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Espécie de barbeiro tem genoma mapeado

Data: 18/11/2015

Um dos mais importantes insetos transmissores da doença de Chagas na América do Sul e Central teve seu material genético mapeado e a análise do resultado foi publicada ontem em uma revista científica, a americana "PNAS", depois de cinco anos de esforço, por um consórcio internacional de mais de cem cientistas, a maioria brasileiros e latino-americanos.

O próximo passo da equipe é publicar o genoma do transmissor mais importante no Brasil –que já está sequenciado, mas ainda longe de estar "digerido" para publicação.

A doença de Chagas é causada por um parasita transmitido por insetos chupadores de sangue conhecidos popularmente como barbeiros no Brasil –ou "insetos beijadores" em outros países, graças ao seu hábito de procurar picar a fina pele dos lábios. O parasita é um protozoário, o Trypanosoma cruzi, que entra na circulação sanguínea da vítima durante a picada.

O inseto agora estudado é o principal transmissor da doença na América Central, Colômbia e Venezuela, e em parte no Brasil, conhecido pelo nome científico Rhodnius prolixus. Já no Brasil as duas espécies de barbeiros mais culpadas pela transmissão são o Triatoma infestans e o Triatoma brasiliensis.

"Resolvemos começar pelo Rhodnius porque o Triatoma infestans tem um genoma duas ou três vezes maior, seria um passo bem grande", diz o principal autor do artigo, Rafael Dias Mesquita, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

"Mas o Rhodnius é bem relevante, é um modelo de estudo bem conhecido", afirma Mesquita. O Rhodnius prolixus tornou-se um "modelo" para o estudo da fisiologia e da bioquímica de insetos a partir dos anos 1930 e continua popular entre cientistas.

O genoma é, basicamente, um "conjunto de letrinhas", as bases químicas que constituem o DNA (ácido desoxirribonucleico). A ordem das letrinhas indica os genes e suas "famílias", isto é, genes que codificam funções semelhantes.

No caso do genoma do barbeiro, deu para ver, comparando com os genomas de outros insetos, a expansão de famílias ligadas ao habito vampiresco de comer sangue.

São genes ligados a odor –tanto para localizar a presa, um ser humano ou outro vertebrado de sangue quente– quanto para o macho achar uma fêmea receptiva. A saliva do barbeiro também tem que ter substâncias codificadas por genes para manter o sangue fluindo –produtos anticoagulantes, antiplaquetários, vasodilatadores.

As descobertas poderão permitir "melhorar o entendimento da transmissão do parasito causador da doença de Chagas e também levar a ao desenvolvimento de novos métodos de controle do inseto", segundo comunicado da UFRJ.

Esse tipo de estudo é demorado pois envolve a inclusão de múltiplos especialistas nas "famílias gênicas". O pesquisador da UFRJ assumiu o projeto há cerca de dois com a missão de reunir as diversas histórias e "costurá-las". Foi o equivalente a entrar em uma loja de ferragens com seus colegas, cada um escolher a porca, parafuso ou transistor de seu interesse, e passar tudo para ele "montar o rádio".

Fonte: Folha de S.Paulo

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