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Experiências exitosas de farmacêuticos no SUS

Notícias Gerais

Genoma humano mudou os caminhos da medicina

Data: 30/04/2015

Em 1990, quando o Congresso americano deu sinal verde para o Projeto Genoma Humano, liberando US$ 4 bilhões para o Instituto Nacional de Saúde e para o Departamento de Energia, a ciência entrou em outro patamar. A partir daquele momento, o homem começava a ser traduzido em suas estruturas mais básicas. Abria-se uma imensa gama de possibilidades, de onde se esperavam explicações para doenças até então incuráveis, diagnósticos antecipados que permitissem terapias profiláticas e produção de tecidos para substituir partes do corpo doentes (as chamadas terapias com células-tronco).

O que até então era considerado ficção hoje foi incorporado à medicina de ponta. Em 2012, o ator Reynaldo Gianecchini, diagnosticado com câncer linfático, foi submetido a um autotransplante de células-tronco. Nesse procedimento, o paciente é o próprio doador. As células mãe são retiradas da medula óssea, armazenadas e tratadas com várias doses de quimioterapia. Depois, são devolvidas saudáveis ao corpo do paciente, por meio de um cateter, como se fosse uma simples transfusão de sangue.

Em 2013, uma das mais belas atrizes do cinema, Angelina Jolie, retirou os seios como medida profilática contra o câncer de mama – mais tarde ela retiraria também os ovários. Jovem e saudável, ela se submeteu às cirurgias depois de tomar conhecimento de uma pesquisa genética pela qual tinha 87% de chances de desenvolver câncer de mama, a doença que vitimou sua mãe. O Estado publicou em primeira página a manchete: “Angelina Jolie retira seios e provoca debate”. E alertava os leitores: “Especialistas recomendam ponderação na hora de decidir pelo procedimento”.

Três bilhões de blocos

Conhecer o histórico genético ficou até simples. A televisão popularizou o “teste de DNA”, para saber a paternidade de crianças. Mas agora é possível fazer um exame de sangue e, em uma ou duas semanas, ter a análise completa das características genéticas de um indivíduo. A notícia do anúncio dos resultados do Projeto Genoma: salto científico Biochip: análise de 18.394 genes; tecidos normal e canceroso. Antes de o Projeto Genoma começar, o Estado alertava para seu impacto Anos antes do início das pesquisas, quando o Projeto Genoma era apenas uma possibilidade, o Estado publicou um artigo comparando a dimensão da pesquisa do genoma humano com a ida do homem à Lua. “Genoma significa a soma completa de todas as informações hereditárias de um ser vivo. Uma vez decifrado, os cientistas vão poder curar pelo menos 3.500 doenças.” O jornal, que sempre noticiou os avanços mais importantes da ciência, chamava atenção para a seriedade do encaminhamento das pesquisas. Na época, James Watson, um dos autores que decifraram a estrutura do DNA em forma de dupla hélice e vencedor do Prêmio Nobel de Medicina de 1962, foi nomeado diretor do projeto, dando ainda mais peso ao estudo.

A missão dos pesquisadores era compilar as 3 bilhões de bases de 46 cromossomos humanos em 15 anos, a um custo de US$ 200 milhões a cada 12 meses. O projeto uniu a comunidade científica internacional em um esforço único. Laboratórios japoneses, chineses e canadenses foram os primeiros a se debruçar no sequenciamento das bases cromossômicas. Em 2001, o Estado noticiava que o Brasil era o primeiro país do Hemisfério Sul a contribuir com o Projeto Genoma Humano. “Só no cromossomo 22, nossos cientistas descobriram 200 genes novos, um terço a mais que o total já encontrado.” racterísticas genéticas do paciente – o processo ajuda na identificação de câncer e de possíveis problemas neonatais, além de poder determinar a resistência e a alergia a determinados tipos de remédio.

“É um dado muito importante porque o brasileiro tem uma cultura de recomendar remédio, mas a resposta às drogas não é a mesma”, afirma Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo. Em 2014, mais de 20 mil pessoas sofreram reações adversas a medicamentos só no estado de São Paulo. Quando o mapa físico do genoma humano ficou pronto em 2005, 10% dos genes estavam identificados. Desde então, a decodificação genética ganhou velocidade.

“Até pouco tempo, se havia uma suspeita de doença, era necessário olhar gene por gene. O homem tem 20 mil genes diferentes – não dava para chegar a um diagnóstico”, diz Mayana. “Com as novas técnicas de sequenciamento é possível fazer uma radiografia completa do caso.” Decodificação Frederick Sanger desenvolveu os primeiros métodos de decodificação do DNA na década de 1970. Dez anos depois, o primeiro instrumento automático apareceu no mercado com capacidade de decifrar de 700 a 1.000 fragmentos de DNA por vez. Com 3 bilhões de blocos de DNA compondo cada genoma humano, o projeto requeria milhares de cientistas e cada sequenciador custava em torno de US$ 1 milhão. Entre 2001 e 2014, os novos instrumentos baixaram o custo do processo para R$ 5 mil.

Hoje há softwares específicos, como o YouScript, que ajudam a prever a dosagem ideal e o efeito cumulativo de um determinado medicamento com base na genética. Identifica quando fatores genéticos afetarão a metabolização do medicamento, se o paciente está em risco de uma interação adversa e qual dosagem ou droga alternativa pode ser prescrita.

Há outras ferramentas disponíveis 

A Knome oferece um sistema de “plugplay” que combina hardware e software de interpretação genômica. O Illumina permite ao cliente inserir sua sequência de DNA em um sistema de análise. Já o 23Me precisa de uma simples amostra de saliva para descobrir a propensão a doenças e detalhes de seus ancestrais. 

Custa US$ 99

O processo é tão popular que pode ser encomendado pela internet: o kit do teste e o resultado chegam à casa do interessado pelo correio.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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