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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Icesp ofereceu estrutura para testar droga contra câncer

Data: 28/10/2015

O Instituto do Câncer de Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp) ofereceu sua estrutura para testar clinicamente a fosfoetanolamina, distribuída na USP de São Carlos e supostamente capaz de curar o câncer. Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp, afirma que entrou em contato tanto com os pesquisadores da USP quanto como seu reitor, Marco Antonio Zago. Este se mostrou interessado, mas Hoff ainda não recebeu uma resposta dos cientistas de São Carlos.

A cápsula é alardeada como cura para diversos tipos de câncer, mas ainda não passou por testes em humanos necessários para testar sua eficácia. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos. “O necessário agora é um estudo clínico, em vez de sair distribuindo o produto”, afirma Hoff. “Naturalmente não precisa ser feito conosco,mas acho que, se um produto apresenta evidências pré-clínicas interessantes, deve ser avaliado da maneira estabelecida internacionalmente.” Nesta terça-feira, o presidente eleito da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Gustavo Fernandes, teve uma reunião com o ministro do STF Luiz Edson Fachin, que concedeu uma liminar que liberou a entrega das cápsulas a um paciente do Rio de Janeiro.

“O ministro acha que o Supremo não é o lugar para discutir e que a Justiça tem que participar, mas que é um assunto relacionado as entidades médicas e cientificas. Acho que ele tem razão.” O ministro tem ressaltado que sua decisão foi “excepcional” e não abre precedente para que outros pacientes em situações diferentes consigam acesso às cápsula.

Debate

A TV Folha promoveu nesta terça-feira um debate sobre a fosfoetanolamina. Mediado pela repórter especial Cláudia Collucci, o encontro teve como convidados o médico Drauzio Varella, colunista da Folha, e o farmacêutico Adilson Kleber Ferreira, coautor de seis pesquisas com a substância publicadas em revistas científicas internacionais entre 2011 e 2013. “O que a gente chama de câncer não é uma doença só.

É impossível que uma droga seja útil contra todos os tumores”, afirmou Drauzio. “Em 40 anos de profissão, nunca vi um tratamento alternativo curar o câncer.’” “Se funciona para camundongo então funciona para outras espécies? Não utilizamos essa lógica nem na medicina veterinária.” Ferreira concordou com a necessidade de cautela na distribuição de medicamentos.

“Precisamos de um plano para conter esse caos de gente indo a São Carlos em busca da droga, com acompanhamento médico”, disse.

Questionado se daria a substância a um parente terminal de câncer, Ferreira foi enfático: “Não”. Para Drauzio, os conselhos de medicina precisam se posicionar, já que muitos médicos estão orientando pacientes a buscarem a Justiça para obter a droga.

Fonte: Folha de S.Paulo

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