhas que pregavam que eles não eram importantes, dentro das farmácias”, lembra Dr. Jaldo de Souza Santos.

Farmacêuticos do mundo inteiro experimentaram, em maior ou menor intensidade, os efeitos do poder econômico. Então, criaram movimentos para reagir à pressão. Um deles tinha por meta levar o farmacêutico de volta às farmácias. Mas, desta vez, não como um profissional exclusivamente do medicamento, mas também devotado ao usuário do medicamento. Para tanto, ele se qualificou, intensificando os seus conhecimentos farmacologia, farmacocinética, fisiologia, fisiopatologia, além, é óbvio de química, de biologia e destas duas áreas associadas. A este movimento, deu-se o nome de atenção farmacêutica.

No Brasil, o movimento adquiriu matizes locais e teve, no CFF, um desencadeador importante, principalmente, nos últimos dez anos. Foi quando o Conselho pôs em debate o ensino farmacêutico, o que resultou na criação das Diretrizes Curriculares, das quais se sobressai a formação generalista. “O ensino estava preso a um tecnicismo arcaico. As Diretrizes agregaram à formação farmacêutica conhecimentos humanísticos e consciência social, tornando o farmacêutico um profissional a par do seu tempo, conectado às suas responsabilidades sociais como profissional da saúde e pleno de desejo de servir. E servir bem, porque ele está preparado ou em processo de preparação para isto”, disse Souza Santos.

O mesmo CFF responsável pela campanha em favor da reforma no ensino criou uma complexa política de qualificação profissional, por meio do curso “Assistência farmacêutica na farmácia comunitária”. Em tempo, farmácia comunitária é a mesma farmácia comercial e a drogaria. Realizado, de forma presencial, em todas as capitais brasileiras, está sendo transformado em curso de pós-graduação lato sensu, e será oferecido, por meio de um programa de ensino à distância, pela Internet.

Aliás, a qualificação, a aquisição de uma consciência social e a fiscalização profissional agregada de um sentido de orientação são três prioridades do CFF, nesta gestão que se inicia. Jaldo de Souza Santos foi reconduzido ao cargo de Presidente. Eleitos, ainda, os seguintes diretores: Walter Silva Jorge João (Pará), Vice-presidente; Lérida Maria dos Santos Vieira (Rondônia), Secretária-Geral, e Edson Chigueru Taki (Mato Grosso), Tesoureiro.

EXPANSÃO - O Presidente comemora a expansão da profissão. Lembra que, atualmente, o farmacêutico exerce 76 diferentes atividades, todas elas regulamentadas pelo CFF, através de resoluções. O profissional atua na assistência farmacêutica comunitária (nas farmácias e drogarias) e hospitalar, nas análises clínicas e toxicológicas (nestas últimas, ele pode atuar como um perito criminal ou na realização de exames antidopings, por exemplo), na citopatologia, na radiofarmácia; nas áreas de medicamento, cosmética, água e alimentos (tanto na pesquisa, quanto na produção e no controle de qualidade), na conservação de peles cadavéricas e de células-tronco (colhidas de cordão umbilical) com fins terapêuticos; na fiscalização profissional, no magistério, entre outras muitas.

Mas é, nas farmácias e drogarias, onde está a atividade umbilical do farmacêutico. É onde ele mantém contato direto com os clientes, prestando-lhes serviços imprescindíveis, como a orientação sobre o uso correto do medicamento, o que garante a eficácia do tratamento, além de fazer diminuir os riscos e promover o seu uso racional. É, também, nas farmácias, onde o farmacêutico – último profissional da saúde a manter contato com o paciente – orienta o cliente sobre cuidados básicos em saúde, a chamada atenção primária.

Nos últimos 12 anos, o CFF produziu um importante conjunto normativo, que deu um novo rumo à profissão farmacêutica. As resoluções que regulamentam as atividades dos farmacêuticos em praticamente todas as suas 71 diferentes áreas de atuação são exemplos. O Conselho, no mesmo período, criou as Conferências Nacionais de Educação Farmacêutica, de onde saíram as propostas de reforma no ensino, e implantou uma política externa que primou pela aproximação com as principais organizações de saúde e farmacêuticas do mundo.

SOBRE AS COMENDAS – Elas são outorgadas a pessoas que prestaram relevantes serviços em favor da profissão farmacêutica. Autoridades políticas (o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a recebeu, em 2008, e vários Ministros da Saúde, governadores, prefeitos e parlamentares também foram agraciados com a distinção), farmacêuticos de todos os segmentos, cientistas da área da saúde, empresários do setor farmacêutico e jornalistas já foram homenageados. As Comendas são constituídas de uma medalha e um diploma. Os seus recebedores têm os nomes indicados pelo Conselheiro Federal de cada um dos Estados brasileiros. Os nomes são indicados, votados e aprovados pelo Plenário do CFF.

As solenidades realizadas pelo CFF em comemoração ao Dia do Farmacêutico transformaram-se em atos de reconhecimento internacional, tanto que repercute fora do País. “Gostaríamos de dizer que todos os farmacêuticos brasileiros estão convidados para a festa, que se encerra com um coquetel de confraternização”, conclui Dr. Jaldo de Souza Santos.
 

Fonte: CFF
Autor: Pelo jornalista Aloísio Brandão, Assessor de Imprensa do Conselho Federal de Farmácia (CFF). E-mail ass.imprensa@cff.org.br

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