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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias do CFF

ARTIGO

Data: 14/10/2009

 

Pelas lentes do microscópio do analista clínico

Jaldo de Souza Santos,
Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF).
E-mail presidencia@cff.org.br

 

 

Conquistas notáveis da medicina estão mudando o perfil da saúde, no mundo. Somadas a outras, como o esgotamento sanitário, educação satisfatória, salários justos e, enfim, um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), essas conquistas conduzem a saúde a patamares surpreendentes. O aumento da estimativa de vida do homem (na Europa, é de 80 anos e, no Brasil, de 72 anos, já subindo para 75 anos) é, em parte, um reflexo da moderna medicina. Mas ela não apresentaria a alta performance nos diagnósticos, se não contasse com o auxílio dos exames laboratoriais realizados pelos analistas clínicos.

São os exames de laboratório que levam a medicina a apresentar a exatidão de hoje nos diagnósticos de doenças e segurança aos pacientes. Doenças que vão da verminose ao câncer, da hemocromatose à Aids, da anemia à hepatite, têm os diagnósticos elucidados pelos exames laboratoriais.

Portanto, o analista clínico é um profissional imprescindível à saúde pública, porque ele está focado na busca da cura e no bem-estar da população. Quando se senta silenciosamente ao seu microscópio, é o desejo de vida que lhe vem à cabeça, mesmo quando ele enxerga doenças pelas lentes do aparelho. As análises clínicas são exercidas majoritariamente pelos farmacêuticos-bioquímicos (os outros são os médicos patologistas e os biomédicos).

Os exames laboratoriais têm o dom de encurtar o tempo de tratamento e de proporcionar mais acertos nas condutas médicas, porque os exames fazem com que as doenças com diagnósticos confirmados sejam tratadas, precocemente.

Em 70% das consultas, os médicos solicitam exames de laboratórios. Os rotineiros são o hemograma completo, a glicemia, o lipidograma, os de dosagem de hormônios tireoideanos, o de urina EAS (Elementos Anormais e Sedimentoscopia) e o parasitológico de fezes.

O hemograma, embora rotineiro, é fundamental para o médico saber se o paciente possui uma infecção ou algum tipo de anemia, etc. Já a glicemia mede a taxa de açúcar no sangue, tornando-se relevante para a prevenção do diabetes e para a manutenção da qualidade de vida do diabético. O lipidograma mede as frações lipídicas (colesterol total, HDL ou o “bom colesterol”, LDL ou o “mal colesterol” e o VLDL ou o neutro).
O aumento da taxa de colesterol leva à deposição de gordura nas artérias, provocando a diminuição do fluxo sanguíneo e sobrecarga cardíaca, situação que pode gerar a elevação da pressão arterial. E esta, por sua vez, pode desencadear um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico ou isquêmico e o infarto do miocárdio.

Sobre as dosagens de hormônios tireoideanos T3, T4 e TSH, têm sido muito solicitadas pelos médicos, de alguns anos para cá, devido à grande incidência, na população brasileira, de hipotireodismo, que é a insuficiência da atividade fisiológica da glândula tireoide, fato que causa baixa taxa metabólica e perda de vitalidade.

O exame de urina (EAS) é de grande valor para complementar o diagnóstico de doenças, pois ele revela o metabolismo e a excreção e, também, faz uma investigação de possíveis infecções renais e urinárias.

Já o parasitológico de fezes é importantíssimo, principalmente, na infância. Para se ter uma idéia, verminoses podem causar sérios problemas de saúde e os seus sintomas podem confundir-se com o de outras doenças. Há vários exemplos, neste sentido. Um “bolo de áscaris” pode levar à suspeita de uma apendicite, e os sintomas de uma infestação ou parasitose por strongyloides chegam a se confundir com os de uma gastrite.

De sorte que dos rotineiros hemogramas aos sofisticados exames de biologia molecular, as análises clínicas constroem a necessária retaguarda para os médicos.

A sociedade é a maior beneficiária dos exames laboratoriais. Altamente qualificado, técnica e cientificamente, o farmacêutico- bioquímico é este profissional pesquisador, por natureza; um estudioso sedento de novos conhecimentos, um perito competente. Os seus olhos estão voltados para ver esse universo paralelo de células, de tecidos orgânicos, de bactérias, vírus, fungos que a população não vê, mas que define a sua saúde.

De sorte, caro leitor, que, quando vir um farmacêutico-bioquímico, cumprimente-o, sabendo que está com ele a resposta bioquímica para a origem de muitas doenças. É com esta resposta que o médico decidirá sobre o tratamento adequado para as doenças.
 

 

    Dr. Jaldo de Souza Santos é farmacêutico formado, em 1956, pela então Faculdade de Farmácia e Odontologia de Goiás, incorporada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), criada anos mais tarde. É o Presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Fonte: CFF
Autor: CFF

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