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Novo teste pode antecipar diagnóstico de câncer do pâncreas

Data: 04/08/2015

Conhecido por tirar rapidamente a vida de personalidades como o fundador da Apple Steve Jobs e o ator americano Patrick Swayze, o câncer do pâncreas preocupa especialistas por ser uma das formas mais letais de tumor maligno. Na tentativa de frear a taxa de mortalidade da doença, cientistas desenvolveram um teste de urina que pode antecipar seu diagnóstico. Em estudo publicado ontem na revista científica “Clinical Cancer Research”, a equipe identifica três proteínas que se apresentam em níveis mais elevados nas pessoas com a enfermidade.

Atualmente, a maioria dos casos de câncer no pâncreas só é identificada em estágio avançado. Apenas 3% dos pacientes sobrevivem além de cinco anos após o diagnóstico. Mais de 80% das pessoas com a doença são diagnosticadas quando o tumor já se espalhou, o que torna ineficaz a cirurgia. Segundo a pesquisa, se o paciente for diagnosticado no estágio 2, a taxa de sobrevivência é de 20%; e na fase 1, a taxa de sobrevivência para pacientes com tumores muito pequenos pode aumentar para até 60%.

— Os sintomas em geral decorrem da invasão da doença. É um tumor bastante resistente às terapias habituais de quimioterapia e radioterapia — explica o coordenador científico do Grupo Oncologia D’Or, Daniel Herchenhorn.

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A pesquisa, que envolveu cientistas britânicos e espanhóis, analisou cerca de 500 amostras de urina. Pouco menos de 200 pacientes estavam com com câncer pancreático, 92 tinham pancreatite crônica e 87 voluntários estavam saudáveis. O restante das amostras de pacientes apresentava condições benignas ou cancerosas no fígado e na vesícula biliar.

Das 1.500 proteínas encontradas nas amostras de urina, observou-se que três — LYVE1, REG1A e TFF1 — estavam em níveis muito mais elevados nos pacientes com câncer pancreático, proporcionando uma “assinatura” com cerca de 90% de exatidão que poderia identificar a forma mais comum da doença. Já os pacientes com pancreatite crônica mostraram níveis mais baixos das três proteínas.

Enquanto atualmente o diagnóstico é feito por imagem radiológica, por um marcador no sangue que pode estar presente ou não e por uma biópsia, a novidade traria uma abordagem de mais baixo custo e não invasiva.

“É um fluido inerte e muito menos complexo do que o sangue e pode ser testado várias vezes. Este é um painel de biomarcador com boa especificidade e sensibilidade e estamos esperançosos de que um teste simples pode ser desenvolvido e estar em uso clínico nos próximos anos”, afirma Tatjana Crnogorac-Jurcevic, líder do estudo.

No Brasil, esse tumor é responsável por 4% das mortes por câncer, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer ( Inca). Para o diretor técnico do grupo Clínicas Oncológicas Integradas ( COI), Mauro Zukin, a abordagem de maneira personalizada da presença de proteínas é relevante, e a novidade, “sem dúvida, a de maior sucesso” dentre as tentativas já divulgadas. — O próximo passo é tentar reproduzir em larga escala, ou seja, validar em uma população não selecionada e em número maior — diz o oncologista.

Sobre a aplicação do exame no Brasil, Zukin acredita que a medicina pública vem se pautando por um distanciamento da medicina privada na incorporação de novas tecnologias. — Vejo com dificuldade a incorporação dessas novas técnicas — afirma.

Fonte: O Globo

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