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Acesso a remédios para o coração abaixo do ideal

Data: 22/10/2015

Devido ao menor custo, medicamentos genéricos têm o potencial de salvar a vida de um número maior de pessoas que sofrem com problemas cardíacos, mas os sistemas de saúde de todo o mundo ainda falham em disponibilizar esses remédios a quem precisa. O alerta é de um estudo publicado ontem na revista The Lancet, segundo o qual populações de países em desenvolvimento não têm acesso adequado a substâncias que poderiam prevenir doenças do coração. E mesmo nas nações ricas há problemas: nesses países, os medicamentos estão mais disponíveis, porém quase metade das pessoas que sofrem de condições cardiovasculares ainda não recebem os produtos que deveriam.

O estudo de Epidemiologia Prospectiva Urbana e Rural (Pure, em inglês) analisou dados de 596 comunidades de 18 países, incluindo o Brasil. Os pesquisadores registraram se os medicamentos que previnem doenças cardiovasculares, como aspirinas, estatinas, inibidores da ECA e betabloqueadores, estavam disponíveis para compra nas farmácias e determinaram o custo dos compostos de acordo com a renda familiar típica da região. Os dados correspondem ao período entre 2003 e 2013.

Todas as quatro classes de medicamentos cardiovasculares recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estavam disponíveis em 95% das áreas urbanas, e em 90% das comunidades rurais dos países de alta renda. Os índices caíam para 80% e 73%, respectivamente, nas nações de classe média alta (onde o Brasil foi incluído), e para 62% e 37% nas regiões consideradas de classe média-baixa. Nos países mais pobres, exceto a Índia, os resultados foram de 25% de disponibilidade nas áreas urbanas e de 3% nas comunidades rurais.

A disparidade constatada pelo levantamento também é notável no preço dos medicamentos. Enquanto as fórmulas eram economicamente acessíveis a mais de 99% da população dos países mais ricos, apenas 75% das pessoas de classe média alta poderiam pagar pelos remédios preventivos, um índice que cai para 67% para os pacientes de renda média baixa. Somente 40% das famílias de países mais pobres tinham condições de pagar pelas drogas. Os números estão muito distantes da recomendação da OMS, de que medicamentos que previnem doenças cardiovasculares estejam disponíveis em 80% das comunidades e usados por ao menos metade das pessoas indicadas até 2025.

A não ser que a disponibilidade e a acessibilidade desses remédios seja ampliada, ressaltam os pesquisadores, o uso desses medicamentos deve permanecer baixo na maioria do mundo. “A menos que os governos da maioria dos países, especialmente os de renda baixa e média baixa, criem iniciativas para tornar esses medicamentos disponíveis e os forneçam gratuitamente — como é feito no caso do HIV — o uso deles sempre será mais baixo do que o ideal”, alertou, em um comunicado, Salim Yusuf, diretor do Instituto de Pesquisa de Saúde Populacional e principal autor do estudo. Nos países mais ricos, os pesquisadores acreditam que a questão seja organizar estratégias de prevenção mais amplas e que possam ser executadas não somente por médicos, mas também por outros profissionais da saúde.

Fonte: Correio Braziliense

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