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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

ARTIGO

Data: 22/12/2009

O Natal e o fim de ano trazem alegrias, dão um sentido de reinício e fortalecem os laços que nos ligam a Deus e às pessoas. A pausa que se faz, neste período, é um tempo para um breve fôlego, sem que se deixe de empunhar as bandeiras de luta. Eu chego ao fim de 2009, pleno de realizações. Oitenta por cento dos farmacêuticos goianos elegeram-me Conselheiro Federal de Farmácia por Goiás (CFF) e, no dia 17 (quinta-feira última), o Plenário do CFF, em sua ampla maioria (85% dos votos dos 26 Conselheiros), reconduziu-me à Presidência do órgão.

Sou feliz e agradecido por esta confiança a mim depositada. Mais que comemorar vitórias, a hora é de intensificar a luta. Muitos são os desafios que pesam sobre o Conselho e grandes, as expectativas que a sociedade, os sistemas público e privado de saúde e o mercado têm de nós, farmacêuticos.

Nos últimos dez anos, a profissão farmacêutica e o próprio Conselho Federal de Farmácia apresentaram crescimento e transformações acima de qualquer previsão. A profissão diversificou-se de tal maneira que, hoje, reúne 76 diferentes atividades. E todas elas estão regulamentadas pelo CFF. O órgão acompanha, passo a passo, a expansão de cada atividade que, numa velocidade assombrosa, desdobra-se, divide-se em vários novos segmentos. Esta é uma prova irrefutável de que a profissão, uma das mais antigas da humanidade, é dinâmica e experimenta um processo de renovação permanente, apresentando-se como uma das profissões do futuro.

Desde que assumi a Presidência do Conselho Federal de Farmácia, delineei políticas que inserissem o CFF no processo de renovação e crescimento da profissão. A Farmácia é uma área em que o profissional precisa acumular um complexo conhecimento técnico-científico e humanístico. De sorte que, na Farmácia, crescer passa pela qualificação. Passa, ainda, pelo desenvolvimento de uma consciência social que remeta o farmacêutico, um profissional da saúde de amplos saberes e fazeres, a assumir, também, responsabilidades sociais.

Em minha gestão, entre tantas ações, abrimos espaços para os farmacêuticos nos serviços públicos e privados de saúde. Não por corporativismo, como argumentam alguns incautos, mas porque os serviços farmacêuticos são imprescindíveis à sociedade.
Defendi que o profissional deveria alcançar um bom nível de excelência científica e técnica para assumir as suas novas funções, e até mesmo para dialogar com as equipes multiprofissionais e para lidar com os pacientes que, diga-se de passagem, são cada vez mais exigentes, devido ao seu crescente nível de informação. De sorte que é inconcebível ser um prestador de serviços em saúde e fazer frente a essa demanda diferenciada, sem a devida qualificação.

Assim, em janeiro de 2008, apelei ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, no sentido de que ele incluísse os serviços farmacêuticos nos programas de atenção básica do SUS (Sistema Único de Saúde). Mas não sem antes citar os benefícios desses serviços e os prejuízos gerados pela ausência dos mesmos. Lula fez publicar, no “Diário Oficial da União”, a Portaria 154/08, criando os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs). Esses Núcleos são o espaço onde os farmacêuticos estão atuando dentro do PSF (ou ESF - Espaço Saúde da Família, de acordo com a nova denominação).

Esta conquista levou à luta para intensificar a qualificação dos farmacêuticos, da forma mais abrangente possível, que irão atuar na Saúde da Família. Então, ressuscitamos a Fundação do CFF, voltada exclusivamente para o ensino farmacêutico em níveis de especialização e pós-graduação, e criamos o revolucionário curso “Assistência Farmacêutica na Farmácia Comunitária”, ministrado, nas capitais, e que está sendo transformado em curso de pós-graduação, com carga horária de 500 horas. O curso terá duas versões: a presencial e de ensino à distância via Internet.

Abrimos importantes canais de comunicação com o Governo, com a Câmara dos Deputados e o Senado; ampliamos a nossa própria comunicação. As nossas ações foram além das fronteiras nacionais. Criamos laços com as maiores organizações farmacêuticas e de saúde internacionais e nos alinhamos ao moderno pensamento farmacêutico do mundo.
Mas o ensino é uma prioridade nossa. Ainda que esta não seja uma atribuição legal do CFF, voltamos as nossas atenções para o ensino farmacêutico na graduação. Trouxemos o assunto para a discussão, em âmbito nacional, e provocamos a edição das Diretrizes Curriculares, em 2002. As Diretrizes trouxeram mudanças profundas na educação farmacêutica.

Por que mudar? Porque o ensino encontrava-se engessado e preso a um tecnicismo arcaico e pouco produtivo. Precisava ser reformulado, para formar farmacêuticos com múltiplas habilidades, senso crítico e responsabilidade social; que fossem profissionais habilitados a enfrentar a demanda de um novo mercado e de uma sociedade em transformação e mais consciente de suas necessidades e direitos, inclusive a assistência farmacêutica.

Nesta gestão que se inicia, vamos dar sequência ao nosso trabalho na área da educação farmacêutica. Queremos avaliar, amiúde e intensamente, as unidades de ensino farmacêutico, para melhorar o conteúdo programático e os laboratórios, com vistas a aprofundar a formação do farmacêutico. Lutaremos, ainda, pela ampliação dos cursos de especialização e pós-graduação.

Outra prioridade é intensificar a fiscalização, mas com uma nova orientação: a de que os fiscais não cheguem às farmácias e drogarias, aos laboratórios de análises clínicas e outros estabelecimentos apenas com fins fiscalizadores - ao pé da letra – nem imbuídos do sentido de punição, mas como orientadores, como parceiros dos farmacêuticos fiscalizados que transportem o pensamento dos Conselhos Federal e Regionais e que tragam a estes as reivindicações dos profissionais.

No mais, é insistir em afirmar que os farmacêuticos são parte do contexto social de um País carente de serviços de saúde e, por conseguinte, não podem se furtar de oferecer serviços, como os de assistência farmacêutica prestados nas farmácias e drogarias. É assim que o farmacêutico quer ser reconhecido: como um aliado da sociedade.
 

Fonte: Diário da Manhã
Autor: Jaldo de Souza Santos, Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

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