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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

42º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas reúne 2,5 mil no Riocentro

Data: 21/06/2015

Farmacêuticos, empresários, gestores e estudantes de Farmácia estarão reunidos até quarta-feira, dia 24 de junho, no Riocentro, Rio de Janeiro (RJ) para o 42º Congresso Brasileiro de Análises Clínicas, 15 Congresso Brasileiro de Citologia Clínica e o 3º Núcleo de Gestão Laboratorial. Os eventos estão sendo promovidos pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), com o apoio do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Simultaneamente ocorrerá o 1º Congresso de Qualidade Laboratorial para Países de Língua Portuguesa.

Na abertura do congresso, que ocorreu às 20 horas deste domingo, 21 de junho, no Hotel Windsor Plaza, o presidente do CFF, Walter Jorge João, ressaltou, em seu discurso, que o segmento continua a ser desconsiderado pelo governo, apesar de responder por 70% das decisões clínicas, e investir em tecnologia de ponta, contribuindo para a prevenção e a cura de doenças. “Há mais de 20 anos, os valores pagos pelos procedimentos laboratoriais não são reajustados pelo SUS.” Para buscar a reversão deste quadro, Walter Jorge João colocou à disposição da SBAC, a Comissão Parlamentar do CFF. "É uma comissão atuante, que certamente tem muito a contribuir na busca das conquitas tão esperadas pela SBAC e por todo o segmento."

Questões como essa, conforme ressaltou Walter Jorge João, fogem à governabilidade do Conselho. “Às que dependem das decisões em nossa instituição, procuramos dar solução imediata”, disse, citando como exemplo a regulamentação do transporte de materiais biológicos. “A partir de minuta construída democraticamente com representes do segmento, apresentamos uma proposta na última Reunião Plenária do CFF e que já se encontra em consulta pública pelo prazo de 30 dias. Conclamo todos a participar, para que possamos obter um resultado que atenda às necessidades do setor e proteja os usuários dos serviços”, disse.

O presidente do CFF salientou que o Conselho tem sido muito cobrado quanto à graduação em Farmácia, por conta da prioridade à formação generalista prevista nas diretrizes curriculares em vigor desde 2002. “Não devemos demonizar as diretrizes. Elas trouxeram um moderno pensamento ao ensino farmacêutico, conduzindo o humanismo para o centro da formação”, alertou ele, ressaltando a importância da união da categoria para viabilizar mudanças. “Quando assumimos o Conselho, em 2012, encontramos no País algo pernicioso, que era a existência de duas entidades voltadas para o ensino farmacêutico. Conseguimos unir estas duas associações e realizamos, neste mês, o Congresso Brasileiro de Educação Farmacêutica - Cobef.”

A partir das discussões desenvolvidas no Cobef, Walter Jorge João destacou que novas diretrizes estão sendo propostas. “Espero que os representantes do segmento tenham participado intensamente do debate, contribuindo para que a proposta de mudança no ensino reflita democraticamente as expectativas de todos os envolvidos. Porque essa foi a nossa intenção.”
A par dos problemas na graduação, o presidente do CFF frisou que o Conselho não deixou de se preocupar com a questão da capacitação profissional. “Ainda este ano, planejamos oferecer um curso com este fim na área de análises clínicas, com o qual pretendemos garantir a cobertura a todas as capitais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, num primeiro momento.” O curso, destacou, será gratuito e de grande qualidade.

Walter Jorge João reiterou a importância da união da classe. “Mas, ainda que o Conselho seja forte, tenha boa saúde financeira, pode muito, porém, não pode tudo. Mas a categoria, unida e coesa, poderá sim, modificar os rumos do segmento para a direção que queremos e buscamos.”

O presidente da SBAC, Jerolino Lopes Aquino, disse que, para a valorização da classe, é necessário um maior equilíbrio entre a qualidade dos serviços ofertados e o reconhecimento por parte do Estado. Sobre o congresso da SBAC, Jerolino Lopes Aquino assinalou a pretensão é oferecer informações importantes sobre métodos e tecnologia em evidência no mercado mundial, objetivando informar e preparar o profissional da área para melhor enfrentar os novos desafios da atividade.

“Na elaboração da programação, procuramos dar prioridade ao Núcleo de Gestão em Laboratório. Na atualidade o novo mercado necessita ter foco em pessoas, pois o valor das empresas está em reter talentos, qualificar e motivar”, comentou o presidente da SBAC. “Por isso todo o conteúdo está focada nas inovações, na sustentabilidade e as necessidades e oportunidades do mercado. Serão discutidos assuntos atuais como tributação, fórmulas para cálculo do custo de exames e transporte de material biológico.” Outro assunto em pauta será a Lei 13.003, que trata da contratualização e índice de reajuste pela ANS. “Entendemos que se faz necessário avançar pela luta e sobrevivência dos pequenos e médios laboratórios, que continuam assistindo a comunidade com qualidade.”

Autoridades internacionais prestigiaram a abertura do congresso da SBAC: Fernando Almeida, presidente do Instituto Nacional de Saúde de Portugal Ricardo Jorge, de Portugal, e Carlos Alberto Massêca, vice-ministro de Angola. Também esteve presente e fez parte da mesa, Jair Epaminondas Breder Rocha, representando a Confederação Nacional de Saúde (CNS).

Fonte: Comunicação do CFF

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