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Bancos de células-tronco crescem, mas podem ter ritmo menor este ano

Data: 24/06/2015

A procura por armazenamento privado de células tronco ainda é novidade entre os casais, mas a demanda pode cair junto com a intenção de consumo com cenário econômico instável. Os principais desafios do mercado, segundo especialistas, são a padronização da informação para a divulgação, a dolarização dos equipamentos e insumos e a falta de legislação específica para terapia celular. Atualmente, a coleta de células tronco do cordão umbilical no momento do parto tem sido utilizada para o tratamento de doenças genéticas que não são hereditárias.

O armazenamento do material pode ser feito por bancos públicos. Apesar de não cobrarem, eles podem utilizar o material em qualquer pessoa. Já os bancos privados, ou melhor, as clínicas especializadas, cobram pela manutenção do material que é de uso só da família. “A procura por terapia celular tem aumentado, mas o serviço de armazenamento teve uma pequena queda”, disse a diretora técnica do Centro de Terapia Celular Cord Cell, Andresa Forte.

Segundo a especialista, a quantidade de pacientes informados aumentou consideravelmente, o que beneficia a demanda por tratamento. No entanto, o cenário econômico instável tem deixado os brasileiros mais inseguros na hora de investir e tem reduzido a procura por armazenamento.

Ainda para ela, mesmo que o volume de informação tenha aumentado, a qualidade dos dados precisa ser revista. “Falta informação concreta que mostre as diferenças entre o banco público e o privado. O conteúdo distribuído tem dados que não são suficientes para a família conseguir optar”. Para a especialista, a melhor solução seria padronizar e fiscalizar o conteúdo. Outro desafio este ano, diz ela, é a alta do dólar que impacta o custo de produção e dos insumos. “Todos os equipamentos são importados e dependem de kits de fora”, explica. Legislação Os aspectos legais também afetam o segmento. Atualmente, a terapia celular utiliza a mesma legislação para o estudo de novas drogas. “É preciso haver algo específico para o setor. Isso pode ajudar no desenvolvimento do mercado, retirando algumas burocracias que podem não se aplicar ao tratamento com células”.

Outros detalhes discutidos por ela sobre a legislação no setor são a determinação de que bancos públicos não aceitam doação do privado, além da quantidade mínima de armazenamento. “Se a família deixar de manter o armazenamento no banco privado, esse material é descartado. A legislação não permite que seja enviado ao banco público. Se a quantidade mínima de células não for atingida na coleta, o material também será descartado”, explica.

Na Espanha e no México já existem modelos de bancos híbridos que permitem à família a doação do material, caso ela não deseje continuar mantendo o serviço. “Essa seria uma solução para aumentar os pontos de coleta e o número de células disponíveis”. Segundo Andresa, o mercado nacional ainda não comporta o modelo, mas com o avanço do segmento pode vir a mudar. “A lei determina esses fatores pelo tipo de tratamento que é feito hoje”, completa.

Informação de qualidade

O hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Nelson Tatsui, também acredita que a falta de informação de qualidade prejudica o mercado. “É como a doação de sangue. É fundamental, mas muitos não fazem por falta de informação. O banco privado é uma empresa e precisa de propaganda, ou seja, informação que esteja dentro de padrões éticos”. Para ele, o grande problema é encontrar conteúdo correto, sem subjetividade e exagero. “Nós apenas divulgamos dados baseados em artigos científicos, que passam por comissões internas”, ressalta. 

Outro assunto que atrapalha o segmento é a logística. “De pendemos da infraestrutura do País para chegar a todas as localidades. O transporte também deve ser credenciado para não ter problemas de insumos vencidos ou mantido em ambiente incorreto”, diz. Perspectivas Tatsui não observou ainda queda na demanda, mas afirma que os efeitos da instabilidade econômica estão por vir. “O mercado cresce em média 5% ao ano. Mesmo sem sentir uma queda, estamos preocupados com o que vamos nos d e parar”. Para ele, com a queda da receita das empresas que não estejam consolidadas, a qualidade do serviço pode ser comprometida. “Sem saúde financeira, uma empresa não consegue dar qualidade”, analisa Tatsui. O executivo reitera a meta de crescimento da Criogênesis, de 10% este ano.

Ambos os entrevistados citaram a importância do reconhecimento internacional formal para atender clientes que estejam fora do País. Enquanto a Criogênesis é membro da Associação Norte Americana de Bancos de Sangue, a CordCell tem a Accreditation Canada. No Brasil, a média do custo de coleta de células-tronco do sangue do cordão umbilical é R$ 3 mil. Já o armazenamento tem uma taxa média que varia de R$ 600 a R$ 1 mil, por ano.

Fonte: DCI

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