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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Dengue, chikungunya e zika

CFF e instituições parceiras promovem campanha contra a dengue, a chikungunya e a zika

Data: 08/03/2016

O Conselho Federal de Farmácia (CFF) lançou na sexta-feira (26), durante a 440ª Reunião Plenária Ordinária, uma campanha nacional contra a dengue, a chikungunya e a zika. Intitulada Farmacêuticos em ação: todos contra o Aedes aegypti, a iniciativa tem a participação dos conselhos regionais de Farmácia, da Sociedade Brasileira de Farmácia Comunitária (SBFC), da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) e da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (Sbrafh). Posteriormente, a campanha ganhou a adesão da Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Enefar). O objetivo é transformar cada farmácia em um ponto avançado de combate ao Aedes aegypti e cada farmacêutico em um voluntário no combate às três doenças transmitidas pelo vetor e que são, hoje, um problema de saúde pública. Para o dia 19 de março, está programada uma grande mobilização. A divulgação da campanha será por meio de um hotsite que já está no ar (Clique aqui).

“Como profissionais da saúde, temos um papel fundamental na prevenção das doenças e na promoção da saúde, ao qual não podemos nos furtar em um momento tão dramático como o que o país está vivendo. Participar dessa luta também é nossa obrigação como cidadãos”, argumenta o presidente do CFF, Walter Jorge João. Conforme o presidente do CFF, foi esse sentimento que motivou a entidade a abraçar a proposta de criação do movimento, democraticamente construída por um grupo de farmacêuticos educadores clínicos em contatos por meio das redes sociais. “Trata-se de uma iniciativa gestada pelas bases e que, pelo seu caráter social, foi imediatamente incorporada pelo CFF e pelas entidades parceiras.”

A ideia é que, no dia 19 de março, todos os profissionais e instituições ligados à área farmacêutica, incluindo as universidades, contribuam com alguma ação de combate à dengue, à chikungunya e à zika. “Qualquer iniciativa é bem-vinda”, destaca Josélia Frade, assessora da Presidência do CFF e uma das coordenadoras da campanha. “O farmacêutico pode contribuir de várias formas, como por exemplo, orientando corretamente os pacientes sobre a prevenção e controle dessas doenças, identificando sinais e sintomas sugestivos, encaminhando casos suspeitos, prescrevendo terapias adequadas, quando pertinente, e acompanhando pacientes em tratamento. Já as entidades estão sendo orientadas a organizar grupos de estudantes de Farmácia e de farmacêuticos e a promover ações em locais públicos, como brigadas para eliminação de criadouros do mosquito.” Estão sendo orientadas parcerias com órgãos públicos, Defesa Civil e organizações não governamentais.

A semente da campanha Farmacêuticos em ação: todos contra o Aedes aegypti foi plantada por meio de uma solicitação feita em reunião plenária do CFF pelo conselheiro suplente do Amapá, Márlisson Octávio Rêgo. Preocupado com a dimensão do problema e consciente da importância da participação do farmacêutico na busca de solucioná-lo, reivindicou do CFF a elaboração de uma cartilha de orientação aos profissionais. A proposta inicial foi desmembrada em um hotsite; dois folders, um para a população e outro para o farmacêutico (este em formato de guia de bolso); e um Guia de Prática Clínica.

Para preparar os folders e o guia, um Grupo de Trabalho (GT) foi especialmente constituído pelo conselho. A construção do hotsite ficou a cargo da Assessoria de Comunicação do CFF, a partir dos conteúdos elaborados pelo GT. Todo o trabalho foi supervisionado e apoiado por integrantes das assessorias Técnica e da Presidência e pela equipe do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos (Cebrim), órgão pertencente à entidade.

No hotsite, o farmacêutico que quiser ser voluntário da campanha encontrará uma breve explicação sobre a iniciativa e sugestões de como contribuir, além de notícias sobre o assunto e todo o material necessário para lhe dar suporte em suas ações. Em uma estante virtual encontram-se disponibilizados documentos técnicos e científicos sobre cada doença, selecionados pelo GT e organizados pela equipe do Cebrim. Também estão disponíveis links de acesso a bibliotecas de outros órgãos e a sites de iniciativas de outras instituições, como o Ministério da Saúde e Fundação Oswaldo Cruz. A partir da próxima semana, serão inseridos os dois folders, para consulta e download para impressão. O Guia de Prática Clínica está em fase de elaboração.

Um formulário eletrônico está disponível na página para que os participantes enviem sugestões e se cadastrem para receber informações sobre a campanha. Por meio do endereço eletrônico comunicacao@cff.org.br, os voluntários podem encaminhar fotos e informações sobre as atividades que estão desenvolvendo, para serem publicadas na galeria de imagens da página. “A nossa intenção é centralizar a divulgação do movimento nesse espaço virtual, para que, a partir dele, possamos disseminar essas informações e dar a elas uma ampla visibilidade. Assim, mostraremos à sociedade, todo o nosso valor e também a nossa responsabilidade para com essas causas, que têm grande impacto e alcance social”, observa Josélia Frade. “Contamos com todos os colegas nessa missão!”

 

Fonte: Comunicação do CFF

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